segunda-feira, 6 de julho de 2015

O PAPELÃO DE NOSSA IMPRENSA SEM NOÇÃO

SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há mais de 15 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve, porque na opinião deles, demora 10 anos para construir um novo aeroporto.

Volta e meia recordamos algumas jóias da preciosidade SLLQC nas reportagens de nossa imprensa tão solícita em divulgar os interesses ligados à ampliação (proibida por razões técnicas e de sentença judicial) do Leite Lopes.

Essa imprensa recusa-se sistematicamente  em discutir o assunto com a sociedade ribeirão-pretana, como se ela fosse  composta apenas pelo lado provinciano que, por enquanto, ainda manda nesta cidade, capital oligárquica dos verdes canaviais.

Uma dessas  preciosidades, apenas como exemplo,  foi a série de entrevistas no dia 09/01/2015[i], que a seguir transcrevemos e comentamos:

PREFEITA COMEÇA COBRAR DO ESTADO AÇÕES URGENTES PARA AMPLIAR O AEROPORTO
(Apresentador) A administração também chama para o diálogo as entidades  interessadas no desenvolvimento econômico do município.
Nós, o Movimento Pro Novo Aeroporto, também estamos interessados no desenvolvimento econômico do município e da sua região metropolitana mas não fomos chamados, o que deixa a afirmação “dialogo” sob suspeita.
Insinuam que o aumento de passageiros no Leite Lopes é um fenômeno pontual e que depende da sua internacionalização.

Esquecem-se de informar que a internacionalização é de cargas.

(Repórter) O movimento no aeroporto alcançou vôos mais altos e durante o ano passado cerca de 02 milhões de pessoas passaram pelo terminal. O número de embarques e desembarques aumentou e a necessidade de melhorias também, mas as ações para ampliação e a internacionalização do local não acompanharam este ritmo de crescimento, algo que preocupa quem tem interesse no desenvolvimento econômico do município.
(Guilherme Feitosa – diretor regional do CIESP/FIESP) Sabemos que o momento hoje, é um momento de ajustes de uma maneira geral na economia brasileira. O próprio governo revendo seus os gastos, mas já tá mais que na hora de Ribeirão Preto e região ganhar este aeroporto e ele começar operar o quanto antes e que venha a internacionalização do aeroporto Leite Lopes.

O aumento do numero de passageiros tem aumentado, não apenas no Leite Lopes  mas como um todo nacional porque o modal aéreo deixou de ser uma exclusividade das elites. 

O aumento da demanda e uma melhoria nos ganhos dos trabalhadores, provocou uma proletarização no uso do modal aéreo, e isso até espantou as nossas elites, excludentes e mal habituadas, que têm reclamado disso nas redes sociais.

Migrantes que antigamente visitavam os familiares viajando em ônibus, durante vários dias, por uma pequena diferença nos custos, poderiam ir de avião com muito mais conforto e segurança.

Por outro lado, a internacionalização do Leite Lopes é uma falácia porque se trata de internacionalização de cargas e não dispõe de pista para permitir a decolagem de equipamentos  cargueiros a plena carga paga. Isso só será possível com um aeroporto novo, decente. Permitir  a ampliação do Leite Lopes é impor a Ribeirão Preto e à sua futura região metropolitana a impossibilidade de vir a ter um aeroporto de verdade que atenda às futuras necessidades regionais de desenvolvimento.

A falácia de que a internacionalização de cargas no Leite Lopes será uma porta de entrada para empresas novas

(José Carlos Carvalho – vice presidente da ACI) Agora inclusive que estamos entrando, 2015 será um ano difícil e a gente pode se recuperar em 2016 é hora da gente fazer uma força muito grande para viabilizar isso. Isso é uma porta de entrada para empresas novas, para alavancar mais a economia de Ribeirão Preto.

Desde quando a internacionalização de um aeroporto vai atrair novas empresas? No Leite Lopes já existe uma empresa instalada, que irá operar com exclusividade, em cujo galpão se concentrarão todas as entradas e saídas de mercadorias em transito internacional. Quais seriam essas empresas que seriam atraídas? E qual seria a relevância econômica dessas empresas para, por si sós, alavancarem a economia de Ribeirão Preto?

As empresas são atraídas para uma cidade quando ela dispõe de meios que facilitem e impulsionem as suas atividades, tais como,  mão de obra bem qualificada – para isso requer um sistema educacional formal e técnico de boa qualidade (temos?); um sistema de mobilidade urbana com disponibilidade de transporte urbano de qualidade  conforto, preço e velocidade e vias urbanas sem buracos e outros obstáculos (temos?); um sistema de saúde pública de qualidade (temos?).

O exemplo do Distrito Industrial e seu fraco desempenho, demonstra que Ribeirão Preto, com ou sem aeroporto, não constitui um polo atrativo de empresas de qualidade.

(repórter) O Deputado Federal Duarte Nogueira recebeu oficialmente na quarta feira o cargo de Secretário Estadual de Transportes e junto com a nova função uma lista de pedidos do governo municipal. A Prefeita cobra um novo cronograma de obras já que o município ficou responsável pela malha viária do entorno

O atual Secretário Estadual de Transportes entende muito pouco de aeroportos já que, numa declaração há algum tempo atrás, dizia que para se construir um aeroporto demorava 40 anos. Como remendar pode ser  mais difícil que fazer  novo....

(Prefeita Darcy Vera) A minha preocupação é que temos hoje 135 empresas. Há uma briga entre cidades para poder atrair empresas. Temos uma infra estrutura para atender esta grande demanda. Atender toda nossa região, todo o entorno e isto está indo pela Rodovia Anhanguera ou até para Uberlândia e não tem ficado em Ribeirão Preto.

A declaração da prefeita apenas confirma o que afirmamos um pouco atrás. Ribeirão Preto não tem nenhuma infraestrutura que possa atrair empresas importantes que possam fazer a diferença econômica para Ribeirão Preto.
Não será um aeroporto limitado e senil que irá contribuir alguma coisa para mudar isso. Pode ajudar sim mas apenas em campanhas eleitoreiras.
Apenas através de uma grande reforma política da cidade, com a exclusão de nossas elites provincianas e incompetentes e implantarmos politicas publicas de verdade, poderemos voltar a ser um centro econômico apto a  ser a capital de uma região metropolitana progressista.

Falta de noção quanto ao processo de refavelização do entorno do Leite Lopes e dos danos à cidade causados pelas alterações propostas para  a malha viária

(repórter) A principal ação do estado e talvez a mais urgente é a desapropriação desta área que voltou a ser ocupada, hoje com 200 construções é um entrave na internacionalização do terminal do Leite Lopes, terá um custo de 413 milhões de reais. A maior parte vem do governo federal. São Paulo deverá arcar com 40 milhões. Ribeirão com 25, mas para este ano estão previstos no orçamento apenas 8% deste valor, porém Darcy Vera garante que não haverá prejuízo para o andamento das obras.

“Desapropriação da área que voltou a ser ocupada” é o indicativo de que a reportagem não faz a menor ideia do que está ocorrendo no entorno do Leite Lopes e muito menos do que está falando, característica do papelão que a  nossa imprensa sem noção promove quando o assunto é o Leite Lopes.

Se a área voltou a ser ocupada, é óbvio que se  que se trata de refavelização e sabemos que  favela é dsimplesmente espejada sem direito a indenização.

Indenização refere-se apenas a imóveis legalmente registrados no competente cartório, por constituírem parte de loteamentos devidamente aprovados e que foram implantados muito antes do Leite Lopes, que era um campinho de aviação, ter virado uma amostra de aeroporto.

(Prefeita Darcy Vera) Assim que eles fizerem a adequação, o cronograma e fizerem para gente como será a malha viária, nós teríamos condições de licitar. Caso haja necessidade, também temos uma estrutura que eu já deixei montada para que haja remanejamento e a Prefeitura cumpra com a sua parte

Agora a prefeita falou a realidade: quando eles (o governo do estado) informarem como será a adequação, então a prefeitura poderá fazer a licitação e cumprir a sua parte. O problema é esse mesmo: eles não sabem o que vão fazer nem como.

Aprovaram um desvio da avenida Thomaz Albert Whatelly, depois perceberam a canastrice viária proposta e mudaram para um tunel e agora tentam resolver esse mergulhão (rebaixamento)  no leito da avenida e se recusam a mostrar o projeto e a discuti-lo com a comunidade.

Não querem cumprir com a obrigação de fazer o Estudo de Impacto de Vizinhança porque sabem que além do ridículo que vão passar, ninguém poderá aprovar um túnel desse porte (cerca de 700 metros) em área urbana, para passagem de pedestres e ciclistas.

Apenas entidades corporativas da área econômica são citadas como  se fossem representantes legitimas da sociedade civil organizada

(repórter) O executivo quer a participação da sociedade civil organizada. As entidades mostram otimistas com o dialogo, mas esperam vontade política de ambas as partes.

(Guilherme Feitosa – diretor regional do CIESP/FIESP) Nós estamos dispostos a formar parceria com o poder público, não só municipal como estadual na busca do caminho e do cronograma mais ágil possível  para que isto aconteça.
Eu acho que agora nós temos que nos unir, juntar todo mundo. Não é só as entidades não, temos que pegar os deputados estaduais, câmara de vereadores, a Prefeitura, todos, os deputados federais, todos que podem realmente nos ajudar a viabilizar esta idéia. Isto faz uma falta tremenda para a economia de Ribeirão Preto.

Se estes são os exemplos de sociedade civil organizada apta a discutir o Leite Lopes e o aeroporto internacional de Ribeirão Preto, podemos dizer, convictos, que estamos muito mal servidos.

Falta mesmo a verdadeira sociedade civil organizada e não os remanescentes provincianos de entidades herdeiras da república dos verdes canaviais.

Não é à toa que Ribeirão Preto atravessa uma das suas piores fases – senão a pior – de administração  municipal, com uma base aliada oriunda  dessas entidadezinhas provincianas.

Congonhas em Ribeirão Não!
Leite Lopes ampliado = mais favelas
e maior risco de acidentes.
Novo aeroporto e

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ampliação do aeroporto gera intensos debates no facebook

Elizeu Rocha 10 de junho às 21:14 ·
Ha um ano das Eleições Municipais, começa de novo a polemica sobre nosso barracão que chamam de Aeroporto. Na minha opinião não deveria continuar onde é hoje e Sim ser construído em uma área fora do perímetro Urbano!
O que Vc Acha ?

Movimento Pró Novo Aeroporto Concordamos plenamente.

Marcos Valerio Sergio Concordo, aliás em 1995 assim já estava definido pelo Plano Diretor de nossa cidade. Mas é grande a miopia, a teimosia e interesses mercantilistas dos SLLQC (grupo de pessoas que defendem Só o Leite Lopes a Qualquer Custo). Marcos


Lenio Severino Garcia Eu acho que Ribeirão Preto e a sua região metropolitana merecem um aeroporto decente e seguro, que tenha possibilidades de ampliações sempre que o desenvolvimento regional necessitar. Isso não é possível na área onde está o Leite Lopes, que é muito pequena. Temos que sair da ideia provinciana de que Ribeirão é uma cidade grande do interior para o conceito de que é a sede de uma região metropolitana.

Julio Cassio Barros Fora de área do zero seria mais barato ( a meu ver) e melhor, as alterações ai onde esta são grandes demais.

Cris Cb Concordo...........

Julio Cassio Barros Assim como rodoviária deveria estar atrelada ao aeroporto e próximo a rodovia, tirar os onibus da área central.

Elizeu Rocha Desapropriações, favelas, acesso difícil!

Julio Cassio Barros Existem tantos erros que pergunto será que eu estou errado? na grande POA RS os onibus articulados que deslocam mais passageiros e outros não entram no centro lá só os micro onibus, Ribeirao não tem ruas centrais preparadas para estes enormes coletivos. PLANEJAMENTO não existe na Adm Publica.

Thelminha S. Ávila Concordo perfeitamente com tudo isso , além do que tb coloca a população de todos os bairros próximos ao Leite Lopes em risco .

Raphael Gironi respondeu · Não concordo com a sra.

Roberto Rossi SÓ PARA ALERTAR NOVAMENTE , AQUELES QUE NÃO TEM NOÇÃO DE SOM. OS AVIÕES DE CARGA FAZER UM BARULHO DE MAIS DE 140 DECIBÉIS, O MESMO QUE UM TRIO ELÉTRICO. E SÓ TRABALHAM NAS MADRUGADAS PARA NÃO ATRAPALHAR OS VOOS COMERCIAIS DE DIA . JÁ PENSARAM UM TRIO ELÉTRICO NAS MADRUGADAS PASSANDO EM NOSSAS CABEÇAS? QUEM VAI CONSEGUIR DORMIR?

Raphael Gironi respondeu · Boa noite senhor Roberto! Os aviões fazem sim muito barulho, mais só pra lembrar o sr. o aeroporto já estava lá a muito tempo quando os moradores chegaram. Em relação aos aviões voarem a noite, vou informar ao senhor que não é para atrapalhar a aviação comercial não, mais sim porque a noite a temperatura é bem mais baixa, aumentando a densidade do ar, assim podendo ser transportado mais carga e com maior quantidade de combustível. ( O avião pode decolar com mais peso). Tendo assim maior segurança para o voo.

Movimento Pró Novo Aeroporto Caro Raphael. Aeroporto e aeródromo são diferentes. Na década de 40 quando os bairros lá se instalaram o Leite Lopes era um simples campinho de aviação. Não defendemos a ampliação do Leite Lopes, dentre os motivos, será o grande risco para a cidade decorrente de aviões cargueiros operando em pista curta (apenas 2100 mts) - marcos
Cecilia Thomazini Arantes Concordo com você Elizeu..

Jocelem Dos Santos Santili Concordo ta mais que na hora de reformarem ou fazer outro pq esse é uma vergonha

Franklin Machado Sant'Anna Filho Uma vergonha!

Raphael Gironi Não concordo! Nas condições atuais que se encontra Ribeirão. Em qual outro lugar de Ribeirão seria construído um novo aeroporto com uma área maior que a atual dentro do território de Ribeirão Preto?! Agora se der certo de criarem a região metropolitana, onde acredito eu que irá favorecer as cidades da mesma... Ai sim poderíamos pensar em um aeroporto de grande porte, com uma bela infraestrutura e de tudo que ha de melhor para a população em geral.

Movimento Pró Novo Aeroporto Concordamos com um novo aeroporto para a região metropolitana de Ribeirão Preto - marcos

Marlene Tofetti Caro amigo, penso que que para concluir o que está digamos metade pronto imagine o tempo, mais dinheiro e outras mais né, se é que me entende para uma nova área, nem o calçadão deram conta de terminar........tá dificil.

Gilberto Silva Ha um ano das eleições aparecerão muita gente gerando polêmicas.

Vava Lima Concordo com voce. Ribeirão é uma cidade de tradição, tem historia no cenário nacional sem contar sua localização e também o que representa em termos de polo regional. O que falta são políticos a sua altura, políticos que consigam enxergar além do umbi... Essa questão do aeroporto necessita de visão sobre o futuro, necessita de planejamento...infelizmente com o que temos em termos de políticos, certamente virá uma reformazinha que não resolvera nada.

Maria Aparecida Vianna concordo, Eliseu pois bem proximo tem um conjunto habitacional Q Facci I , e é um risco para esses moradores vc não acha
Elizeu Rocha Perfeitamente Maria aparecida! Quando foi construído, foi para aviões pequenos para uma cidade também pequena.No passado Ribeirão foi Distrito de São Simão Isso mudou.. Ribeirão esta virando uma metrópole,, Precisamos pensar grande ,, pensar no futuro!

Maria Aparecida Vianna c certeza

Silvana Lima Ramos Concordo!!

Glorinha Marin CONCORDO PLENAMENTE

Artórios Corretor Lopes Concordo plenamente. Se pesquisarmos no youtube, veremos que Hong Kong passou por um dilema parecido e optou por fazer o aeroporto fora do perímetro urbano, por motivos óbvios de segurança. Vale a pena ser pensado.

Regina Correa Da Costa da Mata Concordo.......


Francisco Eduardo Cesar Cesar Só quem sabe pode dizer com sabedoria , é isso mesmo Elizeu concordo também

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Gibi Papai Noel Leite Lopes a serviço do deus Mercado


Movimento faz lançamento de gibi na
 XV Feira Nacional do Livro  de Ribeirão Preto

Face ao boicote de grande parte da mídia local que não divulga os fatos que contrariem os interesses do lucro a qualquer  custo,  o movimento sempre busca viabilizar ações de campo de conscientização das comunidades e na desconstrução da imagem de que a ampliação do Leite Lopes é possível, viável e inevitável.

Mostramos aquilo que a linguagem oficial e midiática esconde da população, que fica à mercê do mascaramento da realidade pela manipulação da opinião pública.

Na Feira do Livro deste ano fizemos o lançamento e distribuição de 1400 exemplares do Gibi Papai Noel Leite Lopes a serviço do deus Mercado.

Através de uma linguagem popular denunciamos que o Papai Noel Leite Lopes  na verdade é o deus Mercado trazendo o terror  através do potencial risco de tragédias aéreas (aeronaves cargueiras operando em pista curta)  para nossas gerações futuras.

Participaram desta ação de campo diversas lideranças e entidades do movimento: líder comunitário Marcos Valério, Padre Chico, PSOL (no momento único partido político que assumiu claramente sua posição a favor do novo aeroporto), entre outros.


O resultado desta ação foi excelente pois o público atingido (amantes da leitura) se mostraram muitos interessados e receptivos.

A verdade começa a emergir da desinformação midiática. O Movimento Pró Novo Aeroporto é um movimento essencialmente com base popular e continua com a sua campanha porque sabe que

Povo Esclarecido Jamais será vencido

CONGONHAS EM RIBEIRÃO, NÃO!!!







sábado, 13 de junho de 2015

Evento PUTZ

PUTZ é  o nome dado a evento promovido por empresários espertos com grave perturbação do sossego das comunidades do entorno e com o beneplácito do poder público.

Data: 13/06/2015


Local: Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto

terça-feira, 9 de junho de 2015

Papai Noel Leite Lopes: o papel da mídia local junto a população do entorno.

Campanha de convencimento: O engodo de que é bom para todos

Me chamo Marcos Valério. Sou líder comunitário e membro da Associação de Moradores do  bairro Jardim Aeroporto desde 1997. Sempre trabalhei por mérito próprio e nunca aceitei ser cooptado ou manipulado pelas administrações municipais ou partidos políticos integrantes do grupo SLLQC -  grupo de pessoas que defendem Só o Leite Lopes a Qualquer Custo.

Acompanho esta temática desde o seu início quando em 1995 a cidade em seu plano diretor estabeleceu que o Leite Lopes teria que ser realocado visando menor interferência na área urbana.

Minha experiência e fonte de informação não advém do jornalismo tendencioso de grande parte da mídia de nossa cidade,  como exemplo a campanha publicitária promovida por certo canal de televisão local intitulado “O Amanhã se Constrói Hoje”.

O meu conhecimento de causa foi adquirido pela experiência de muitos anos como diretor da Associação de Moradores e da integração com juristas, engenheiros, professores e ambientalistas do Movimento Pró Novo Aeroporto Regional de Ribeirão Preto.

Somos pobres e temos núcleos de favelas sim, sendo que muitos se utilizam de bicicleta para se dirigirem ao trabalho, mas temos nossa dignidade de cidadãos frontalmente desrespeitada com a manipulação promovida pela mídia local a fim de promover a desinformação pública.

A conivência da mídia: "Acredito mesmo não vendo"

Historicamente, sempre que alguma previsão referente ao projeto de ampliação do Aeroporto Leite Lopes foi anunciada ou algum discurso para mostrar serviço é feito a mídia divulgou aos 04 cantos.  Todavia, quando esta previsão não se realizava, nada se falava a respeito, deixava-se cair no “esquecimento” , conivência esta para não arranhar a imagem da figura do Papai Noel Leite Lopes a serviço do deus Mercado.

Novamente esta atitude de subserviência vai se repetir. Em setembro  foi anunciado  o lançamento do edital do governo federal e também inicio a nível do governo estadual. E se não ocorrer, será que a imprensa vai informar?

O Papel cretino da mídia na manipulação da opinião publica

Ao invés de tentar promover alguma reflexão sobre o processo de “internacionalização”, ou no mínimo apoio quanto à realização do Estudo de Impacto Ambiental e conseqüente Audiência Pública, limita-se a tentar traçar um cronograma para início-fim de todo o procedimento “indispensável” para a economia local, como se apenas esse “milagre econômico” pudesse ocorrer no Leite Lopes e não em um aeroporto novo, atropelando  sem nenhum pudor,  a dignidade e sossego de todos nós moradores aqui do entorno e da cidade como um todo.

Porque a manipulação da mídia , como por exemplo a campanha “O amanhã se constrói hoje” conseguiu enganar uma parte considerável da população do entorno ao aeroporto ?

A população do Jardim Aeroporto e adjacências é formada por proprietários de imóveis registrados em cartório e também por muitos núcleos de favelas. É uma população pobre e de baixa escolaridade e muitos são trabalhadores que se utilizam diariamente de bicicletas para se dirigirem ao trabalho.

Embora seja uma reivindicação antiga, no Jardim Aeroporto não há escola de ensino médio, o que facilita em muito a evasão escolar quando o jovem termina o ensino fundamental.

Outro problema   também já de  décadas, que não se resolve, está no bairro Quintino Facci localizado  em uma das cabeceiras do aeroporto  - a prostituição na Av.Brasil.

Muitos já manifestam deficiência auditiva. mas não se dão conta, achando que estão acostumados ao barulho decorrente das atividades de pousos e decolagens das aeronaves no aeroporto.

Descrença nos mitos do Papai Noel Leite Lopes a serviço do deus Mercado

Não acredito que as informações verdadeiras sobre o aeroporto são aquelas que são veiculadas pela mídia local.

Não acredito  que para  valores baixos na desapropriações, os vereadores e políticos que têm curral eleitoral por aqui  vão brigar pela gente .

Não acredito que a anunciada valorização do bairro se dará com a vinda dos galpões logísticos próximos às casas. Já são cerca de 20 anos o tempo de propaganda afirmando que o aeroporto traria valorização imobiliária com a vinda dos galpões para o entorno.

Nesse prazo, as poucas aquisições de terrenos para galpões logísticos  tiveram como motivo a proximidade com a Rodovia Anhanguera e só ocuparam espaços vazios fora do entorno imediato do Leite Lopes.

Não acredito que as empreiteiras responsáveis por obras no aeroporto vão preferencialmente contratar mão de obra local, para economizarem no vale transporte.

O acostuma da frase “Barulho incomoda mas a gente acostuma” é porque com o passar dos anos vamos  ficando surdos (a perda auditiva é gradual) e não porque gostamos.

Marcos Valério

Papai Noel Leite Lopes não existe!
Abaixo a manipulação da mídia!

Novo Aeroporto em Nova Área Já!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Posicionamento do PSOL a favor da construção de um novo aeroporto





NÃO A AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO LEITE LOPES! NÃO A REMOÇÃO DE 16 MIL PESSOAS EM PRÓ DE INTERESSES DE ESPECULADORES!
QUEREMOS UM NOVO E MODERNO AEROPORTO EM OUTRO LOCAL!

Movida a toque de caixa e promovida como promessa (a)certa(da), a internacionalização do Aeroporto Leite Lopes, veiculada aos quatro ventos como a panaceia para as mazelas econômicas da região de Ribeirão Preto/SP, revela a face implacável da política brasileira frente aos interesses dos cidadãos.
Se consumada a “internacionalização” tal como prevista, uma tragédia de dupla face passará do plano da possibilidade para a realidade. A primeira face trágica, a ambiental, diz respeito à inserção de um aeroporto ainda maior, com maior volume de aviões (consequentemente, com maior e mais constante emissão de ruídos) sobre os céus da cidade e que, quase instantaneamente, pode vir a causar um colapso no já comatoso trânsito local. 

Ora, a simples presença de um aeroporto dentro da cidade representa um desrespeito ao sono dos citadinos – aqui, sequer é preciso divagar acerca da necessidade de uma noite de sono “bem dormida” e como a violação deste silêncio noturno (ou dos limites sonoros suportados pela audição humana em qualquer horário) representa evidente desconsideração pela saúde dos cidadãos naquela parte da cidade.

Acrescente-se o detalhe de que a “internacionalização”, ao menos em um primeiro momento, refere-se ao transporte aéreo de cargas, o que nos remete a u questionamento intrigante – estaria a malha viária local (rodovias e ruas) apta a receber o incremento do número de veículos (majoritariamente caminhões) que irá buscar acesso ao aeroporto a fim de fazer a carga/descarga de mercadorias? Para tal a prefeitura já anunciou pomposamente que “As avenidas e ruas que ficam em volta do aeroporto também serão reformadas e adequadas, para melhor acesso ao Leite Lopes. Darcy também vai implantar uma ciclovia para ligar o aeroporto até a Via Norte. Todas as obras estão previstas para serem finalizadas até 2015.”

Como se estes paliativos, notadamente a ciclovia, fossem suavizar a presença de uma frota inimaginável de caminhões naquela região da cidade, a trafegar entre duas possíveis vias hodiernamente “pouco” utilizadas, principalmente a partir das 17:00 horas – Avenida Brasil e Rodovia Anhanguera. É um colapso certo; qualquer semelhança com São Paulo/SP não será mera coincidência.

Ainda sobre esta face ambiental da nefasta e virtual “internacionalização”, cabe destacar o potencial de acidentes inerente a qualquer aeroporto – vale a pena manter em risco (o qual passará a ser maior com a “internacionalização”) os cidadãos que habitam a cidade e que podem vir a sofrer as consequências de um acidente aéreo no espaço urbano?

A segunda face desta tragédia, a social, diz respeito a iminente desapropriação de cerca de 16.000 habitantes das cercanias do aeroporto em razão de suas moradias estarem dentro do “raio de curva de nível de ruído” (área dentro da qual a habitação humana é proibida em razão do ruído ambiente). O órgão responsável pelos “cálculos” da desapropriação é a Secretaria Estadual de Transportes do Estado de São Paulo, por meio do DAESP (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).

A desapropriação da área referente à moradia dos cerca de 16.000 habitantes depende da publicação de um Decreto de Utilidade Pública pelo governo bandeirante, o qual alega que irá publicar o mencionado Decreto somente após a efetiva confirmação da execução das obras pelo governo Federal. Cientes da possibilidade um “novo” Pinheirinho, ambos os governos (Estadual e Federal) aparentemente buscam responsabilizar um ao outro pelo “início” da já acertada desapropriação.

E, no meio deste falso cabo-de-guerra político-eleitoral, desconsidera-se todo o tormento das 16.000 pessoas que não obtiveram qualquer garantia sobre o valor mínimo que receberão pelos imóveis que podem vir a perder, contra sua vontade, já na próxima semana; além disso, os mesmos receberam parcos sinais de interesse dos órgãos públicos (municipal, estadual ou federal) em dialogar em prol de uma solução menos estressante a todos e que leve em consideração sua aflição e seu intento em manter seu lar; não se pode perder de vista: são 16.000 pessoas em luta pela manutenção de sua história! Como pode o singelo e paradoxal argumento de que “o aeroporto [“internacionalizado”] será bom para todos, mas alguns devem sofrer” ter valia diante da obliteração de milhares de histórias e sentimentos, diante da destruição de uma comunidade?

E o que tem mais valor – os sentimentos de todos os que integram a comunidade próxima ao aeroporto e que serão inopinadamente desapropriados de suas raízes ou o ganho econômico (limitado a poucos “gentis” regionais, frise-se) somado à construção de um aeroporto internacional, em zona urbana, com chance quase zero de poder ser ampliado além da pista de 2.400 metros virtualmente projetada?

Ora, um aeroporto internacional DENTRO da cidade atende aos interesses de algumas empresas (notadamente exportadoras de material médico e de remédios), antes de ser a salvação daqueles que terão empregos temporários decorrentes das obras de ampliação; no geral, o saldo é negativo para a política municipal como um todo, sendo que as “autoridades” sequer levantaram a possibilidade de se construir um novo aeroporto FORA DA ÁREA URBANA como alternativa ao “remendo” proposto ao Leite Lopes para sua “internacionalização”.

E uma possível solução, por mais utópica que aparente ser, é até simples e mais palatável diante da possibilidade de destruição de 16.000 histórias pessoais (além dos mencionados danos ambientais). Mire bem: ao redor de Ribeirão Preto há usinas de cana-de-açúcar cujo passivo fiscal junto ao Estado de SP e/ou a União já fora declarado por aquelas como impagável; assim, bastaria a algum dos dois adjudicar a propriedade do imóvel rural da Usina para si a fim de pagar a dívida pública.

representada pelo mencionado passivo ; após, utilizar-se-ia do imóvel para a construção de um aeroporto internacional de cargas e passageiros, com franca possibilidade de expansão futura, incrementando a urbanização de outra região que não a região do Aeroporto Leite Lopes, já saturada no quesito ocupação urbana e de malha viária (ressalte-se: às margens da rodovia mais movimentada da região).

Adicione-se a esta tragédia de dupla face o papel cretino da mídia local que, ao invés de tentar promover alguma reflexão sobre o processo de “internacionalização”, notadamente acerca dos pontos acima levantados, limita-se a tentar traçar um cronograma para início-fim de todo o procedimento “indispensável” para a economia local, porém totalmente dispensável para a dignidade e sossego de ao menos 16.000 cidadãos.

Uma tragédia anunciada sob a frase “É bom para todos”, indisfarçavelmente desconsiderada por aqueles que se julgam políticos nesta cidade, a colocar interesses empresariais acima da integridade física e emocional de inúmeros cidadãos. 

Não por menos, nós do PSOL somos contra a ampliação/internacionalização do Aeroporto Leite Lopes e defendemos a construção de outro aeroporto, este com viés internacional, fora da área urbana de Ribeirão Preto.

Comentários:
Marcos Valério
Parabéns ao PSOL pela iniciativa.
Não à parcialidade , subserviência e manipulação  da mídia.
Não ao desperdício de quase 01 bilhão de remendos na obra remendo-gambiarra.
Não a maior risco de acidentes.
Não a assaltos no futuro túnel sob a Avenida Thomaz Alberto Whatelly
Não a um novo Congonhas em Ribeirão !
Acorda população !!!!

Rodião Raskolnikov
Ótimo vídeo! Mandou bem

Cida Andrade
Ótimo ,Amigo Emilson Roveri sou aposentada e estou a favor de fazer outro novo Pq não sei pra onde está indo meu sálario sou do IPM

Marlene Cintra
 E agora Emilson?


domingo, 7 de junho de 2015

Queda de avião sobre casa em Belo Horizonte deixa 3 mortos

Aeronave de pequeno porte partiu do aeroporto de Pampulha e 
caiu pouco depois, atingido o telhado e muro de uma residência

Este é o resultado de termos aeroportos em área urbana.
Temos que acabar com isso. Vamos começar com o Leite Lopes

Congonhas em Ribeirão Não!

Pampulha em Ribeirão Não !


Novo Aeroporto em Nova Área já!





quarta-feira, 3 de junho de 2015

Artigo da Najurp - Núcleo de Assessoria Jurídica Popular de Ribeirão Preto

Não ao discurso do progresso econômico às custas de danos ambientais, à saúde da população e aos direitos das famílias das periferias!

Não ao gasto de recursos públicos sem transparência e sem a participação popular nas decisões!

Precisamos de planejamento urbano, políticas públicas em habitação e regularização fundiária, e a concretização da gestão democrática da cidade!

Não às remoções! Não aos mandos e desmandos! Não vamos nos contentar com concessões de poderosos ou mera minimização de danos! É DIREITO NOSSO E DEVER DO ESTADO!
Mais informações: Movimento Pró Novo Aeroporto

Najurp - Núcleo de Assessoria Jurídica Popular de Ribeirão Preto


NÃO À AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO LEITE LOPES EM RIBEIRÃO PRETO!
ASSINEM E DIVULGUEM!

Em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, a situação das comunidades que residem no entorno do Aeroporto Leite Lopes é de total DESAMPARO. Centenas de moradores estão ameaçados de remoção, em nome do suposto "progresso econômico" da cidade, ignorando por completo o direito à moradia. Nada é divulgado acerca do projeto e da área afetada, o que acarreta numa situação de extrema insegurança.
Lembrando que o aeroporto de Ribeirão Preto já não opera de maneira segura, uma vez que os aviões que pousam já são maiores do que suporta a sua pista. Ou seja, ele já é em essência ILEGAL.
Já que a prefeitura de Ribeirão Preto IGNORA essa população, e os priva de direitos básicos, fechando os olhos para sua existência, ajudem a divulgar essas informações!


Comentários:

Ana Cláudia Mauer Dos Santos Pessoal:
 vamos ASSINAR e DIVULGAR!!!!
Não ao discurso do progresso econômico às custas de danos ambientais, à saúde da população e aos direitos das famílias das periferias!!!...

Marcos Valério:

Não ao Papai Noel Leite Lopes a serviço do deus Mercado

sábado, 30 de maio de 2015

A POLITICA HABITACIONAL DE RIBEIRÃO PRETO, O LEITE LOPES E A REFAVELIZAÇÃO

As áreas vazias como atrativo para favelas


A falta de políticas públicas de moradia popular é um dos principais geradores da favelização das cidades. Não é novidade para ninguém mas poucos têm tido a coragem de se referir a esse fenômeno social de forma objetiva, preferindo as justificativas e explicações pela filantropia demagógica ou a argumentos de patologia de comportamento social.

Numa entrevista com o arq. Nabil Georges Bonduki, secretário de Cultura do município de S. Paulo, confirma:

Na periferia, muitos espaços eram destinados para praças, pois, quando há um loteamento, este deve doar para a prefeitura uma porcentagem do terreno para áreas verdes, institucionais etc. Só que essas áreas, em vez de serem destinadas para o coletivo, ficaram muitas vezes abandonadas, porque o poder público não implantou praças. Depois,  por carência de política de habitação, acabaram ocupadas por favelas e assentamentos precários.[i]

Somando-se falta de políticas publicas de habitação popular com áreas abandonadas, criam-se glebas ocupáveis por favelas ou outros tipos de assentamentos precários. Ou, talvez, buscando-se uma melhor resposta para a infestação desses tipos de urbanização, não haja falta de política publica de moradia popular mas sim que essa falta seja exatamente a política pública em uso.

Dessa forma, o estado não cumprindo as suas obrigações de efetivar o uso social das áreas não ocupadas nos loteamentos de baixa classe média (os remediados entre os pobres) estará incentivando  a sua ocupação pelos mais pobres e alguns espertos que vêm nessas urbanizações oportunidades de negócios imobiliários.

A favelização incentivada pela burguesia

A burguesia sentindo-se encurralada e não querendo pobres próximos de seus bairros, filantropicamente disfarçada, assume atitudes solidárias, progressistas e sociais, toma decisões de incentivar e de validar essas ocupações,  garantindo a segregação social de modo  que os pobres se amontoem em verdadeiros guetos.

Agindo dessa forma, as classes média e alta que têm as suas áreas publicas bem implantadas, não se atormentam porque sabem que não terão uma vizinhança de favelados.

Esse modelo tem sido amplamente aplicado em Ribeirão Preto nos últimos anos.  Têm ocorrido tantas ocupações em áreas publicas e mesmo particulares, que logo mais será necessário importar pobre para ocupar todas elas.


A favelização como consequência da exploração dos trabalhadores

E resta ainda uma pequena pergunta: Porque razão só existem favelas nas cidades grandes e médias (como Ribeirão Preto)?

Porque nessas cidades a necessidade de mão de obra é muito grande (corte de cana e construção civil por exemplo) e, quando o serviço acaba, esses trabalhadores são simplesmente abandonados à sua sorte e não têm outra alternativa senão ocuparem barracos em favelas porque não têm serviço fixo que lhes garanta uma renda adequada.

Ocupam esses barracos, não pagam energia elétrica, não pagam água, não pagam IPTU e pagam pequenos alugueis ou compram essas “moradias” dos “investidores imobiliários” especializados nesses negócios. Muitas vezes são enganados porque esses “investidores” lhes garantem que serão retirados pela prefeitura e ganharão casas.

A maioria dessas áreas ocupadas consolidam-se e  tornam-se permanentes e dessa forma as cidades se degradam desenvolvendo-se a descriminação de suas populações, criando-se guetos e sempre se insinuando que favelado é um marginal e um bandido.


Mas o que é que o Leite Lopes tem a ver com a refavelização em Ribeirão Preto?

Algumas áreas que já sofreram o desalojamento mas permaneceram sem uso, foram reocupadas. Essas favelas ocupavam o espaço destinado ao aumento da área patrimonial do Leite Lopes, para garantir as normas de segurança das operações dos aviões.

Foram apenas  as partes das favelas que interferiam com o remanejamento  da R. Americana e a R. Pouso Alegre. As partes das favelas que não interferiam nessa relocação viária nem mesmo foram mexidas e muito menos urbanizadas e representam a imensa maioria das áreas ocupadas por favelas.

E chamaram a esse desfavelamento cirúrgico de ganho social decorrente do Papai Noel Leite Lopes.

Não foi a implantação dum projeto de desfavelamento mas sim de limpeza do terreno, da mesma forma que se limpa o mato,  se limpou a gente que “astrapalhava o progréssio”.

Retiraram e botaram esse estorvo  lá para as outras bandas da cidade, em casas ou apartamentos, sem nenhum critério e sem nenhum trabalho social de conscientização e preparo para a mudança.

Aquele preparo mínimo que uma vez o juiz Gandini definiu como sendo “tirar as pessoas da favela e tirar a favela da cabeça das pessoas”. Muitas famílias ficaram sem renda porque nos terrenos dos barracos tinham espaço para armazenarem os recicláveis para venda e nas novas moradias não.

Por isso ficaram sem condições econômicas de pagarem as prestações das casas que “ganharam” assim como todas as outras despesas inerentes à “doação”.

O poder público municipal após o desalojamento dessas famílias que “astrapalhavam o progréssio” poderia ter simplesmente deslocado a cerca do Leite Lopes, remanejado as vias e pronto.

Mas para fazer isso teria também que desalojar as famílias que não são faveladas. Teria que publicar o decreto de interesse publico, proceder às desapropriações e teriam como reação a indignação das pessoas que vivem enganadas pelo tal Papai Noel Leite Lopes, subornadas pela hipotética e imaginária supervalorização dos terrenos por causa da internacionalização do aeroporto.

Isso não interessava à propaganda do “progréssio” porque ficaria evidente que seria às custas das economias de uma vida inteira de trabalho  de famílias pobres e remediadas para facilitar os negócios de alguns privilegiados, gerando a revolta popular, pois almejam enfrentar a inevitável indignação popular com o uso por força judicial, somente no final do processo.

Para impedir novas ocupações, deixaram todos os escombros no local, como criadores de vetores urbanos tais como mosquitinhos da dengue, escorpiões, ratos e outros, além dos vazamentos de água das antigas ligações clandestinas dos barracos.

As obras não foram feitas, impediram a indignação popular e ficaram aguardando. Tanto aguardaram que as áreas foram novamente ocupadas, inclusive por alguns dos antigos ocupantes. Outros, novos, têm a ilusão de que vão “ganhar” casa de graça.

A especulação imobiliária das favelas corre solta na área. Além da refavelização das antigas favelas derrubadas, novas estão sendo implantadas e não é só no entorno do Leite Lopes. É pela cidade inteira.


Escombros da limpeza social. Note-se que
 apenas parte da favela foi removida. O
restante, que não estorvava, permaneceu no local



Nas áreas vazias pela limpeza social inicial, a refavelização já está em curso



A tradicional propaganda que as obras começarão em breve

Agora afirmam que a partir de Setembro próximo as obras de responsabilidade do estado e do município vão começar. Será?

Ano que vem teremos eleições municipais. Os políticos ligados ao governo municipal e aos partidos  do governo estadual vão querer perder os bons votos de seus amigos desamparados que moram nas favelas e dos futuros desapropriados a preço de banana[i]?

Sabemos que o governo federal não vai colocar um centavo no Leite Lopes enquanto que a situação judicial do Leite Lopes não esteja resolvida. Será que vai estar resolvida até Setembro, quando o governo estadual afirma, por intermédio de nossos edis genuflexíveis, que as obras vão começar?

Se não existisse o entrave de benesses a um setor econômico especifico ligado ao Leite Lopes, já teríamos um aeroporto novo e decente operando em Ribeirão Preto a um custo um pouco maior que o destinado a um puxadinho no Leite Lopes que dificilmente irá ocorrer.


Congonhas em Ribeirão Não!
Leite Lopes ampliado = mais favelas
e maior risco de acidentes.
Novo aeroporto em nova área já



[i] Por acaso alguém conhece alguma desapropriação cuja indenização permitiu a compra de um bem equivalente ao desapropriado? Pela Constituição a indenização tem que ser pelo preço justo e as normas  de avaliação obrigam ao custo de reposição do bem e não pelo valor de mercado.








[i] Revista pagina 22 edição 95 Maio 2015 FGV pag 15