sábado, 27 de agosto de 2011

Artigo 1: Anúncio do Puxadão X Reprovação do Leite Lopes por usuários / 2 - artigo de Líder Comunitário

01 - Anúncio do Puxadão X Reprovação do Leite Lopes  por usuários
Segundo publicado na imprensa desta semana, pesquisa da ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil)  revelou que usuários do Aeroporto Leite Lopes deram nota 4,6 para sua infra estrutura e que em nenhum dos 13 quesitos disponíveis para votação o aeroporto teve nota superior a 6.
Apesar do DAESP ( órgão que administra o aeroporto ter anunciado nos últimos meses uma série de reformas e adequações, os usuários apontam deficiências:
“ Para mim falta investimentos, principalmente em conforto e segurança, opinou o usuário Fernando Nogueira Leite” – Jornal Gazeta – 16/8/11.
Ainda segundo publicado neste mesmo jornal em 5/8/11, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA) denunciará junto à ANAC as condições técnicas de navegação
 “ É muito descaso com a segurança do aeroporto... Se eu tivesse autoridade interditaria este aeroporto “ – Francisco Lemos – Presidente do SINA.
Também em 4/8/11 o Jornal Gazeta noticiava – Torre de Controle de RP seguirá improvisada em containeres por tempo indeterminado.
“ Enfiar funcionários e equipamentos em uma caixa de metal é negligenciar a segurança do aeroporto” – Rogério Mendes Favareto (Engenheiro especialista em transporte aéreo).
Aliado a  este festival de incompetência, soma-se a enorme quantia de recursos públicos já gastos ao longo de décadas para remendar o que não tem mais conserto,  esta colcha de retalhos em que transformou-se definitivamente o aeroporto Leite Lopes que  já está caminhando para seu centenário de existência.
Já passou da hora da nossa cidade adequar-se à modernidade e seguir  rumo à construção, em uma nova área, de um novo aeroporto, amplo , sem problemas sócio ambientais e com segurança.  
O anúncio do projeto do Puxadão de 400 metros, como ferramenta de maquiagem para o processo de privatização, ao invés da construção de um novo aeroporto em outra área, demonstra  que o descaso para com a cidade de Ribeirão Preto e a ganância dos interesses comerciais  imediatistas dos SLLQC, não têm limites.
Eles estão no poder porque  nós os colocamos lá, mas podemos reverter esta situação  nas próximas eleições de 2012:

Não vote em político de 3ª linha (favoráveis ao Puxadão)
Vote em Estadista (favoráveis ao novo aeroporto)

NOVO AEROPORTO EM NOVA ÁREA JÁ!
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02 - Manifesto enviado por  José Gomes POTIGUAR:


QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2011
  
Meus amigos de toda a cidade de Ribeirão Preto. Observem as idéias de várias pessoas que estão num mesmo pensamento de progredir sem agredir a dignidade humana, seu espaço conquistado com o tempo e nem as razões de liberdade social assim já de direito no espaço democrático por esta cidade. Segue o link abaixo:
 É extraordinário querer o melhor para o crescimento urbano de uma cidade, com mais estrutura social vinda de recursos captados de nosso município, assim a suprir a uma capacidade, a estruturação às necessidades de desenvolvimento econômico de todos sem agredir a comunidade –  os costumes já explícitos com o tempo – exemplo à mudança da região do Jd. Aeroporto e sua topografia já construída por seus moradores.
 Sou a favor deste mega-empreendimento já manifestado desejado por este movimento de pessoas sérias, envolvidas, nas causas sociais da cidade. E de fato os costumes da sociedade política precisam acampar novas idéias de estadistas, de crescimento para o futuro sem demagogia pública.  
 No entanto, venho aqui invocar, manifestar não só o meu desejo, mas um desejo de um movimento que vem tomando força pela maioria das entidades de classes e sociais da cidade de Ribeirão Preto, que pensa com um futuro bem próximo desta realidade e desenhado para um novo amanhã.
 Assim com a realidade exibida de fato com o novo empreendimento para aviação civil, seremos incluídos num lugar dentro da capacidade de agregar a chegada de eventos festivos ou esportivos - como a exemplo hoje, a Copa do Mundo sem aeroportos capacitados aqui no Brasil.
 Não sou o Cara da mesmice neste céu aberto. Mas sou de uma ala de toda a sociedade que pode pensar assim, a cidade em crescimento no futuro, e será um município que não centraliza idéias em um só local ou lugar, que tem representante que leva o progresso a outros setores da cidade.


Com isto, o Aeroporto Leite Lopes passará a servir à  aviação particular e vôos domésticos, desafogando a demanda deste, e também auxiliando o Novo Aeroporto Regional dentro das necessidades solicitadas pela  administração e parcerias...
 - O capital de investimento pode ser a exemplo do Rio Grande do Norte pela iniciativa privada com o acompanhamento dos órgãos públicos responsáveis no setor da aviação civil.
 - Com o Novo Aeroporto pronto – teremos a chegada de novas empresas atraídas ao desenvolvimento industrial da região que já  existe, e nisto os municípios terão ganhado os tributos na normalidade com este investimento, aí será um presente para Ribeirão Preto no sentido de estrutura social e econômica.
 - Novos empregos serão gerados, capacitação de mão de obra entre outros do setor da aviação civil.
 - Ainda mais como sugestão para o município: criação de uma Autarquia da aviação Ribeirão Preto no sentido de gerir e arrecadar as tarifas de passagens como uma forma da cidade ter seu ganho tributário deste mega-investimento dentro de Ribeirão Preto.
 - Na construção do Novo Aeroporto,  proibir em projeto inicial e final, qualquer tipo de construção que seja de moradia residencial ou comercial nas áreas de exclusão - linhas dos muros, pouso e decolagem.
 - Com estas demarcações do Novo Aeroporto, o município passará a ser rigoroso com o projeto, com inspeções da Aviação Civil ou órgãos competentes do setor da aviação.

Jose Gomes POTIGUAR, Nos Passos da Cidadania.
Líder Comunitário
Vigilante Patrimonial

sábado, 20 de agosto de 2011

LEITE LOPES A politica de estado que o Governo Estadual quer impor a Ribeirão Preto

SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve.


Fase inicial de esclarecimentos pelo Movimento Pró Novo Aeroporto:

Temos assistido a toda uma série de justificativas dos SLLQC para explicarem a necessidade de ampliação de ampliar o Leite Lopes – o tal de puxadinho, ou melhor, do puxadão – em lugar de construir um novo.

Afirmam, com o peito inflado de arrogante onisciência, de que a construção de um aeroporto novo demora dez anos para ser construído - mas não citam nenhum exemplo -  e que não há tempo para esperar, porque o crescimento da região depende da tal ampliação.

Que importa a segurança dos passageiros, das tripulações e das comunidades do entorno, se o objetivo é o “progresso” a qualquer custo?

Até agora o Movimento Pro Novo Aeroporto tem-se limitado a esclarecer as pessoas dos problemas técnicos, sócio ambientais e econômicos que recomendam a não ampliação do Leite Lopes mas sim a construção de um aeroporto novo, digno e que seja um vetor de desenvolvimento para a região metropolitana de Ribeirão Preto.

Inclusive temos citado alguns interesses empresariais transvestidos de interesses econômicos de crescimento regional, tais como:

1             A proteção dos interesses de uma única empresa transportadora que se for construído um aeroporto novo, provavelmente perderá a concessão do terminal internacional de cargas; e,

2             A expectativa de alguns empresários, sem noção da realidade imobiliária do entorno dos aeroportos, que acham que essa ampliação – puxadinho/puxadão – vai desencadear um boom imobiliário no entorno, gerando lucros estratosféricos.

   

Fase atual de esclarecimentos:

A atual Infra Estrutura Aeroportuária baseada  na tecnologia do puxadinho: O Caos aeronáutico previsível


Agora estamos iniciando uma nova fase. O Governo do Estado anuncia que vai entrar com uma ação judicial para derrubar o acordo cidadão entre o Ministério Público e o DAESP (órgão do Governo do Estado) que impede a ampliação da pista.

Porquê esse interesse? Só para atender aos SLLQC locais, apoiados pela Prefeitura Municipal,  seu braço político?  Vamos analisar uma postagem na internet, com base num estudo do IPEA (grifos nossos):

A tendência internacional de expansão da aviação civil também vale para o Brasil, mas o país precisa tomar providências para que a possibilidade de crescimento não dê lugar a um colapso, adverte o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em estudo divulgado hoje (31.mai.2010).
Para o instituto, a infraestrutura aeroportuária brasileira está saturada e impede o setor aéreo nacional de crescer no ritmo da demanda. Mesmo com a crise, cita o estudo, o setor cresceu em 2009. Em outubro, por exemplo, o número de passageiros transportados aumentou 40% com relação ao mesmo mês de 2008. Em novembro, a alta foi de 38,4%.
O estudo explica a tendência de crescimento com fatores como o aprimoramento dos aviões (que levam mais passageiros a um custo menor), gestão mais eficiente das empresas aéreas, aumento da população urbana e inclusão da classe C entre usuários do transporte aéreo, informa o repórter do UOL, Fábio Brandt.


O caos aéreo é previsível porque a infraestrutura aeroportuária está saturada e um dos problemas é que temos aviões maiores, que transportam mais passageiros a um custo menor.

É evidente que se o avião é maior, mais potente, mais pesado, vai precisar de pistas maiores, que não temos. Precisamos de pistas adequadas e não de puxadinhos para atender aos interesses imediatistas de alto lucro das companhias aéreas às custas da segurança das operações.

Aeroportos projetados em décadas anteriores para uso e usufruto apenas das elites (os pobres que viajassem de pau-de-arara) é claro que não podem atender às necessidades presentes em que as classes ditas C e D estão começando a viajar de avião.

O resultado desse descompasso entre investimento e demanda aparece em um dos gráficos incluídos no documento: todos os dias, nos períodos de pico, 10 dos principais aeroportos brasileiros recebem 252 pedidos de pouso e decolagem por hora, mas só conseguem atender a 193.



















 
Essa diferença entre os pedidos de pousos e de decolagens  depende da quantidade de terminais de passageiros ou do numero de pistas e de pistas com os comprimentos adequados?

No caso do Leite  Lopes, supondo que seja possível operá-lo com uma pistazinha de 2.200 metros, sem áreas de escape, seria possível no futuro abrir uma nova pista? Aonde? Na Anhanguera?


Nossa proposta de modelo de aeroporto:

Não podemos nos contentar com puxadinhos mas sim com um aeroporto novo que já inclua no seu projeto a possibilidade de futuras ampliações tanto no comprimento das pistas como no seu aumento e com área disponível para ampliações de pátios e de terminais de passageiros e cargas. Dessa forma, quando forem necessários, serão construídos sem causar traumas, desapropriações e respectiva expulsão de comunidades estabelecidas, sem incômodos e sem impor riscos aeronáuticos a ninguém.

A política de estado  que o  Governo do Estado quer impor a Ribeirão Preto:
Confissão dos reais motivos da insistência no Puxadão:
Para terminar, a confissão dos reais motivos porque o Governo do Estado do S. Paulo, que se confundem com os interesses de uma ideologia política neo-liberal, insiste no puxadinho-puxadão Leite Lopes. Os grifos são nossos.

Agravante à situação é que a demanda por pouso e decolagem no Brasil será reforçada pela Copa do Mundo de 2014 e pelos Jogos Olímpicos de 2016. “Presidentes e gestores de empresas aéreas afirmaram, em recente congresso da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), que após o Brasil sediar os dois eventos, a movimentação nos aeroportos não retornará aos níveis anteriores”, relata o estudo.
O estudo apresenta 5 alternativas para o problema de infraestrutura aeroportuária no Brasil. Mas todas elas já deveriam ter sido tomadas há pelo menos 2 décadas, diz o economista Josef Barat, um dos responsáveis pelo trabalho.

As propostas são:

1) abrir o capital da Infraero para aumentar o controle de auditoria externa nos gastos da empresa e diminuir a influência político-partidária em seu funcionamento;

2) organizar a administração dos aeroportos dividindo-os em “rentáveis” e “não rentáveis” e distribuí-los para novas concessionárias submetidas à Infraero. Assim, pretende-se garantir que o transporte aéreo não estará apenas submetido a fatores de mercado, pois é um serviço publico;

3) transferir a concessão dos poucos aeroportos rentáveis à iniciativa privada. Assim, o Estado se concentra em investir, rapidamente e com segurança, nos aeroportos não rentáveis.
4) construir de novos terminais em aeroportos saturados. A solução pode ser tomada, segundo o Ipea, inclusive, com parcerias público-privadas (PPP).

5) incumbir a iniciativa privada de construir novos aeroportos onde é necessário, via PPP ou  concessão simples, para competir com a rede da Infraero e estimular a modernização dos aeroportos brasileiros.

Está feita a confissão. O Leite Lopes é o único aeroporto administrado pelos DAESP que é rentável. Qual é então o objetivo? Fazer o tal de puxadinho/puxadão para atender aos interesses mínimos da aviação comercial, usando o nosso dinheiro, e depois transferir para a iniciativa privada, via concessão ou PPP.

Os interesses de Ribeirão Preto e região não fazem parte do rol de preocupações do governo estadual e, por ser uma política de estado a serviço de uma ideologia partidária, os correligionários locais obedecem às ordens dos chefes e exigem a ampliação em lugar da construção do novo aeroporto. Caso que ficou claro em 2007 com o governo municipal, que era do mesmo partido político, no esforço despendido pela aprovação do Estudo de Impacto Ambiental, que recebeu nota zero por ter sido considerado de má qualidade e que deveria ser refeito.

 
Qual a fonte usada para embasar este texto? Acesse e tente entender esses SLLQC:  porquevotonoserra.blogspot.com (acessado 16/8/2011 10H56)

Já vimos como esse pessoal não tem respeito por nada e ninguém, se não gerar negócios. Eles estão no poder porque, de forma irresponsável, nós os colocamos lá.  Mas podemos reverter tudo isso:

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em Estadista

E como eles são confessos em usar o nosso dinheiro para fazerem doações à iniciativa privada, então vamos exigir o certo:


O LEITE LOPES FICA COMO ESTÁ! NOVO AEROPORTO JÁ!

domingo, 14 de agosto de 2011

O Puxadão do Leite Lopes como tragédia anunciada em Ribeirão Preto (= Novo Congonhas)


Breve Introdução
A maioria dos usuários do transporte aéreo sabe que esse é o meio de transporte mais seguro que existe, mas isso se refere apenas às aeronaves. O que eles não sabem é que a insegurança está nos aeroportos, não só no Brasil, mas em todo o planeta. Muitos apresentam imperfeições na concepção que só agora estão a notar-se em razão da potência das novas aeronaves e das exigências de segurança ao risco aeroportuário e à qualidade de vida, no que se refere ao ruído e emissões de particulados e da saturação do próprio sistema viário e falta de mobilidade.
Aeroportos pequenos que foram construídos há 50 anos, para atender às operações de aeronaves pequenas e projetados  para atender um mercado de passageiros restrito às elites e encravados em meios urbanizados ocupados por populações de baixa renda, com pequena capacidade sócio-cultural para  impedir eventuais desapropriações a baixo custo para a ampliação dos sítios aeroportuários.
Aeronaves do sec. 21 não podem mais operar nesses aeroportos projetados e construídos segundo conceitos tacanhos onde o improviso foi a principal tecnologia que orientou as ampliações (puxadinhos), gerando o caos aéreo que o Brasil hoje  tenta superar, sem o conseguir. O fenômeno não é exclusivo do Brasil.
A este respeito o Canal da História (Canal  TV de Portugal) produziu em 28/10/2010, um documentário de 02 horas  de duração sob o título Aeroportos no Limite.
Seguindo este modelo de 50 anos atrás, interesses econômicos e políticos sem nenhuma preocupação com os novos critérios de projeto de aeroportos nem com os interesses das populações do entorno e dos interesses regionais, apoiados por alguns segmentos da sociedade local,  insistem em romper a decisão judicial que impede qualquer ampliação (puxadinho) na pista do Leite Lopes alegando a defesa de um  “propalado“ interesse público.
E Ribeirão Preto ganharia o quê? Um verdadeiro presente de grego: implantar um novo Congonhas, promovendo o Leite Lopes a um Congonhas Caipira.
Para convencer a população de que o puxadinho do Leite Lopes é um empreendimento extraordinário, escondem da população os seguintes problemas:

01Faixa de aproximação e afastamento das aeronaves está em área densamente habitada com obstáculos naturais
80% dos acidentes aéreos – risco aeronáutico - ocorrem durante o pouso ou a decolagem, conforme informação do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), por causa das variações de potência, velocidade e altitude. Essas variações exigem atenção do piloto e um número maior de respostas da aeronave.
Os cones de aproximação do Leite Lopes ampliado também será ampliado para áreas novas, hoje a salvo, compreendendo a Ribeirânea, Lagoinha e adjacências de um lado e Simioni e adjacências do outro, com uma população estimada em 100.000 pessoas a serem afetadas, não apenas pelo risco aeronáutico mas também pelo ruído, principalmente à noite já que a proposta é uma pista cargueira.
O acidente do Fokker 100 da TAM ocorreu em um dos momentos mais críticos do vôo: a decolagem.
As regras da OACI (organização Internacional da Aviação Civil) determinam que todos os aeroportos que operarem por regras de vôo por instrumentos devem estar livres de obstáculos que interferem na fase de vôo da aeronave.
O Morro situado próximo ao Campus da Universidade Moura Lacerda é denominado Morro da Vitória e constitui-se um obstáculo natural.
Em entrevista a Rede Record (27/7/11) especialista alerta a este respeito:

02 – Contraria Normas Internacionais
Para engenheiro da USP, obra no aeroporto Leite Lopes é “estupidez”. 
“Folha – O Sr é favorável à ampliação do Leite Lopes?
Romeu Corsini – Fico muito preocupado com o que esse aeroporto pode trazer para Ribeirão Preto. Eu, como professor de transporte aéreo da USP, não posso concordar. È uma estupidez muito grande. A Organização Internacional de Aviação Civil proíbe a ampliação em área de aproximação e afastamento de aeronaves. E seria necessário uma pista de 4000 metros para receber aviões de carga.
Folha de São – 23-10-2005

03 – Falta de áreas de escape  
Com o puxadinho do Leite Lopes, as faixas onde deveriam estar localizadas as áreas de escape, por falta de espaço físico suficiente, em caso de acidente (como no caso da tragédia do avião da TAM em Congonhas, em 2007) será, de um lado, bairros povoados e  de outro o Campus da Universidade Moura Lacerda.

04 - Operação de aeronaves cargueiras em pista pequena
Segundo os técnicos mesmo com uma pista de 2.500 metros ainda assim será insuficiente porque o mínimo para a cota de Ribeirão Preto é de 3.300 metros, preferencialmente uma pista com 3.900 metros, mais as áreas de escape. Avião cargueiro pousaria em pista menor que 3.300 metros ou até com menos, mas com menos carga e com redução da segurança.
Se aceitarmos isso, estaremos permitindo que o Leite Lopes se transforme no Congonhas Caipira, como ficou comprovado com a tragédia de Congonhas em 2007.

05 – Ruas e Avenidas vizinhas ao aeroporto a cerca de 100 metros da pista.
Muitas vezes os defensores da ampliação do Leite Lopes afirmam que não existe nenhum inconveniente na existência de aeroportos de grande porte em áreas urbanas densamente habitadas. E que existem muitos aeroportos nestas condições no mundo, como se esse fato fosse um aval técnico para a existência de aeroportos nessas condições. Congonhas é um deles e a população reclama. Santos Dumont é outro e a população também reclama.
Aeroportos de grande porte não podem estar situados em áreas urbanas e deverão estar devidamente protegidos para impedir invasões que podem colocar em risco a vida do invasor e a própria segurança da aeronave e seus passageiros.

E nas áreas urbanas existem crianças que  empinam pipas. E essas pipas podem ser levadas pelo vento para as rotas dos aviões, não apenas nas cabeceiras das pistas mas nas ruas a elas marginais, como a Av. Thomaz Albert Whatelly, a Av. Brasil ou a  R. Americana com vento de través que empurra a pipa para o lado da pista.

É evidente que uma pipa não vai derrubar um avião. Mas poderá causar sérios danos às crianças que a empinam. É uma das razões pelas quais  não se justificam aeroportos em áreas urbanas.

Sabiam que esse fato nem mesmo foi relatado no tal EIA-RIMA pomposo que o Movimento derrubou em 2007? Sabem porque é que não foi relatado? Porque seria um ponto a menos a favor do Leite Lopes ampliado e isso prejudicaria a justificativa do empreendimento.


06 - Risco Aviário
        Apesar de omitido no EIA RIMA de 2007 , a presença de urubus em área próxima a cabeceira de pista sentido Av Thomaz Alberto Whately, é constante e já gerou 06 acidentes com aeronaves nos últimos anos.
        Este risco ao aeroporto deveria ser de fácil solução mas não o é, pois está em área particular, sem função social , próxima à cabeceira e  apesar da atuação da Fiscalização Geral da Prefeitura e placas proibitivas, a falta de mureta , calçada e abandono estimula o depósito irregular de lixos e entulhos como atrativos para os urubus.

07 – Zoneamento de Ruídos já há 27 anos não é cumprido

O novo zoneamento de ruídos elaborado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), anunciado equivocadamente como justificativa para a requerida ampliação do aeroporto,  por questão de saúde pública, tem por função somente estabelecer o zoneamento de ruídos conforme definido no próprio nome, em áreas onde por força de lei estariam sujeitas a restrições ao uso do solo.

Alegam zelar pela qualidade de vida da população do entorno, através do novo zoneamento de ruídos   mas trata-se de  hipocrisia , pois  o zoneamento de ruídos atual está em vigor desde 1984 e  até os dias atuais, vergonhosamente ,  o poder público (Prefeitura e Governo do Estado)  são omissos e negligentes na sua aplicação.

        Alertamos:

Concordar com tudo isso é crime, e no caso de acidente mortal tratar-se-á de homicídio doloso. Não queremos um agente da morte  em nossa cidade mas sim um aeroporto novo, em local adequado para esse tipo de operação, que seja um empreendimento de fato, de alto padrão e não o que pretendem fazer no Leite Lopes.

Que os interesses econômicos ligados ao terminal de cargas internacional, possam tirar o lucro que pretendem, mas garantindo-se     a segurança às populações, às tripulações e aos passageiros. Só o lucro, sem ética social, não!

Importante sempre ressaltar que esse novo projeto de morte referente à  ampliação do Leite Lopes, o Puxadão, o Congonhas Caipira,  deve-se a três  interesses básicos:
1             Ao interesse de beneficiar uma empresa transportadora (Terminal de Cargas), como inicio da privatização dos aeroportos administrados pelo DAESP;
2             Maquiar o  Leite Lopes de um aeroporto que possa atender aos interesses privados de exploração econômica, às custas do erário publico, segundo uma política de estado do Governo estadual de privatização dos aeroportos administrados pelo DAESP;
3             Servir de base de marketing político para quem não tem nenhum programa político.

Por isso continuamos na luta, não queremos uma Associação de Vítimas de Acidentes Aéreos,  por isso
NÃO AO CONGONHAS CAIPIRA

O LEITE LOPES FICA COMO ESTÁ e um NOVO AEROPORTO JÁ!

Lutamos  também pela renovação política de Ribeirão Preto e região lembrando que em 2012 teremos uma ótima oportunidade de fazê-la.

E para evitar estas tragédias anunciadas e conseguirmos políticas públicas que tenham como objetivo melhorar a qualidade de vida das populações,

Não vote em político de 3ª  linha.  VOTE EM ESTADISTA!

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Histórico de acidentes e incidentes no Leite Lopes



1996 (junho) - queda de avião em Ribeirão deixa 2 mortos.

Um avião Learjet 25, prefixo PT-KBC, errou a manobra sobre a pista e bateu em uma camionete fora do aeroporto antes de cair. Morreram o tenente-coronel aviador José Raimundo Araújo e o motorista da camionete, Marcelo Magri Simões, 23. Mais dois passageiros do avião ficaram feridos. (Folha Ribeirão)

1999 (07 de abril) – queda de avião em Ribeirão deixa 05 mortos

 
  Lucio Piton/Folha Imagem
      

Policiais fazem isolamento em área com aeronave carbonizada no aeroporto Leite Lopes em Ribeirão
O acidente foi o segundo em três anos no aeroporto Leite Lopes envolvendo um Learjet e pilotos em teste de pouso. Assim como aconteceu ontem, o piloto deveria tocar a pista e levantar vôo em seguida. A manobra é considera arriscada.Depois do choque, o avião pegou fogo e se arrastou por cerca de 500 metros, invadindo o Jóquei Clube de Ribeirão, em frente à pista do Leite Lopes. – Folha Ribeirão.


2000 (26 de abril) - Laudo da Cetesb aponta problemas ambientais no Leite Lopes que podem frear privatização.

Promotoria pode vetar novo aeroporto


                                  Edson Silva/Folha Imagem                        
 Avião sobrevoa casas no Avelino Palma, nas proximidades da cabeceira da pista do aeroporto


ANGELO SASTRE da Folha Ribeirão

Um laudo técnico realizado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) pode vetar os processos de ampliação, privatização e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto.Com base no relatório, o Ministério Público instaurou ontem mais um inquérito civil para investigar possíveis danos ambientais provocados pelo excesso de ruídos dos aviões no aeroporto.


2002 - PF explode mala achada em avião por suspeita de conter bomba
Havia cheio de pólvora, afirmaram policiais
2003 - Pára-quedas não abre e militar cai em árvore
do Agora São Paulo  (26/05/2003 - 09h43)
2006  (24–11) - Batida de caminhão com avião cancela vôo da Gol em Ribeirão Preto

2006Ladrões levam cabos do aeroporto

 Cerca de 100 metros de cabos do sistema de iluminação da pista principal do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, foram furtados no final da tarde de ontem.Os cabos elétricos são utilizados para o balizamento das aeronaves, tanto nos pousos como nas decolagens. Logo após a comunicação do furto, técnicos chegaram ao local para tentar restabelecer a iluminação na pista.

2007 - Avião derrapa na pista

Os passageiros do vôo JJ 3275 da TAM, que partiria ontem às 18h43 de Ribeirão Preto com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, passaram por um susto no Leite Lopes. Quando já taxiava para iniciar os procedimentos de decolagem, o Air Bus A319 derrapou, saiu da pista e acabou atolando a roda dianteira no canteiro lateral da pista. A roda afundou cerca de 60 centímetros na terra.

2011 - Acidentes com urubus













































sexta-feira, 12 de agosto de 2011

1 - Cientista Político defende novo aeroporto / 2 - Urbanização ‘à brasileira’ mostra intolerância à pobreza

Cientista Político defende novo aeroporto
TV Clube – 11-8-11

Repórter Larissa:
Com as promessas do governo fica a expectativa da internacionalização. Eu converso agora com o Professor de Ciências Políticas , Antônio Calixto.
- Vencendo os problemas técnicos Ribeirão Preto tem força política para internacionalizar o aeroporto ?

Professor Calixto:
Olha, a internacionalização virá, porque a região tem força política e o mercado impõe que Ribeirão Preto tenha um aeroporto internacional. O que se discute é a forma, o que fazer. Eu percebo que a sociedade requer, exige um novo aeroporto. O atual,  por incrível que pareça, é um dos cinco primeiros do Brasil. Veja o gargalo que é a aviação civil brasileira.
Então, na verdade, quando se ampliar o atual aeroporto ele já estará defasado para atender o mercado regional que é muito grande. Por isto ele nasceu fruto do casuísmo, da falta de planejamento. E os problemas existentes estão aí, uma discussão quase que interminável e a região, o município necessitando, requerendo, exigindo melhorias  do transporte aéreo.

Repórter Larissa:
Várias cidades da região podem mudar a economia através da presença dos aviões e da aviação . Os políticos estão preparados para este fato ?

Professor Calixto:
Político, ele trabalha pressionado. Então é importante que a sociedade, que a região pressione nossos representantes para que nós não só melhoremos o que temos, que foi construído de forma já errada. Tudo que se fizer ficará já superado. É importante que se lute , que se comece a lutar imediatamente por um grande, por um novo aeroporto regional, planejado, adequado às normas do meio ambiente , que respeite a população, que respeite o seu entorno , o que não acontece hoje, infelizmente.

Repórter Larissa:
Os problemas de hoje que afetam a aviação poderiam ter sido evitados ?

Professor Calixto:
Claro, planejamento foi o que eu acabei de dizer. Ribeirão tudo foi casuísmo. Não tivemos plano diretor, O terreno ocupado hoje pelo Leite Lopes está em disputa judicial. Não se pode dizer ainda que o Estado seja o seu proprietário porque existe a mais longa discussão judicial.  
Então tudo o que se fez nessa cidade, é uma cidade que clama por tudo e que tem a sorte de ter esta vocação comercial , porque senão teríamos indústrias no centro de Ribeirão Preto. O aeroporto Leite Lopes é uma das conseqüências da falta de planejamento e de organização.

Repórter Larissa:
Muito obrigada pela sua participação no Jornal da Clube

Abaixo o link da entrevista:


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Segue abaixo um artigo intitulado         Urbanização ‘à brasileira’ mostra intolerância à pobreza” e que demonstra com uma clareza que chega a doer, como o urbanismo é aplicado e quais os interesses que definem as políticas públicas, baseadas numa legislação que é aprovada pelos meios ditos legais, garantindo que  o direito à propriedade e ao lucro seja mais importante que  o direito de moradia, da qualidade de vida digna e à segurança.

O que é que esse tema tem a ver com o aeroporto? Tem tudo a ver com uma realidade perversa onde a legislação “vigente”  não respeita os direitos das comunidades do entorno do Leite Lopes.

Os riscos quanto à segurança das populações do entorno e da zona de aproximação pela  operação  de um aeroporto com pista curta  apenas para satisfazer os interesses de uma empresa transportadora e a alguns desavisados que acreditam – ninguém sabe o porquê – a futura ocorrência de um boom imobiliário provocado pela implantação de um puxadinho ou de um puxadão na pista.

Soma-se a essa insanidade, o  desinteresse como política de estado do Governo do Estado de S. Paulo, em se ver livre do abacaxi “aeroportos estaduais”, privatizando-os ou através das chamadas políticas-público-privadas, entregando-os, melhoradinhos com o dinheiro público para a exploração privada, sem o menor escrúpulo quanto aos efeitos maléficos que possa causar ao limitar a capacidade da região se desenvolver pela falta de um aeroporto decente, digno e seguro.

É evidente que, caso possa ocorrer a ampliação da pista, o tal de puxadinho ou do puxadão, as comunidades do entorno sofrerão com a desapropriação ao preço aviltado do mercado, e os que não o forem, serão obrigados a conviver com o ruído do aeroporto e todo o desconforto urbanístico que será causado.

Existe até um pretenso conflito de Normas com relação aos níveis de ruído. Segundo a Norma de Aeroportos, as pessoas já podem viver e morar com 65 decibéis na orelha. Segundo as Normas de ruído urbano e as Normas de saúde publica, não pode  passar de 45 decibéis à noite. E porque é que a cidade tem que submeter aos interesses dos aeroportos, para que a poluição sonora possa ultrapassar os limites da Saúde Pública?

Mas isso que importa? Quem se importa? Quem mora na periferia do Leite Lopes é pobre! O artigo caracteriza muito bem as razões da falta de escrúpulo com que as classes dominantes analisam a realidade urbana:
a exclusão dos mais pobres produz uma lógica perversa em que as classes dominantes cultivam a sensação de que a cidade funciona sozinha, ignorando que é um contingente populacional importante e pobre que a move, mas que tem que desaparecer findo o serviço”. Não só indiferente, a cidade é também intolerante: “o desprezo, a desconsideração para com as condições de vida dos mais pobres e suas demandas são também motivados por políticas e ações bem determinadas, porém veladas. O que nos remete à sensação de uma espécie de apartheid”.
Leiam o artigo. Vale a pena.


Urbanização ‘à brasileira’ mostra intolerância à pobreza
Publicado em agosto 11, 2011 por HC
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O ininterrupto crescimento da cidade de São Paulo, tanto econômico quanto físico, produz uma perversa desigualdade social. João Ferreira, arquiteto e economista, defende que transformar e tornar esse espaço mais igualitário passa por uma mudança de conduta individual, pressupondo um combate as atitudes que, mesmo de forma velada, reproduzem uma cultura da intolerância aos pobres.
Para Ferreira, aquilo o que hoje é celebrado como modernidade é a causa do padrão urbano excludente. Padrão que não se restringe à cidade de São Paulo, que é apenas o caso mais evidente e que infelizmente serve de modelo para o resto do país. As conclusões estão contidas no artigo “São Paulo: cidade da intolerância, ou o urbanismo ‘à Brasileira‘”, publicado na revista Estudos Avançados
Intolerância que Ferreira define como resultado de uma sociedade em que predomina a indiferença. Ele explica: “a exclusão dos mais pobres produz uma lógica perversa em que as classes dominantes cultivam a sensação de que a cidade funciona sozinha, ignorando que é um contingente populacional importante e pobre que a move, mas que tem que desaparecer findo o serviço”. Não só indiferente, a cidade é também intolerante: “o desprezo, a desconsideração para com as condições de vida dos mais pobres e suas demandas são também motivados por políticas e ações bem determinadas, porém veladas. O que nos remete à sensação de uma espécie de apartheid”.
Políticas implementadas por um Estado que promove uma urbanização desigual, porque é ele quem define a disponibilidade dos chamados instrumentos urbanísticos. Seu papel seria o de garantir uma produção homogênea de infraestrutura pública, evitando, assim, a exclusão das parcelas populacionais de menor renda. No entanto, no Brasil, como explica o autor “confunde-se o público e o privado na defesa dos interesses das elites, e essa equação afetou dramaticamente o modelo da nossa urbanização”. Teria sido desenvolvida no Brasil uma situação de segregação socioespacial em que a população mais pobre, sem opção de moradia, foi se “exilar na periferia”.
Embora causada pelo Estado, a segregação seria legitimada pelas classes dominantes, que o coagem para que aja em benefício delas.
 Exerceria assim o que o autor chama de “racismo à brasileira”, ou seja, um racismo que existe mas não é confesso, e que não por isso faz menos vítimas. Essa intolerância à pobreza é revelada em várias ações, exemplifica Ferreira, como no caso de empreendedores de um condomínio de luxo que, incomodados com a vista para uma favela, acharam por bem ‘estimular’ a saída dos indesejados vizinhos pagando-lhes R$ 40 mil por família. E também uma política da prefeitura de São Paulo que se encarrega da ação de ‘limpeza’, oferecendo o ‘cheque de despejo’, R$ 1,5 mil para sair de suas casas, e R$ 5 mil se a família fizer a ‘gentileza’ de voltar ao seu estado de origem.
O Estado, além de não desenvolver políticas habitacionais que beneficie os mais pobres, acaba por impedi-los de viver em bairros mais ricos. Isso faria sentido pelo Estado ser patrimonialista, legitimado pelas classes mais abastadas, e em que o direito à propriedade está acima do direito à moradia. Uma realidade perversa em que a desigualdade não ocorre por falta de leis, mas pelo contrário, é legitimada por elas.
Ferreira aponta caminhos para reverter essa desigualdade, pois desde a redemocratização do país os governos comprometidos com as demandas populares propuseram uma “reforma urbana”, conseguindo pelo menos inserir essa problemática na agenda política.
 Um exemplo teria sido a criação do Ministério das Cidades e do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social – embora até hoje não tenham tido quase nenhuma efetividade. Essa dificuldade em transformar essas propostas em verdadeiras ações ocorreria, segundo explica Ferreira, porque “uma das razões desse impasse está na dificuldade de transformação do próprio Estado e, em maior escala, do sistema e das práticas políticas que o legitimam. Uma máquina aperfeiçoada durante séculos para dificultar qualquer tentativa de transformação da lógica de produção do espaço urbano desigual não facilita a vida daqueles que participam de gestões com intervenções verdadeiramente públicas”.
Por Isabela Palhares, da ComCiência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, LABJOR/SBPC.
EcoDebate, 11/08/2011