quinta-feira, 13 de julho de 2017

Moradores da região do Leite Lopes receberão identificação de zona de ruído

Medida pode auxiliar a vizinhança do aeroporto a requerer descontos no IPTU


   
Os moradores da região do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, contarão com um aliado para conseguirem descontos no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Isso porque os carnês do imposto passarão a contar com informações sobre a localização do imóvel na zona de ruído do aeroporto a partir de 2018.
Moradores do Jardim Aeroporto reclamam que o município não considera a insalubridade daqueles que vivem dentro da Zona de Ruídos I e II - as áreas mais próximas da pista de decolagem. Isso significa que mesmo vivendo nestas áreas, recebem a cobrança do IPTU similar ao de moradores da Zona de Ruídos III, que, teoricamente, viveriam em uma região menos afetada pelo barulho da movimentação do Aeroporto Leite Lopes.
Essa já é uma reivindicação antiga dos moradores do bairro, que consideram injusta a forma como a organização é feita atualmente, em que só sabem sobre o posicionamento do imóvel quando vão atrás da regularização. Eles apontam que nem sempre têm as informações quando começam a construção das casas.
“É uma luta histórica, porque passa a ser informação de domínio público. Quem compra terreno aqui quer construir sua casinha, não vai se preocupar inicialmente em regularizar. A dor de cabeça vem depois. Isso é resultado da pressão, porque a regularização dá muitos prejuízos aos moradores. Correr atrás de todo esse processo é injusto”, comenta o morador e secretário da associação de moradores da região do aeroporto, Marcos Valério Sérgio.
O diretor do departamento tributário da Secretaria da Fazenda, Marcos Furquim, explica que os donos dos imóveis que se enquadram nestes casos já podem acionar dispositivos existentes para requerer o desconto no valor do metro quadrado do terreno, que deverá ser pleiteado pelo proprietário do imóvel. Após a análise técnica, é indicado o coeficiente de desconto.
Agora, os moradores que querem saber se se enquadram em uma das zonas de ruídos precisam aguardar a Secretaria de Planejamento receber a Homologação das alterações da nova curva de Ruído do Leite Lopes, realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para atualizar as informações. Atualmente, o modelo utilizado é o referendado pela agência ainda nos anos 1980.
Foto: Arquivo Revide
https://www.revide.com.br/noticias/cidades/moradores-da-regiao-do-leite-lopes-receberao-identificacao-de-zona-de-ruido/ 

domingo, 18 de junho de 2017

Eventos Putz no Parque de Exposições de Rib Preto

Evento: PUTZ
PUTZ é o nome dado evento promovido por empresários espertos com grave perturbação do sossego das comunidades do entorno e com o beneplácito do poder público.
Por Jose Gomes Potiguar 

#
GovernoForte
 é um Governo de #PulsoFirme !
Maratona de shows constante no Parque de Exposições! #RibeirãoPreto - No local pouco ou nenhum retorno aos serviços sociais para população carente.
#Parque de #Exposições a serviço da iniciativa privada. 17 de junho de 2017.
#Hoje a noite acontece o Evento Privado a Grande Chopada. 
As internas do Parque abandonada, onde a população da região do complexo aeroporto, bairros do entorno está refém do Barulho para eventos de natureza privada. Juntos Podemos perguntar​ que não é crime, quanto se arrecada nesta maratona de eventos ?!
Haja vista onde estas realizações que não condizem um retorno benefício com o fortalecimento para comunidade local, há anos vem se tornando abusiva, não cabíveis as normas do silêncio, bem como um alicerce com mais visibilidade dos serviços públicos.
Por isto, os grandes eventos acontecem de forma agressiva aos ouvidos da população, bem como, não há limites que venha trazer a tranquilidade pública nesta época ou período do ano, nos finais de semana, de uma forma mais respeitosa, e que, eles também obedeça os seus limites do barulho, no tocante ao som distribuído e também propagado por esses eventos particulares.
Na região leste da cidade que se encontra este equipamento urbano que no passado era gerido pela CODERP. E naquelas épocas passadas, o Parque de Exposições onde era palco de grandes eventos da agropecuária denominada a Festa da Alta Mogiana, FEAPAM e outros e eventos deste nível.
#A situação do Parque de Exposições hoje, está no gerenciamento da Secretaria de Esportes.
#No entanto, percebemos o porquê de governo municipal fraco com as coisas pública da cidade.
#A disposição e situação do Parque de Exposições no momento está nas mãos da iniciativa privada para seus eventos pessoais e mega-shows sertanejos e outros onde de tudo acontece no local.

Comentários do face:
01Moro no Jardim Interlagos, e escutamos, os cantores, e as bandas tocarem. Imagino como é lá perto!
02 - No Jd Aeroporto é um inferno. Todavia, a PM prevarica pois disse que o alvará pode fazer barulho pois tem alvará da Prefeitura. Pior ainda é o juiz que cuida do processo ( o Ministério Público promoveu ACP) pois sentou em cima do mesmo (lobby do poder economico),
03 - Isso é uma desgraça pra nossa região muito 
04 - Vamos fazer um grande abaixo assinado contra isso é levar ao ministério público
05 - 03 Abaixo assinados foram feitos pela população local a cerca de 10 anos e entregues aos Promotor da Habitação que abriu ação na justiça, mas o juiz que cuida do processo sentou em cima do processo (não julga deixa em pausa eterna) devido ao lobby do poder economico.

Talvez um novo movimento (pressão-abaixo assinado) possa estimular o promotor a cobrar o juiz.



terça-feira, 30 de maio de 2017

Moradores da região do Leite Lopes pedem que Câmara volte a discutir ampliação

Movimento acredita que relatório elaborado por CEE da Casa em 2016 não respondeu ao questionamento dos moradores

Moradores da região do Aeroporto Leite Lopes, na Zona Norte de Ribeirão Preto, querem que a Câmara Municipal reabra a Comissão Especial de estudos (CEE) para avaliação do Uso do Solo do Entorno da região em que o aeroporto está instalado. Eles alegam que a não reeleição do presidente da comissão para a Câmara deixou o relatório elaborado inerte.
De acordo com o Movimento Pró Novo Aeroporto, que acompanhou a CEE na legislatura passada, então presidida por Beto Cangussú, ela foi terminada com ressalvas, em razão da não continuidade das discussões sobre a situação na Casa.
“Essas ressalvas consistiram na falta de oportunidade de alguns temas serem abordados e outros não foram respondidos pelas autoridades competentes por falta de tempo útil”, afirma o presidente da associação dos moradores do bairro, Marcos Sérgio.
Ele alega que áreas verdes na região do aeroporto não foram consideradas no laudo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que emitiu a licença ambiental para o empreendimento, o que foi contestado pelo Ministério Público no ano passado.
Além disso, eles reclamam que um prédio no qual funcionava uma base da Polícia Militar está abandonado e está depredado e ainda reclamam da insegurança na região, causada pela falta de iluminação pública na Avenida Thomaz Alberto Whatelly, no trecho em frente ao aeroporto. O movimento aponta riscos de atropelamentos na região, já que em alguns trechos da pista não contam com calçadas e guias.
Foto: Arquivo Revide/Ibraim Leão





























































































































































































































































































































































quarta-feira, 17 de maio de 2017

A NOVA VELHA FALSA PROMESSA DE NOVO

Mais uma vez a imprensa de Ribeirão Preto confirma a quem serve. O deputado Baleia Rossi para mostrar que é muito pro-ativo faz publicar a noticia de que, através do Secretário Geral da Presidência – Moreira Franco – vai conseguir liberar 80 milhões de Reais para viabilizar as obras de internacionalização do Leite Lopes.


A imprensa simplesmente publica sem nenhuma discussão ou mostrar outros viés dessas declarações que pecam pela sua impossibilidade objetiva.

Não é para internacionalizar, porque já é internacional no papel, mas sim para ampliar a pista para poder operar com cargas internacionais. Esse é o xis da questão: existem problemas técnicos, socioambientais e urbanísticos a serem resolvidos e que impedem essa ampliação.

É claro que a região metropolitana de Ribeirão Preto precisa de um aeroporto internacional de verdade mas esse aeroporto não cabe no Leite Lopes. É necessário construir um novo em local adequado.

E essa luta persiste há mais de 20 anos (na verdade desde 1995) mas só o governo estadual é que se recusa a fazê-lo, junto com a turminha do atraso e do puxa-saquismo institucionalizado e provinciano das elites da república dos verdes canaviais.

Por coincidência 20 anos é o tempo que esse atraso de governo de PSDB comanda S. Paulo. Será que é só coincidência ou apenas incompetência de gestão? Ou simplesmente o desejo de facilitar negócios em lugar de prover a infraestrutura de base para o desenvolvimento regional?

Haja paciência!

Vamos lá imprensa, começa logo a falar a verdade sobre o Leite Lopes.

Nada pode ser feito lá enquanto que as demandas judiciais não estiverem resolvidas. E vocês sabem disso: basta ler a própria noticia que vocês mesmo publicaram:

“Só estamos esperando a solução das questões ambientais...”

Puxa a vida! Faz 20 anos que estão tentando e ainda não conseguiram? Será que é assim tão difícil ou porque não conseguem solucionar uma questão porque a solução que querem não é a solução possível?

Se por acaso construírem um aeroporto novo será que esses problemas todos se resolvem? 
Na matéria abaixo, publicada no Jornal A Cidade    no dia 13/05/2017,       fica clara uma direção especifica: o interesse exclusivo nos negócios.

Nenhuma preocupação ou  interesse pelos danos sócio ambientais causados às populações do entorno do Leite Lopes, nenhuma citação sobre os problemas urbanísticos e de mobilidade decorrentes da ampliação de um aeroporto dentro da malha urbana densamente habitada, entre muitos outros temas.  

Só a grana interessa e só interessa a certos grupos específicos! Tanto para a imprensa como para esse grupinhos econômicos, como a população é pobre, não faz parte dos interesses ligados a esse projeto.


Ribeirão Preto e região não tem um aeroporto decente e apropriado, já operando, pela insistência do Governo do Estado apoiado pelas forças politicas mais retrogradas e provincianas de Ribeirão (que chamamos de SLLQC) amparadas no aconchego com uma imprensa incentivada a não discutir o tema. 
SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há a 20 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto porque, para eles, Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes interessa, mesmo que  a cidade e a região possam ficar sem Aeroporto Internacional.

Haja paciência: só 20 anos de atraso para Ribeirão Preto que só dispõe de um aeroportozinho de cidade do interior!

domingo, 7 de maio de 2017

Projeto politiqueiro do aeroporto é tema em seminário

"Um dos temas lembrados foi o do aeroporto Leite Lopes e sua 'internacionalização'. Um projeto politiqueiro que há 20 anos desrespeitou o Plano diretor de 1995, que previa um novo aeroporto fora dos limites urbanos, causando a estagnação econômica da região e graves problemas sociais, principalmente ligados aos vazios urbanos e à luta por moradia."


domingo, 7 de maio de 2017 - Postado por 

Seminário 'CaminhosRegularização Fundiária' reúne 90 pessoas no sábado em Ribeirão Preto!


O evento proposto pelo Movimento Livre Nova Ribeirão e realizado pelo Fórum Permanente de Movimentos Populares reuniu cerca de 90 pessoas na manhã deste sábado (06/05/17) em Ribeirão Preto.


O tema 'Regularização Fundiária' é bastante importante dentro da conjuntura social da cidade, onde a luta por moradia popular ganha contornos dramáticos diante da realidade de mais de 90 assentamentos/ocupações urbanas, englobando mais de 20 mil pessoas.

O debate foi rico e profundo, com as contribuições especializadas de Frederico Firmiano (o Fred ), da coordenação estadual do MST, e do arquiteto e urbanista Maurílio Chiaretti, Presidente do SASP (Sindicato dos Arquitetos de São Paulo).



Segundo Fred, em sua fala, a MP 759, do governo Temer, busca dificultar a luta pelo acesso à terra no Brasil e tem, no seu bojo, perigosos mecanismos que podem facilitar a legalização da grilagem no Brasil, beneficiando o grande latifúndio em detrimento do pequeno produtor familiar e do assentado.

Já Maurílio deixou claro em sua fala que Ribeirão Preto não necessita de uma 'nova' lei de regularização, pois esses mecanismos já constam do Estatuto das Cidades e podem estar presentes desde já no Plano Diretor, coibindo a especulação imobiliária e facilitando os programas de moradia popular e regularização das ocupações que ocorrem nos vazios urbanos.

Maurilio Chiaretti

"A luta é muito mais política do que simplesmente ter uma 'lei' que institucionalize as soluções. Os mecanismos para solucionar esses problemas já estão dados, estão no Estatuto das Cidades. A dificuldade é que as cidades se constroem pela lógica do grande capital e não a dos interesses sociais e coletivos", afirmou Maurílio.

 Ricardo Jimenez e Fred


As cerca de 90 pessoas presentes tiveram a oportunidade de fazer questionamentos aos palestrantes e o debate se tornou ainda mais rico. Um dos temas lembrados foi o do aeroporto Leite Lopes e sua 'internacionalização'. Um projeto politiqueiro que há 20 anos desrespeitou o Plano diretor de 1995, que previa um novo aeroporto fora dos limites urbanos, causando a estagnação econômica da região e graves problemas sociais, principalmente ligados aos vazios urbanos e à luta por moradia.



A atual proposta de Plano Diretor está parada na Câmara há dois anos por pressão da especulação imobiliária, que não aceita um artigo que pretende proteger a área de recarga do Aquífero Guarani na zona leste da cidade e pelo próprio caráter do plano que, tecnicamente, traz alguns instrumentos de política urbana que podem coibir a especulação e democratizar o acesso social à propriedade urbana.

O seminário contou com o apoio do blog O Calçadão e tivemos a oportunidade de, mais uma vez, destacar a importância da existência e do fortalecimento do Fórum Permanente de Movimentos Populares como um instrumento de unidade e construção política dos vários segmentos da luta social e popular que o compõem.

"Se olharmos para qualquer paisagem de Ribeirão Preto encontraremos a exclusão social como o ponto mais forte. Nossa luta é para transformar Ribeirão em uma cidade democrática e inclusiva. Inclusiva realmente para todos, sem distinção. Problemas sociais se resolvem com políticas públicas, com ação social, nunca com descaso e repressão. A existência, o fortalecimento do Fórum e a atualização constante de seu documento público são fundamentais para isso", disse Ricardo Jimenez, representando o blog à mesa.



O objetivo do Fórum é promover mais seminários temáticos envolvendo temas dos outros segmentos, a partir das proposições como essa feita pelo Movimento Livre Nova Ribeirão, e manter essa agenda de debates sobre a cidade pela ótica da luta popular.

Fotos e vídeo: Filipe Peres e Paulo Honório


Paulo Honório, o construtor do seminário "Caminhos"

MOHAS, presente!




terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído - São Paulo 26/04/17 Participe

Tem gente que acha que ruido de aeroporto não faz mal; tem gente que acha que para se divertir tem que assistir a eventos musicais ruidosos e que todo o mundo tem que suportar numa boa sem reclamar, como por exemplo nos eventos tipo Ribeirão Rodeio Music que são produzidos no Parque de Exposições que não promove nenhuma exposição (só lucro para o empreendedor e para os fornecedores de material para permitir que o publico possa espernear a noite toda sem cansar além de  insônia para os moradores lindeiros) e para os festivos vizinhos que alguns de nós têm a infelicidade de ter.


Sugerimos que vão todos participar do Manifesto do Silêncio pelo Dia Internacional da Conscientização do Ruído.


Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído em São Paulo, Brasil | 26/04/17

Tema INAD Brasil 2017 "Conforto acústico e educação, um bem para você e sua audição"

Local | UMAPAZ - SVMA & Monumento às Bandeiras

Endereço | Avenida Quarto Centenário, nº 1268 - Portão 7A - Parque Ibirapuera – São Paulo/SP

Horário | das 14h00 às 20h30 - Local | Auditório I Araucária

domingo, 26 de março de 2017

Alerta: Na reintegração de posse da Leão & Leão, a prefeitura não pode passar o trator em tudo.

https://ocalcadao.blogspot.com.br/2017/03/alerta-na-reintegracao-de-posse-da-leao.html?spref=fb

Foi a novela da ampliação do aeroporto Leite Lopes que gerou cerca de 20 favelas no seu entorno . Pois os grandes proprietários não sabem até hoje como serão definidas as zonas de exclusão de ruídos (onde não é permitido a moradia de ninguém) e deixaram suas áreas inertes,  o que atraiu as ocupações.


Solução: transferência do aeroporto para outra área que seja adequada para um aeroporto do porte que Ribeirão Preto precisa  e deixar a cidade crescer normalmente onde está situado o aeroporto, evitando os conflitos sociais que hoje estão ocorrendo. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Novo Aeroporto x Ampliação do Leite Lopes

A União acaba de vender 4 aeroportos maiores que o Leite Lopes por 930 milhões de Reais em média. Alguns "especialistas" que apoiam a ampliação do Leite Lopes afirmam que construir um aeroporto novo custa muito caro: mais de um bi.  Se a venda de um inteirinho é de 960 milhões, como pode um novo custar um bi?

E, se para fazer a ampliação do Leite Lopes vai custar entre 400 e 600 milhões dentro da área urbana, será que não seria mais eficiente construir um novo pela bagatela de 930 milhões, em área não urbana, sem causar nenhum dano socioambiental e urbanístico à cidade? Será que Ribeirão Preto e a região metropolitana não merecem esse investimento?

Ou será que estão pensando em gastar dinheiro público, entre 400 e 600 milhões de Reais, para dar um banho de loja no Leite Lopes para depois o leiloarem por uma bagatela para a tal iniciativa privada?

 Aeroportos são arrematados por 3,72 bi
               
Primeiro leilão de concessão do atual Governo ocorreu nesta manhã

Brasília, 16 de março de 2017 – Os quatro aeroportos leiloados hoje (Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) foram arrematados pelo valor total de R$ 3,72 bilhões, com ágio médio de 93,75%* em relação aos R$ 3,01 bilhões estabelecidos pelo Governo. As quatro propostas vencedoras, somadas, representam a maior contribuição fixa ao sistema aeroportuário.
Após o resultado do certame, o diretor-presidente da ANAC, José Ricardo Botelho, ressaltou a relevância do processo de concessões aeroportuárias para alavancar investimentos e trazer concorrência para oferta de serviços diferentes e com maior qualidade. “A concessão desses quatro aeroportos resultará na gestão privada terminais que representam 12% do total de passageiros processados nos aeroportos do país, o que significa que, 59% dos passageiros do país serão processados nos 10 aeroportos concedidos”, informou.
Os consórcios vencedores deverão pagar 25% do valor da outorga mínima acrescido do ágio ofertado na assinatura do contrato, previsto para o início de agosto. O restante (75% da outorga) será recolhido em favor do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) em parcelas anuais, a partir da data de eficácia do contrato. Serão corrigidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE), de acordo com o prazo de concessão de cada aeroporto.
O Aeroporto Internacional de Salvador (BA) foi arrematado pela Vinci Airports (operadora aeroportuária francesa), por R$ 1,59 bilhão, com ágio de 113% maior que o valor estipulado, de R$ 1,240 bilhão. 
O vencedor do Aeroporto Internacional de Porto Alegre (RS) foi a Fraport AG Frankfurt Airport Services, da Alemanha, apresentou oferta final de R$ 382 milhões, montante 852% superior ao valor mínimo de outorga (R$ 123 milhões).
O Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE) também foi arrematado pela operadora alemã (Fraport AG Frankfurt Airport Services) por 1,505 bilhão, valor 18% maior que a outorga mínima (R$ 1,44 bilhão).
O vencedor do Aeroporto Internacional de Florianópolis (RS) foi a operadora suíça Zurich International Airport AG, que apresentou oferta final de R$ 241 milhões, montante 58% superior ao valor mínimo de outorga (R$ 211 milhões).
O leilão, realizado pela ANAC e operacionalizado pela BM&FBOVESPA, durou cerca de duas horas e foi disputado pelos três operadores aeroportuários estrangeiros. A disputa pelos quatro aeroportos ocorreu de forma simultânea, para estimular a competição.
Os investimentos previstos para os quatro aeroportos são da ordem de R$ 6,613 bilhões. Destacam-se nesse montante aportes para ampliação dos terminais de passageiros (exceto Florianópolis, que terá um novo terminal), dos pátios das aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Também estão previstos o aumento do número de pontes de embarque e a dos estacionamentos de veículos.
Próximos passos
17/03/2017 – Abertura de documentos de habilitação apenas das proponentes classificadas em primeiro lugar
13/04/2017 - Publicação da ata de julgamento relativa à análise dos documentos de habilitação da proponente classificada em primeiro lugar
25/04 a 02/05/2017 - Prazo para interposição de recursos
23/05/2017 - Publicação do julgamento dos recursos
30/05/2017 - Homologação do resultado e a adjudicação do objeto pela Diretoria da ANAC
28/07/2017 - Convocação para celebração do contrato de concessão de cada aeroporto

Prazos de concessão - Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 anos para Porto Alegre(RS) e 30 anos para Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Florianópolis (SC).  Os contratos só poderão ser prorrogados uma única vez, por cinco anos.


sábado, 4 de março de 2017

Câmara desenterra mais uma CEE da internacionalização. Um lenga-lenga de 20 anos!



Essa semana o vereador Alessandro Maraca reinstalou a CEE da internacionalização do Leite Lopes, que havia sido presidida e encerrada no final de 2016 pelo ex-vereador Ricardo Silva.

É um tema recorrente na política ribeirão-pretana desde 1997 ( e já tratado neste blog aquiaqui e aqui) quando o ex-Prefeito tucano Jábali resolveu desconsiderar o Plano Diretor de 1995, que indicava a necessidade de se construir um aeroporto internacional fora dos limites urbanos, e lançar essa ideia de internacionalizar o Leite Lopes em uma região cercada de bairros populosos e colocar aeronaves de grande porte passando por cima da cabeça dos moradores de Ribeirão Preto.

Criou-se, então, o mito do 'Papai Noel Leite Lopes', a solução de todos os problemas da região do entorno e para a própria cidade.

Um engodo que já dura 20 anos e que já consumiu recursos que poderiam ter levado à construção de um novo aeroporto e à solução do problema urbanístico e de moradia da região, a que concentra o maior número de favelas e ocupações da cidade, gerando investimentos e permitindo projetos que poderiam levar emprego e renda para a região.

Mas não, insistem em um projeto que só gera insegurança jurídica e fuga de investimentos, criando vazios urbanos ocupados pela demanda social.

E quando se pensa que a coisa acalmou, eis que o assunto volta à tona em uma nova comissão de estudos.

Esse projeto é um retrocesso. Há inúmeros problemas que jamais foram mitigados, como os imóveis localizados nas áreas de ruídos. e outros levantados pela comunidade e pelo Movimento Pró Novo Aeroporto.

A administração passada buscou resolver uma parte do problema à força, implementando um programa de remoções forçadas de comunidades que só gerou medo, violência e abusos contra os direitos humanos. Esperamos que isso não se repita nesta gestão.

Esperamos que o vereador Maraca leia com atenção o relatório final da Comissão de Estudos sobre o uso e ocupação do solo do entorno do aeroporto, presidida pelo ex-vereador Beto Cangussu e encaminhada a Maraca pelo atual Presidente da Casa Rodrigo Simões e que o leitor do blog pode encontrar aqui.

Eis o comentário deixado no site oficial da Câmara, que trouxe uma matéria sobre o desenterro feito pelo vereador Maraca, deixado pelo membro do Mov. Pró Novo Aeroporto e nosso companheiro de blog Marcos Sérgio: "Se em lugar de tanta CEE sobre a internacionalização do Leite Lopes, desde 1997, tivessem pleiteado um novo aeroporto que Ribeirão Preto e região merecem e necessitam, esse novo aeroporto já estaria pronto e operando faz muito tempo. E todos os presidentes e membros dessas CEE sabem disso. Sabem também que as verbas da união para a ampliação do Leite Lopes só podem ser aplicadas depois de resolvidas todas as questões judiciais em curso. Que tal pararem de querer aparecer e começarem a lutar pelo direito de Ribeirão ter um aeroporto decente, da mesma forma que Bauru já fez em 1999?".

sábado, 21 de janeiro de 2017

Marcos Sérgio é o novo integrante do blog O Calçadão

Ricardo Jimenez convida Marcos Sérgio

Colocando em prática um dos objetivos do Blog para este ano de 2017, que é o de descentralizar a produção de conteúdo e aproximar ainda mais o blog das questões ribeirão-pretanas, buscando trazer para o leitor as informações e narrativas produzidas nos bairros da cidade, estamos integrando na equipe do blog o líder e ativista social e comunitário Marcos Sérgio.

Marcos é figura de destaque na luta contra a internacionalização do Leite Lopes, atuando há mais de duas décadas junto às comunidades e os bairros do entorno do aeroporto alertando a população sobre o engodo do "papai Noel Leite Lopes", como costuma dizer.

A partir desse mês, Marcos fará a cobertura de todos os bairros do entorno trazendo para o blog a visão, as lutas e o cotidiano da população moradora daquela região da zona norte de Ribeirão Preto.

"Vem aí muito conteúdo e debate político sobre as questões do zoneamento urbano da região, sobre a cobrança de IPTU dentro da zona de ruído do aeroporto, sobre o futuro do parque permanente de exposições e a questão complexa da luta por moradia travada pelas comunidades locais", disse o novo integrante do blog.

Bem-vindo, Marcos!

Equipe O Calçadão

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tragédia anunciada

  1. Tragédia anunciada: possibilidade de ocorrer acidentes aéreos em Ribeirão Preto se o aeroporto Leite Lopes receber aviões cargueiros pois acidentes sempre ocorrem nos momentos de pousos e decolagens e a pista do aeroporto continuará sendo muito curta.