quarta-feira, 20 de maio de 2015

A ampliação do aeroporto Leite Lopes decola ou não?

                                                  Foto: Silva Junior/Folhapress

A ampliação do aeroporto Leite Lopes decola ou não?

As seguintes informações respondem essa pergunta.

Recentemente foi divulgado por veículo de comunicação, jornal A Cidade, que A Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República (SAC) confirmou ontem (na notícia, ontem corresponde a 09/04/2015)  que o governo federal mantém o investimento de R$ 346,7 milhões, como também prevê para setembro o lançamento do edital pelo RDC (Regime Diferenciado de Contratações) para dar o pontapé nas obras de internacionalização do aeroporto Leite Lopes. O anunciou foi feito pelo ministro-chefe da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), que recebeu em Brasília uma comitiva de autoridades de Ribeirão. O grupo recepcionado era formado por 13 vereadores, deputados estaduais e federais, além de entidades de classe.

Também dizia a notícia que Dirigentes de entidades de classe, que integraram a comitiva, comemoraram o desfecho e veem uma luz no fim do túnel em relação à novela envolvendo as obras de internacionalização do aeroporto Leite Lopes. Para o diretor-titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Guilherme Feitosa, internacionalizar o Leite Lopes será um canal para o desenvolvimento regional. Além de Feitosa, também participaram da comitiva o presidente da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), Antonio Carlos Maçonetto, além do diretor-regional do SindusCon (Sindicato da Construção), Fernando Junqueira.

Pois bem, diante de tal anúncio, foi protocolado pedido de informações na Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, em 10/04/2015, pelo movimento social de Ribeirão Preto denominado Movimento Pró Moradia e Cidadania,o qual assessoro juridicamente.

No citado pedido de informações, após transcrever-se a aludida notícia, foram feitas as seguintes indagações:

Indago  se existe convênio supracitado ? Caso afirmativo, solicito cópia do mesmo , principalmente para conhecer a responsabilidade financeira de cada uma das partes e respectivos itens detalhadamente.
Também indago se o anunciado lançamento do edital pelo RDC vai ser feito desprezando a  existência de questionamentos judiciais feitos pelo Ministério Público Estadual contra esta ampliação ?
A Secretaria de Aviação Civil, em resposta ao requerimento, respondeu, em 27/04/2015;

 Em resposta à solicitação de Vossa senhoria, informamos que não há convênio da União com o Estado de São Paulo, nem da União com o Município de Ribeirão Preto para a ampliação do referido aeroporto. O que ocorre de fato é que tal aeroporto tem investimentos previstos para a sua ampliação no âmbito do Programa de Aviação Regional do Governo Federal. Tal processo está em fase de Anteprojeto e os investimentos estão estimados em R$ 256,49 milhões, dos quais R$ 90,33 milhões seriam destinados à desapropriação de uma área de 392.718m², a cargo do delegatário, no caso o Estado de São Paulo.

        Também se tem conhecimento de questionamentos judiciais do Ministério Público referente à ampliação do Aeroporto Leite Lopes, questão a ser resolvida pelo Governo do Estado de São Paulo, delegatário, antes do processo de licitação das obras, tendo em vista que o Governo Federal somente fará investimentos do Programa de Aviação Regional em aeródromos livres e desembaraçados.

Nesse contexto, tendo em vista que o Ministério Público fez os mencionados questionamentos judiciais em ação civil pública, no sentido de impugnar a ampliação do aeroporto por diversas razões de ordem social, técnica, jurídica e legal, e que tal ação civil ainda tramita no Judiciário e enquanto tramita a ampliação não pode acontecer, já que o Governo Federal somente fará investimentos do Programa de Aviação Regional em aeródromos livres e desembaraçado, como respondeu a própria Secretaria de Aviação Civil, a ampliação irá mesmo começar este ano? A ampliação decola no aeroporto no Leite Lopes ou não? Pelo que respondeu a SAC, não decola não.

As informações contrariam a boa nova dos representantes de classe ouvidos na notícia divulgada e que se manifestaram favoráveis pela ampliação do aeroporto apesar dos questionamentos judiciais feitos pelo Ministério Público na ação civil pública que tramita no Judiciário e que foram feitos no sentido de impugnar a ampliação do aeroporto por razões de ordem técnica, legal, jurídica e social. Eu não lamento essa contrariedade já que as impugnações feitas pelo Ministério Público se coadunam com a defesa do interesse público e é este que deve prevalecer, sempre.


Raquel Montero 

domingo, 17 de maio de 2015

MENTIRA TEM PERNA CURTA

A tradicional propaganda enganosa das obras começarem em breve


Um grupão de nossos edis foi até Brasilia[i] jantar por nossa conta com a desculpa de se inteirarem da tão propagandeada falácia da internacionalização do Leite Lopes.





O objetivo foi o de pressionar o governo federal para liberar as obras,  devidamente comandados e vigiados pelos seus feitores e patrocinadores, além, é claro, de aparecerem na mídia como grandes ativistas do “progréssio” da capital da república dos verdes canaviais[i].





Fonte: Jornal A Cidade / Wesley Alcantara 10/05/2015

Voltaram e mais uma vez, em conjunto com o governo municipal e o estadual, declararam que as obras irão começar em breve. Essa história de que “as obras vão começar logo”  já caiu em descrédito popular apesar dos prestativos serviços da mídia subserviente faz mais de 15 anos.

Tempo mais que suficiente para que um novo aeroporto tivesse sido construído e até já ampliado, para atender ao desenvolvimento regional.

Mas a mídia também gosta muito de fazer média com os seus patrocinadores. Vejam o que ela “informa” a seus leitores, com base nas afirmações “fidedignas” de suas fontes:



A mentira tem pena curta e a verdade logo aparece: 
é mais fácil pegar um mentiroso que um manco

É claro que o Movimento Pro Novo Aeroporto, como sempre faz, vai à fonte e perguntou e a Secretaria de Aviação Civil, como órgão do governo federal respondeu, como sempre deve ser feito. A resposta, a seguir transcrita com grifos nossos, foi:

27/04/2015 08:08
Resposta solicitada inserida no e-SIC

Senhor  XXXXXXX XXXXXXX,

            Em resposta à solicitação de Vossa senhoria, informamos que não há convênio da União com o Estado de São Paulo, nem da União com o Município de Ribeirão Preto para a ampliação do referido aeroporto. O que ocorre de fato é que tal aeroporto tem investimentos previstos para a sua ampliação no âmbito do Programa de Aviação Regional do Governo Federal. Tal processo está em fase de Anteprojeto e os investimentos estão estimados em R$ 256,49 milhões, dos quais R$ 90,33 milhões seriam destinados à desapropriação de uma área de 392.718m², a cargo do delegatário, no caso o Estado de São Paulo.
        As intervenções previstas em fase de Estudo Preliminar, passíveis ainda de alterações, são para Aeronave de projeto Categoria 4D (B767) com 96% do Peso Máximo de Decolagem e as principais obras são:
•          Terminal de Passageiros: ampliação de 32.577m² (total: 37.939m²);
•          Pista de pouso e decolagem: ampliação de 500m, na direção de cab. 36 (passando de 2.100m para 2.600m) com recuo de 500m na cab. 18;
•          Seção Contra-incêndio: construção cobertura de veículos de 165m² e reforma da edificação (433m2) – área total 598 m2; e
•          Pátio de aeronaves: pátio 1 (carga) será recuperado (área total 15.149 m2 – 2 posições) e pátio 2 (av. regular) será ampliado em 50.829 m2 (área total 78.367 m2 – 20 posições).
        A expansão da pista de pouso e decolagem supracitada terá impacto na Avenida Thomaz Alberto Whately, adjacente ao aeródromo. Diante disso, está também prevista a obra de um túnel que possibilitará que a avenida passe por baixo da futura extensão da pista de pouso e decolagem. Para a realização da obra do túnel, foi celebrado um convênio entre o Estado de São Paulo e a Prefeitura de Ribeirão Preto, entes estes que poderão fornecer mais informações sobre tal intervenção.
        Também se tem conhecimento de questionamentos judiciais do Ministério Público referente à ampliação do Aeroporto Leite Lopes, questão a ser resolvida pelo Governo do Estado de São Paulo, delegatário, antes do processo de licitação das obras, tendo em vista que o Governo Federal somente fará investimentos do Programa de Aviação Regional em aeródromos livres e desembaraçados.
            Atenciosamente,

Serviço de Informação ao Cidadão
Da Secretaria de Aviação Civil da
Presidência da República

Vamos analisar:

A despreocupação com o bem estar dos passageiros,
 trabalhadores e outros usuários

O investimento do Governo Federal não é para a internacionalização do Leite Lopes mas sim para transformá-lo num aeroporto regional. Isso significa que o projeto inicial do DAESP era apenas o de prover o Leite Lopes de um entreposto comercial internacional, para beneficiar um empreendimento privado dentro do aeroporto, sem nenhuma preocupação com o bem estar dos passageiros, trabalhadores e outros usuários.

Lembramos que o Movimento Pro Novo Aeroporto sempre pleiteou melhorias funcionais no Leite Lopes incluindo um Terminal de Passageiros decente, dispondo de pontes de embarque em lugar das escadinhas ridículas ou dos monta cargas que o DAESP disponibilizou para atender aos deficientes físicos e outros passageiros com mobilidade reduzida.

Apresentou denuncia ao Ministério Publico logo após a última “reforma” do Terminal de Passageiros de que não dispunha das condições de mobilidade e acessibilidade exigidas pelas normas. Além da Ação Civil Pública, ocorreu a intervenção do SAC e foi obrigatória uma ampliação decente do Terminal de Passageiros, com uso de pontes móveis, como determina a legislação de acessibilidade.

A cidadania começou a prevalecer sobre o desinteresse público típico dos governos estadual e municipal e da própria câmara municipal local representada pela sua base aliada, apática e ineficiente como sempre, embora muito competente na sua subserviência.

O outro ponto sempre interessante consiste na constante ação de esquecimento tanto pela mídia que gosta de fazer média quanto pelo governo do estado e o municipal, sem falar de nossos laboriosos e passeadores edis, quando afirmam que Setembro de 2015 será feita a licitação das obras que começarão em Dezembro de 2015.


Vistas grossas com o embaraço judicial

 A Secretaria de Aviação Civil informa que Também se tem conhecimento de questionamentos judiciais do Ministério Público referente à ampliação do Aeroporto Leite Lopes, questão a ser resolvida pelo Governo do Estado de São Paulo, delegatário, antes do processo de licitação das obras, tendo em vista que o Governo Federal somente fará investimentos do Programa de Aviação Regional em aeródromos livres e desembaraçados.

Se um copo meio cheio é o mesmo que um copo meio vazio, uma meia verdade é uma mentira por inteiro.

O Brasil vive um momento de instabilidade e de falta de credibilidade face aos escândalos de corrupção. Corrupção e mentira são caminhos que se cruzam.

Não enganem as pessoas. Falem a verdade, de forma clara e transparente.

Objetivamente, se começassem agora as obras de um aeroporto novo, provavelmente ele estaria pronto antes da demanda judicial sobre o Leite Lopes estar resolvida.


Descaso com a insegurança atual do Leite Lopes

Segundo declarações dadas à reportagem[i] “o Estado está pronto para iniciar as obras. Entretanto, quer fazê-lo ao mesmo tempo que o governo federal”.

Que obras e ações são de responsabilidade do governo estadual? Só falaram do tal mergulhão (em breve voltaremos a falar sobre esse projeto) e se esqueceram das desapropriações  e de uma outra pequena obra que nada tem a ver com a internacionalização do Leite Lopes mas sim com a segurança de voo nas condições atuais de operação: as Normas de Segurança exigem o afastamento da cerca que separa a pista da R. Americana e por isso é necessária a relocação da via, que atualmente está sem pavimentação.


Neste desenho[i] é possível ver a atual cerca do Leite Lopes em linha azul tracejada que será deslocada para a posição da linha amarela tracejada e toda a área será incorporada ao domínio do aeroporto através de desapropriação.

Se olharem com atenção, não existem favelas mas sim casas edificadas em terrenos devidamente regularizados e com registro em cartório. Não são invasores como a propaganda deles sempre divulgou para deixar as pessoas filantrópicas felizes porque os supostos favelados seriam agraciados com casas boas. São famílias que vão perder o que construíram durante toda a vida, com muito esforço, porque serão indenizados por valores irrisórios que não irão permitir a recomposição do bem perdido.

Se o governo do estado começar agora as desapropriações certamente que irá gerar forte comoção popular e espera fazer isso apenas de uma forma rápida e contundente para não dar tempo das comunidades se organizarem contra essa indignidade, disfarçada de Papai Noel Leite Lopes, a serviço do deus Mercado.

E este presente de grego já está sendo percebido por moradores do entorno em momentos de processo de regularização ou transação de imóveis conforme um comentário recebido em uma de nossas postagens:

Olá!
Quero entrar com um processo pedindo indenização pois com essa ampliação não estou conseguindo fazer a documentação da minha casa, pois o bairro se tornou área de risco, não consigo nem vender a casa.
Entro com a ação conta quem? a prefeitura?
Caso eu precise de alguma documentação, vcs disponibilizam?
Quero uma indenização no valor do terreno (que não consigo desmembrar) e no valor da casa (que não consigo escriturar) por causa dessa zona de ruido 2.


Por isso, a nossa campanha continua


Congonhas em Ribeirão Não!

Leite Lopes ampliado = mais favelas, , maior risco de acidentes 
e assaltos no mergulhão (túnel sob a Av. Thomas Alberto).

Novo aeroporto em nova área já!






[i] Desenho que consta do Relatório de Regularização Ambiental (RRA) no 2º volume pag 364


[i] http://www.jornalacidade.com.br/politica/NOT,2,2,1051519,Pelo+Estado+Daesp+garante+Leite+Lopes.aspx



[i] Ativismo este na versão do “Papai Noel Leite Lopes Internacional”, substituto do “Ribeirão Preto Califórnia Brasileira”, entre outros chavões, que ao longo dos anos tem trazido sérios problemas urbanísticos e sociais com a imigração de pessoas atraídas e enganadas por essas  mentirosas oportunidades, na condição de mão de obra barata que, depois de bem exploradas e descartadas, não têm como voltar e terminam por  se estabelecerem em favelas.


[i] No dia 09/04/2015

sábado, 9 de maio de 2015

A voz do Padre Chico

Bem no meio dos que estão a serviço dos apoiadores da ampliação do Leite Lopes, uma voz se levantou contra essa aberração, alegando entre outros motivos, a proteção das crianças principalmente das crianças pobres que vivem no entorno desse aeroporto.

Foi a voz do Padre Chico, durante a audiência pública que ocorreu na Câmara Municipal no dia 06/05/2015, promovida pela UNEP União das Entidades Filantrópicas de Ribeirão Preto, para discutir a qualidade, o investimento e a participação na educação da criança na primeira infância.
A imprensa inteira estava lá e nada relatou a respeito. Divulgar a fala do Padre Chico poderia ofender os interesses do deus Mercado.

Mas, lá no fundo, bem no fundo, quem se interessa com os interesses das crianças pobres, filhos de trabalhadores pobres que moram nos bairros pobres no entorno dos aeroportos?

Principalmente quando essa proteção pode impedir negócios para grupos interessados na ampliação do Leite Lopes e que estão pouco se lixando para a população do entorno e para a própria cidade?

Mas a voz do Padre Chico foi a voz do povo de Ribeirão Preto que se opõe a essa ampliação. Foi também um porta-voz do Movimento Pro Novo Aeroporto.

A imprensa não cumpriu a sua missão com medo  de divulgar os fatos que contrariem os interesses do lucro a qualquer  custo. Mas o Movimento supre essa omissão: assista ao vídeo



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Os EVENTOS PUTZ, o PARQUE PERMANENTE DE EXPOSIÇÕES e o RIBEIRÃO RODEIO MUSIC


EVENTO PUTZ – aqui é empregado com o mesmo sentido no artigo de Arnaldo Jabor e que pode ser resumido na capacidade de meia dúzia de sem-noção serem explorados por empresários espertos que promovem eventos, com grave  perturbação do sossego das comunidades do entorno e  com o beneplácito do poder público.


Novamente o martírio dos pobres coitados dos moradores do entorno do Parque de exposições onde vai ocorrer mais um evento PUTZ que previa incluir o rodeio como esporte e em seguida um festival de música.        

O rodeio não vai acontecer mais a não ser que os organizadores levem essa aberração para fora da área urbana. Quem disse isso? A legislação em vigor, que o Ministério Público exigiu que fosse cumprida e o judiciário consolidou por liminar.

Temos uma ótima sugestão para onde levar o rodeio: para outro planeta.

Resta, no entanto, o que eles chamam de evento cultural, ou seja, o festival de música cuja zoeira decibélica  vai atordoar o sono de 2 finais de semana de dezenas de milhares de trabalhadores para que os fofinhos da classe média possam passar a noite toda pulando e esperneando iguais a cabritos, bem turbinados (sem turbinação ninguém agüenta ficar encabritado por todo esse tempo).

Mas se alguém quer participar de um evento desses, o que é que nós temos a ver com isso?

É o local que não é adequado. O som ultrapassa os limites biológicos de quem quer e precisa descansar depois de uma semana inteira de trabalho duro.

Que esses eventos sejam feitos em local longe da área urbana, que não perturbe as populações que são obrigadas a alugar os seus ouvidos para que o showbiz ganhe dinheiro e leve toda a grana embora, deixando apenas uns trocados, inclusive com a prefeitura, que cobra uma verdadeira merreca para alugar um espaço que foi planejado para ser um Centro de Exposições.

Mas esta  é a prefeitura que nós temos: mui amiga dos empresários e a cidade que se dane. Principalmente porque os prejudicados são os pobres trabalhadores pobres, que moram no entorno desse Parque de Exposições onde não acontece nenhuma exposição.

E, como a gente já sabe, para a prefeitura e os empresários do showbiz, pobre é um quase-gente, que não tem muitos direitos perante a fuçanguice pelo lucro.

Em 2014, em vistoria prévia feita pelo Ministério Público ao local,  constataram a seguinte situação de manutenção e também da civilidade dos frequentadores desses eventos:


Só mesmo sem-noção podem pagar os preços dos
 tais eventos culturais do PUTZ e conviver com todo 
este estado de manutenção de sanitários e do lixo
 por todo o lado.

Talvez estejam bem chapados ou  alienados para 
conviverem com isso e terem coragem de voltarem
 para o próximo.




Foto: Paulo Souza/ EPTV in G1 Ribeirão Franca 08/04/2014


Nessa inspeção onde o abandono e o mau uso ficaram patentes, um dos promotores avaliou, ressaltando o desvio de finalidade do parque, a realização de festas particulares com o agravante de que “este é um espaço público que não dá retorno algum para a comunidade”.

Essas festas particulares são aquelas em que toda a comunidade do entorno fica sem dormir por causa do ruído excessivo que dura a noite toda.

Como a frequência desses eventos  é de classe média e os atingidos são os pobres, é possível que possamos considerar esse abuso como sendo um conflito de classe.

Este problema tem solução? Depende apenas de nós, Ano que vem tem eleições. Não transforme a urna num vaso sanitário. Vote consciente!



justiça concede liminar que barra rodeio em Ribeirão
http://www.jornalacidade.com.br/noticias/cidades/NOT,2,2,1053682,Justica+concede+liminar+que+barra+rodeio+em+Ribeirao.aspx

22h46 | 17/04/2015
Jornal A Cidade / Matheus Scavazzini

A Justiça deferiu liminar impetrada pelo Ministério Público que impede a realização de rodeio no evento Ribeirão Rodeo Music, entre os dias 25 de abril e 3 de maio, no Parque Permanente de Exposições. Entre as atrações estão previstas as provas de montaria e outras modalidades com animais.
A ação dos promotores Antonio Alberto Machado e Ramon Lopes Neto, ambos do Ministério Público Estadual de Ribeirão Preto, é baseada em norma estadual que proíbe a realização de eventos de montaria, como rodeios, dentro do perímetro urbano.
“Recebemos uma representação da OAB questionando a realização do Ribeirão Rodeo Music por conta dessa legislação do nosso Estado”, explica Ramon.
O decreto estadual citado é o 40.400/95. De acordo com o artigo 23, é proibida a realização de eventos de montaria como rodeios em perímetro urbano.“Isso não impede a realização dos shows normalmente”, diz o promotor Ramon.
Ramon ainda explica que caso seja viável aos realizadores do evento mudarem o local para uma área rural, as montarias podem ser realizadas. Os organizadores afirmam que já entraram com recurso e aguardam decisão judicial. 

sábado, 18 de abril de 2015

FINALMENTE TEMOS NOTICIAS DO LEITE LOPES - Novamente o tradicional anúncio: as obras vão começar em breve

O oba-oba em Brasília às nossas custas

Uma turminha, garbosamente já chamada em outras ocasiões de “força tarefa”, foi jantar em Brasília (às nossas custas) e aproveitou para saber como andam as obras de ampliação do Leite Lopes e que desde 2010 são anunciadas que serão iniciadas  em breve.

Precisavam mostrar serviço porque senão correm o risco de serem terceirizados. E foram conduzidos pelos feitores de algumas entidades empresariais exclusivamente interessadas na ampliação do Leite Lopes e não em um aeroporto novo e decente para Ribeirão Preto e região.


O Movimento Panelaço de Ribeirão Preto até divulgou a foto da turminha no Facebook, perguntando o porquê de tanta gente, com tanto vereador, se apenas um seria suficiente:


Até é interessante saber o resultado dessa visita. Trouxeram apenas banalidades e nenhuma informação útil. Ou melhor, duas declarações bastante interessantes:

A primeira consiste no desmascaramento das reais intenções da tal internacionalização do Leite Lopes que na verdade consiste na ampliação da pista de 1700 metros homologada hoje, para 2.600 metros, contrariando as normas definidas em sentença judicial (que limita a pista a 2100 metros) e colocando em risco a cidade. Não existe nenhuma intenção de apenas deslocar a pista. Já é confessa a intenção de ampliação.

Conforme G1 Ribeirão e Franca  em 23/03/2015 08h00 - Atualizado em 23/03/2015 08h00
O projeto envolve a ampliação da pista de 1,7 mil para 2,6 mil metros;
         Projeto prevê ampliação da pista do Aeroporto para operação de aeronaves de grande porte
                                                  (Foto: Reprodução EPTV)

A outra declaração é que não existe mais nenhum empecilho a essa ampliação, segundo a  fala de um dos pretensos futuros candidatos a prefeito em 2016.

Se ainda existe a necessidade de acertar alguns pontos no anteprojeto, isso significa que não tem nenhuma licença porque ela somente será concedida com o anteprojeto aprovado. Ou seja, existe um empecilho técnico sim.

Por outro lado temos em curso uma ação no judiciário onde o projeto de deslocamento de pista está sendo  contestado por se tratar na verdade de uma ampliação  e ela não ser permitida por questões de segurança das populações do entorno ao aeroporto Leite Lopes. Ou seja, também existe um empecilho jurídico.

Para certos setores de nossa sociedade plutocrática dos verdes canaviais esse risco não importa porque as comunidades do entorno são apenas de trabalhadores pobres e para eles pobre é apenas um detalhe insignificante e que imaginam ainda serem facilmente manipuláveis com a papagaiada do papai Noel Leite Lopes da internacionalização.


A negligência com as condições atuais de insegurança de vôo

No entanto, e não dependendo de nenhuma ampliação, existe uma obrigação de fazer por parte do Governo do Estado para garantir a segurança de vôo nas condições atuais de operação e que consiste no deslocamento da cerca do aeroporto no sentido da av. Americana, relocando-a.

É uma obra simples, necessária e urgente mas o objetivo do Governo do Estado parece não estar na segurança ao vôo e das comunidades do entorno mas apenas nos negócios que advirão com o uso cargueiro da pista. Por isso fica esperando a união começar as obras dela e não explica o porquê disso.

E a mídia que tanta cobertura presta a esses discursos e à viagem desta turminha, não cobra estas informações.

As desapropriações necessárias para a relocação da avenida são de responsabilidade do Estado e o remanejamento da avenida são da Prefeitura e isso não custa 25 milhões de Reais.

Não fizeram a obrigação de casa e essa obrigação não tem nada a ver se o Leite Lopes é internacional ou não, mas sim devido ao fato de que é um aeroporto regional que vai receber verbas do Governo Federal para se adequar ao programa nacional de modernização desse tipo de infraestrutura aeroviária.

Em contrapartida, a área que seria destinada ao deslocamento da Rua Americana para atender às normas de segurança de vôo do aeroporto, já estão ocupadas novamente por favelas, única política de moradia popular desenvolvida  com afinco pela administração municipal.


Proposta de trabalho “de fato” para os vereadores

Senhores vereadores: seria de fato produtivo que em lugar de desempenharem esse tipo de trabalho  para atraírem os holofotes da mídia, se interessassem mais pelo futuro de Ribeirão e, mesmo que não aceitem a necessidade urgente de construção de um novo aeroporto, pelo menos obriguem a Administração Municipal e pressionem a Estadual para fazerem as obras – de pequeno porte – que garantam a segurança às atuais operações de pouso e decolagem.

Não esqueçam que foram de avião para jantarem em  Brasília.
A segurança é para os aviões que as elites canavieiras usam.
Sejam pelo menos solidários com a classe social que representam.

Para encerrar e a bem da verdade, o projeto do Leite Lopes na parte referente ao governo federal está na adequação das suas instalações às necessidades de um aeroporto regional.

Por isso vai ser feita uma ampliação a sério do Terminal de Passageiros e vai ser previsto o uso de Ponte Móvel, condições mínimas para um aeroporto de verdade.

São itens a muito tempo pleiteados por este Movimento e sempre negligenciados pelo governo estadual e recebendo o desinteresse da imprensa local e das tais elites plutocráticas dos verdes canaviais, apenas preocupadas com a tal internacionalização do Leite Lopes.

PS: O Leite Lopes já está homologado como internacional de cargas desde 2002. As obras do governo federal não são para internacionalizar nada,  mas fazem parte do plano nacional de desenvolvimento de aeroportos regionais.

Em tempo, gostaríamos de lembrar aos nossos ilustres edis que a sua representatividade é apenas  das forças provincianas da República dos Verdes Canaviais de Ribeirão Preto.  

As forças vivas de verdade estão contra o Leite Lopes ampliado e querem um novo aeroporto que possa atender às necessidades atuais e futuras da região de Ribeirão Preto.

Não acreditam?


Vejam a opinião de um cidadão publicada no jornal A Cidade
no dia 12/04/2015:






Por isso, a nossa campanha continua



Congonhas em Ribeirão Não!

O Leite Lopes fica como está.


Novo aeroporto em nova área já

terça-feira, 10 de março de 2015

ESTAMOS SEM NOTICIAS DO “GRANDE”, “FANTASTICO” E “FENOMENAL” EMPREENDIMENTO INTERNACIONALIZAÇÃO DO LEITE LOPES

Discurso político para mostrar serviço = campanha por verbas municipais para o Leite Lopes

Faz um tempinho que nada mais se fala sobre o Leite Lopes e o tal “grande empreendimento” que consiste na sua internacionalização.

Até vereadores adeptos dos holofotes midiáticos insistem em que a prefeitura reserve verba para cumprir com “obrigações financeiras” assumidas em certo convênio com o governo do Estado de S. Paulo.

Esse convênio referia-se à reformulação e adaptação do sistema viário da av. Thomaz Albert Whatelly ao tal deslocamento de pista proposto pelo DAESP no seu Relatório de Regularização Ambiental (RRA).

Esse RRA consiste numa invencionice jurídica para se esquivar de cumprir a legislação e elaborar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)_e o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

Mas o DAESP[i] mudou o projeto e, em lugar de desviar a avenida e causar o maior caos urbanístico para Ribeirão Preto, optou por fazer um túnel. Trocou um besteirol por outro mas esse fato não muda nada quanto às exigências de EIA e de EIV.

Voltando ao convênio, se existia a necessidade de uma contrapartida financeira  da prefeitura para mexer no  sistema viário e depois não precisa mais de fazer nada, para que precisa de verba e qual passa a ser a validade do Convênio, no que se refere ao sistema viário?

Por isso a prefeitura não disponibiliza na sua Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nenhum valor mas não confessa o porquê disso. Na verdade, além de, em tese, não existir mais nenhuma alteração a ser  feita no sistema viário de responsabilidade da prefeitura, ela também sabe que não vai ocorrer nenhuma ampliação.

Então porque é que temos vereadores fazendo campanha exigindo uma verba que não tem destinação nenhuma porque o objeto dessa verba não existe mais?

Porque é que nós, os munícipes, temos que subsidiar o lucro de empreendimentos privados de interesse do governo estadual?

Por outro lado, existe um outro ponto que os senhores vereadores interessados nessa tal internacionalização do Leite Lopes e que insistem que um aeroporto novo não é necessário, estão esquecendo de colocar em pauta:

Quem são os interessados na internacionalização do Leite Lopes? Uma empresa privada que explora terminais de carga e o Governo do Estado. O que Ribeirão Preto ganha com isso? Até prova em contrário, absolutamente nada. Então porque devemos nós, munícipes pagar por essas verbas que somente vão dar lucro para terceiros?

A tal verba que os senhores vereadores estão insistindo para que todos nós, ribeirão-pretanos, paguemos, não deveriam estar exigindo que esses custos sejam subsidiados tanto do Governo do Estado como da empresa privada que irá se beneficiar com o tal empreendimento?

O detalhe é que fingem que não sabem mas o Leite Lopes já é internacional mas não opera por falta de pista.

Essa homologação é de 2002 mas apenas para cargas. Não é para viajar para Miami para fazer compras na “Mars, 25th” de lá.

Se o Leite Lopes não está operando, se o Terminal de Cargas já está construído e nada acontece, então podemos concluir que a pista é curta e que o tal deslocamento de pista é apenas um embuste de “expertalhice” para permitir que a pista seja ampliada e, nesse caso, estará ocorrendo uma tentativa de descumprimento de uma sentença judicial. Isso não é crime?

Senhores vereadores que apoiam a estultice da ampliação do Leite Lopes em lugar de exigirem um novo aeroporto apto e adequado para atender à região, parece estar na hora de começarem a explicar porque é que nós temos que pagar para garantir o lucro de empresas privadas.

Enquanto isso, continuaremos lutando por uma Ribeirão Preto melhor:


Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já








[i] Departamento de aeronáutica do Estado de S. Paulo