segunda-feira, 7 de julho de 2014

Das caravelas aos aviões; dos portos aos aeroportos.

Nos idos de 1500 o desenvolvimento internacional dos países emergentes era ditado pelas caravelas que saíam da Europa em busca de novos mercados. Naquela época, os negócios se restringiam, dentre outras coisas, aos tecidos, às ervas, metais preciosos e tráfico de escravos. E as cidades litorâneas tinham a absoluta preferência negocial, por conta da logística dos portos. Quem não tinha porto, não tinha progresso.

No final dos anos 1800 vieram as ferrovias. Com isso, o progresso começou a se estender às cidades do interior do país. O escoamento da produção agrícola, commodities e industrial começa a chegar aos portos. Quem não tinha estrada de ferro, não tinha progresso.

Em 1906 veio o avião e com ele o consequente encurtamento das distâncias. A redução do tempo. Os aviões cresceram e com eles vêm a tecnologia e o acesso a regiões mais distantes. Os aviões passaram por cima da estrada de ferro e dos portos. Tudo uma questão de logística. Engoliram a seda e as ervas. Mas os aviões precisam também de portos, ou melhor, de aeroportos. Precisam de estações, ou melhor, de terminais de passageiros e cargas. Tudo uma questão de logística. A cidade que tem arremedo de aeroporto e não tem aeroporto fica atrás do tempo. A cidade visionária que constrói o seu, assume a liderança e atropela a inércia.

Infelizmente, algumas lideranças não percebem o que os técnicos e grandes empreendedores veem. Ficam disputando ou enfeitando um local minguado, reflexo talvez da mediocridade ou do imediatismo de seus sonhos. O desenvolvimento e o empreendedor “farejam” os grandes gestores públicos e privados, pois sabem que eles lhes darão suporte necessário para o escoamento da produção com crescimento real, sustentável e perene.

Quem não tem aeroporto, não tem futuro.

*Márcio Santiago de Oliveira
Secretário Executivo do Conselho Estadual de Turismo do Estado de São Paulo
Presidente do Ribeirão Preto e Região Convention & Visitors Bureau

Presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

OS SLLQC ESTÃO TRISTINHOS E INCONFORMADOS

SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há mais de 15 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve, porque demora 10 anos para construir um novo aeroporto.

O jornal A Cidade de 22/06/2014[i] fez uma reportagem bastante extensa e interessante sobre a ampliação do Leite Lopes. Melhor falando, da falta de ampliação do Leite Lopes e transcreveu com maestria o inconformismo e as lamurias dos defensores, a qualquer  o custo, da ampliação do Leite Lopes, a quem denominamos, de SLLQC.

Estão tristes, inconformados e lamentam que os seus devaneios não se realizam. Vejamos os principais:

Perdas da ordem de 1 bilhão de reais/ano

Segundo a FIESP/CIESP as perdas de lucros são da ordem de 1 bilhão de Reais/ano (=83 milhões de Reais/mês). Como o movimento de cargas em janeiro deste ano foi quase de 62 toneladas, teríamos então um movimentaço de R$1.340,00 por quilo transportado!

Como as exportações/importações aéreas são feitas no Leite Lopes usando-se as viagens comuns para Viracopos ou Cumbica (onde se concentram as cargas internacionais) não será por termos um aeroporto pseudo cargueiro que vai alterar essa configuração. Fica, portanto, meio dificil de entender como é que esse fato irá aumentar o transito de cargas aéreas na região se elas já são normalmente transportadas.

Há algum tempo atrás, especialistas em negócios garantiam que a estadia da seleção francesa em Ribeirão Preto iria atrair mais de 10.000 franceses. Além dos membros da seleção e de alguns jornalistas, não veio francês nenhum.

Será que os tais 1 bi de prejuízos estimados pela falta do Leite Lopes ampliado são o resultado dos mesmos especialistas que estimaram a vinda  dos tais 10.000 franceses?

Os jornalistas franceses chegaram e, apenas em poucos dias, logo perceberam que as elites canavieiras daqui não passam de simplórios provincianos. 

Essa também é a nossa tese faz tempo e mostramos como argumento Bauru: tem dois aeroportos e o novo permite futuras expansões sem problemas sócios ambientais e técnicos. Fruto da luta das verdadeiras elites dessa cidade, com visão de futuro. Visão cosmopolita e não de provinciano.

Antes que esqueça: O aeroporto de  Bauru-Arealva tem um movimento de cargas aéreas maior que o Leite Lopes.

A falsa divulgação de que o projeto de ampliação do Leite Lopes já estava aprovado e tudo pronto para o inicio das obrasm, em 2011!

Mas a noticia continua:

Com base no Estudo de Viabilidade Técnica (EVT) que verifica questões ambientais e legais para a expansão e melhoria, a empresa projetista enviou quatro cenários que poderiam ser feitos no local. A SAC, no entanto solicitou uma quinta opção”

Gente! Que vergonha! Tanto o governador quanto a prefeitura e o DAESP afirmando que a partir de tal mês (julho de 2011) as obras estariam começando com término estimado para tal data, porque tudo já estava pronto e aprovado. E hoje ainda não tem nenhum projeto aprovado!

Antes que esqueça: só tem projetos reprovados desde 1997!

E os SLLQC que sempre acusaram o Ministério Público e o nosso Movimento de estarmos “astrapalhando o progréssio” na verdade o que atrapalha o desenvolvimento de Ribeirão e região é a insistência  irresponsável de tentar ampliar o que não pode ser tecnicamente ampliado.

Opinião dos técnicos do Movimento, opinião dos técnicos em aeroportos, opinião do Ministério Público, opinião do Judiciário que proibiu essa ampliação e também da Secretaria da Aviação Civil.

Mais 4 projetos reprovados além da reprovação do EIA-RIMA e de todos os projetos subsequentes, inclusive o do RRA[ii]. Desde 1997! Haja persistência!

Mas quem é que apoia esse absurdo, já comprovadamente insano de ampliação do Leite Lopes em lugar de se proceder à construção de um novo aeroporto decente e seguro, sem problemas sócioambientais e apto a receber todas as ampliações futuras?

Os defensores históricos da ampliação do Leite Lopes merecem entrar no Livro dos Records (Guiness) como os maiores sem-noção do planeta.

Sempre novos custos nos intermináveis projetos apresentados no decorrer dos anos, aproximam-se dos custos de um aeroporto novo e muito maior

Mas, tem mais ainda:

Mesmo a SAC, dizendo que não sabe quanto ai custar o “novo” Leite Lopes ...[estima-se que] as intervenções vão custar 413 milhões ...

Assim não dá gente!!!! Fica complicado! A cada inovação o custo passa de cento e poucos milhões para mais de quatrocentos milhões. Alguma coisa está errada.

O projeto de aeroporto para S. Roque[iii], pretendido pela iniciativa privada, numa área de 2000 hectares (11 vezes maior que a do Leite Lopes) com 2 pistas com 2500 e 2000 metros (Leite Lopes apenas com uma, curta, de 2100 metros). Custo previsto: 1,2 bi – ampliação do Leite Lopes: 0,5 bi

É o resultado de querer transformar um fusquinha 66 num porche!

O estranho é que se for verdadeiro que o lucro perdido pela não ampliação do Leite Lopes é de 1 bilhão por ano, desde 2008, já se vão 6 bi de prejuízo ou seja, se a iniciativa privada em Ribeirão Preto tivesse realmente alguma iniciativa, ela mesmo já teria construído um aeroporto novo, muito maior, ao preço de 1,2 bi! E já estariam no lucro!

Os franceses estão certos e têm uma visão bem aguçada: aqui na cidade, por ocasião da Copa, jornalistas franceses, apenas com alguns dias de contato com as nossas pseudo-elites locais e canavieiras, logo as qualificaram como provincianas e burguesas.

Esses provincianos burgueses não conseguem entender que Ribeirão Preto e região já constituem uma região metropolitana e por isso devem dispor de um aeroporto adequado ao seu desenvolvimento e o Leite Lopes não serve.

Felizmente, ano que vem teremos um novo  Governo do Estado e a novela da ampliação do Leite Lopes acaba e começamos a trabalhar sério por um aeroporto novo. 

POVO ESCLARECIDO JAMAIS SERÁ ILUDIDO

Diga Sim a revogação da Lei do Uso do Solo
Diga Não à ampliação do Aeroporto e desvalorização das casas
Nas eleições de 2014  e 2016:
Diga Não aos candidatos que “vendem” o Papai Noel Leite Lopes










[i] http://www.jornalacidade.com.br/noticias/cidades/NOT,2,2,963515,Ampliacao+do+Leite+Lopes+nao+decola.aspx
[ii] RRA Relatório de Regularização Ambiental
[iii] http://br.financas.yahoo.com/noticias/sac-autoriza-constru%C3%A7%C3%A3o-aeroporto-s%C3%A3o-195400660.html

quarta-feira, 4 de junho de 2014

É necessário ouvir-se todos os lados

Estimados Amigos,

Em 1932, o então Prefeito Interventor de Ribeirão Preto, Eduardo Leite Ribeiro, doou das terras do município, 50 alqueires para o Estado de São Paulo no sentido de ser instalado um sítio de voo.


Na época eram duas pistas, uma no sentido Norte/Sul, que permaneceu até hoje, e a outro no sentido Leste/Oeste, isso para poder aproveitar-se o melhor vento.


Contudo o Aeroporto Leite Lopes somente foi inaugurado como tal em 1939.
Em 1940, com a ampliação da pista Norte/Sul, levando a área de aerodromo para os atuais 161 alqueires,  foram utilizadas terras particulares do entorno as quais até hoje não foram pagas aos detentores dos direitos sobre elas, caracterizando um dos mais antigos processos indenizatórios do Brasil.


Nas décadas de 1940, 1950, 1960 e até 1970, o Leite Lopes era um importante ponto de apoio para atingir-se o sul de Minas Gerais, Goiás e outros pontos do território, pois as estradas eram precárias.


Era o tempo dos aviões a pistão, tal como o famoso DC-3. Com a construção de estradas, o alto custo das passagens e fretes aéreos passou a desinteressar.


Na década de 1980 o Leite Lopes esteve muito esvaziado, passando a ter novamente movimento de aeronaves de maior porte em meados da década de 1990.


O transporte de passageiros e cargas nos anos de ouro da aviação regional foi importante, e o aeroporto Leite Lopes era suficiente para as aeronaves daqueles tempos.


Com a vinda dos aviões a jato, mais velozes e maiores, o Leite Lopes tornou-se acanhado, e ainda houve o complicador de passar a ser envolvido por rodovias, e bairro residenciais e industriais. De um lado a pista ficou limitada pela Avenida Brasil, e de outro lado pela Avenida Thomaz Alberto Whatelly.


Era previsível, já no início dos anos de 1980 que essas infraestruturas urbanas iriam limitar uma futuro expansão do aeroporto. 
Mesmo assim se fez. Mas a aviação é rápida.
Muita mais rápida do que a política.


Em Ribeirão Preto continuou-se a operar aeronaves de passageiros até um determinado porte, mas com a impossibilidade de aeronaves mais pesadas, para o transporte intermodal de cargas, virem a operar no aeroporto local.
Daí  toda essa celeuma em expandir-se o Leite Lopes para receber aeronaves de maior porte. Ora, há de se pensar que, talvez, não interesse essa expansão do aeroporto para receber aviões de maior porte.


A distância de São Paulo, ou de Campinas, representa para um avião, alguns minutos de voo.  Como também pode interessar à iniciativa privada, a alocação de um aeroporto em qualquer outra cidade da região.
Talvez possa-se considerar mais interessante a construção de um novo aeroporto, ao invés de, mais uma vez, ampliar o antigo.


Para os aviões de grande porte, pousar em Campinas, em Franca, em Araraquara, Barretos, Uberaba, Uberlândia é tudo uma questão de logística,  de mais alguns minutos de voo, vindos de qualquer lugar, ou partindo desses aeroportos para qualquer outro destino.


A T.A.M. em uma área de 190 alqueires em São Carlos, construiu uma oficina de manutenção de aeronaves de grande porte que procedem de todos os pontos do planeta.


A restrição que ainda há é quanto a Delegacia Alfandegária.
Os aviões devem pousar antes em São Paulo, receberem o visto da Polícia Federal e novamente decolar para daí a alguns minutos pousarem em São Carlos para receberem manutenção.
A Prefeitura de São Carlos vem se empenhando em conseguir uma alfandega em São Carlos.
Com a consequente melhoria da malha viária de acesso para a cidade e o entorno.


Aviões cargueiros, de grande porte,  de várias partes do mundo pousam na pista da TAM em São Carlos, sendo tudo isso pertencente a iniciativa privada.

A EMBRAER deslocou-se de São José dos Campos até o interior de estado, indo construir em Gavião Peixoto, região de Araraquara, uma das maiores pistas de pouso e decolagem do mundo, com 4967 metros de extensão, com 45 metros de largura, que serve de testes para aeronaves procedentes de todos os lugares do mundo.


Os funcionários moram em São José dos Campos, pegam o avião da empresa que, em minutos os deixam no serviço, em Gavião Peixoto, e no final do expediente retornam no avião para as suas casas.
A área de aerodromo da EMBRAER em Gavião Peixoto é de 736 alqueires.


Para a moderna aviação a jato, centenas de quilometros são minutos de voo. As vezes além de uma disputa política, não haja em Ribeirão Preto nenhum interesse em transformar o Aeroporto Leite Lopes em um terminal de cargas.
Ele se presta razoavelmente bem  para o transporte de um determinado número de passageiros, em determinados modelos de aeronaves.
O Aeroporto Leite Lopes é estatal.


Aqueles que operam em suas instalações são elementos da iniciativa privada, e que tem um custo para com o Estado que fornece esses serviços de logística.



Portanto, quem opera as aeronaves, as empresas aéreas em questão, devem manifestar-se no interesse pelo Leite Lopes. As expansões da pista e das áreas do entorno é um custo de dinheiro público. 


A futura e desejada privatização talvez não traga interesses para a iniciativa privada.

É necessário ouvir-se todos os lados.


Aristide Marchetti

domingo, 25 de maio de 2014

Os SLLQC estão muito quietos. Mas nós não!

SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há mais de 15 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve, porque demora 10 anos para construir um novo aeroporto.

A novela da ampliação do Leite Lopes que começou em 1997 tem seus períodos que se repetem e são bem característicos: estudos fajutos seguidos de besteróis e ouriçamentos, briga entre comadres querendo mostrar serviço, sempre desmascarados pelo Movimento Pro Novo Aeroporto.

Desmascarados e sempre impedidos a realizar o seu sonho de pequeneza (pesadelo para Ribeirão Preto e região) os SLLQC ficam amuados_e simulam períodos de quietude.

Por isso não é de se estranhar que faz um tempinho que não temos noticias sobre o Leite Lopes. Ou melhor: apenas uma noticiazinha no jornal A Cidade do dia 21/05/2014[i], relatando a movimentação no Leite Lopes durante o mês de Abril, que teve como expoente do movimento de cargas e passageiros um evento pontual que foi a Agrishow.

Grande novidade! Um evento desse porte é claro que promove aumento de passageiros tanto para chegarem como depois para voltarem.

O importante é a potencialidade de aumento significativo da demanda com eventos importantes e, como Ribeirão Preto será a sede de uma região metropolitana e de uma região universitária, podemos ter a certeza de que a demanda aumentará muito e no futuro próximo a atual capacidade do Leite Lopes será ultrapassada e sem condições de aumentá-la com instalações dignas.

Por isso a necessidade imperiosa de se construir um aeroporto novo para que no futuro próximo não tenhamos os mesmos problemas que S. Paulo enfrenta para construir o seu novo aeroporto, por absoluta falta de espaço e de condições sócio-ambientais adequadas.

E porque é que S. Paulo precisa de um novo aeroporto?

Porque ao projetarem o de Guarulhos e o de Congonhas o fizeram sem uma previsão adequada para o futuro mas apenas para atender à demanda reprimida de uma elite usuária do transporte aéreo.

Cabecinhas medíocres só conseguem  pensar pequeno. Por isso ainda existe quem pense em ampliar o Leite Lopes, onde não pode nem cabe, em lugar de pensar normal e exigir um aeroporto novo em local adequado e passível de ser ampliado para as futuras demandas.

Isso nos lembra que uma das alternativas estudadas para resolver esse problema para o transporte aéreo para atender à demanda da Grande S. Paulo propõe a construção de um aeroporto privado internacional em Caieiras.

Segundo o projeto básico terá duas pistas sendo uma de 3500 metros, com capacidade para 45 milhões de passageiros-ano. Tempo previsto para licenciamento, construção e entrada em operação: 6 anos.
Quanto tempo que os SLLQC, segundo os seus   técnicos pretensamente doutorais, afirmam ser necessário  para construir um aeroporto novo com uma só pista de 3.000 metros e 1 milhão de passageiros-ano? 10 anos!!!

Custo estimado para a construção do aeroporto de Caieiras, 45 milhões de passageiros-ano: 5 bi de Reais.

Para um aeroporto novo, equivalente ao Leite Lopes ampliado, para 1 milhão de passageiros-ano, os auto denominados especialistas SLLQC afirmam, de pés juntos e todos empertigados, que custaria mais de 1 bi!!!!, esquecendo que em Caieiras todas as áreas são muito mais caras e em Ribeirão preto ainda temos áreas rurais disponíveis, subaproveitadas com canaviais.

Fora isso, não temos mais nenhuma noticia. O governador já veio várias vezes a Ribeirão Preto, encontrando-se com a executiva municipal e nada foi tratado sobre o Leite Lopes.

Resta-nos a curiosidade de vermos novamente o Leite Lopes ser um aeroporto eleitoreiro nas eleições deste ano. Provavelmente o discurso monótono de sempre.

As entidades empresariais tão “falastrantes” e eloquentes na defesa do Leite Lopes ampliado e, segundo elas,  cujas obras logo mais terminarão e então ocorrerá um progresso espantoso e inigualável em Ribeirão preto,  estão misteriosamente caladas.

Mas o Movimento Pro Novo Aeroporto continua com as suas ações de campo de conscientização das comunidades envolvidas pelo conflito gerado pela tentativa de ampliação do Leite Lopes.

Fomos a campo e começamos com uma pequena pesquisa sobre o conhecimento objetivos das pessoas sobre os fatos. Depois esclarecíamos e o pessoal não gostou nem um pouco do que a prefeitura e o governo do estado estão fazendo com elas. Depois de esclarecidas ficaram indignadas com as mentiras e meias verdades propaladas pela mídia e pelas autoridades.

Mas essa parte fica para a próxima.

POVO ESCLARECIDO JAMAIS SERÁ ILUDIDO

Diga Sim a revogação da Lei do Uso do Solo
Diga Não à ampliação do Aeroporto e desvalorização das casas

Nas eleições de 2014  e 2016:
Diga Não aos candidatos que “vendem” o Papai Noel Leite Lopes






[i]http://www.jornalacidade.com.br/noticias/economia/NOT,2,2,953410,Agrishow+faz+Leite+Lopes+ter+movimento+recorde.aspx

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O LEITE LOPES, O AEROPORTO DE PARELHEIROS E A PRIVATARIA

Doutrina Mística do Neoliberalismo

O atual Governo do Estado é ideológico: é o lídimo representante do Neoliberalismo, ou seja, para o Estado só as atividades que dão prejuizo e tudo o resto para a iniciativa privada.

Assim mesmo. Sem mais delongas nem churumelices. Afirmam que só existe desenvolvimento através da iniciativa privada.

E quem regula a iniciativa privada? O mercado!

Para o Neoliberalismo, o Mercado é o auto regulador de todas as atividades econômicas.

O Mercado é todo poderoso, ou seja, é onipotente,  e está em todo o sistema econômico, logo é onipresente.  Não interessa o que se possa fazer para corrigir as suas distorções nem discutir a sua validade porque além de ser onipotente e  onipresente, também é onisciente.

Conceitos acadêmicos e filosóficos à parte, todas essas definições são as de uma divindade: o deu$ Mercado!

E essa divindade visa apenas favorecer o lucro, porque este é o resultado da competência. As questões sociais não importam porque só estão na base da pirâmide os mais fracos e a $eleção natural $eleciona os mais fortes para o suce$$o.

Esse deu$ Mercado tem uma teologia: a teologia da pro$peridade, sinônimo de qualidade dos mais competentes sobre os ineptos.  Estes, e só estes,  é que precisam dos favores do Estado.

Afirmam de pés juntos que a economia de mercado é uma ideologia libertária do jugo da economia de estado que impede o desenvolvimento social dos mais aptos.

Tem gente que acredita nisso mas a realidade é diferente dessa fantasia economística[i]. Para implantar esta doutrina mística do neoliberalismo, a privatização é uma das suas politicas-chave.

Mas será que essa ideologia neoliberal é isso mesmo? Não, não é.

Paul Craig Roberts em seu artigo “A privatização é uma porta para a corrupção e a indiferença uma porta para a guerra[ii] indica-nos outra direção:

A ideologia libertária favorece a privatização. Contudo, na prática habitual a privatização dá resultados muito diferentes dos postulados pela ideologia libertária. Quase sempre, a privatização torna-se um caminho para que interesses com boas ligações saqueiem tanto os fundos públicos como o bem-estar geral. 


A maior parte das privatizações, tais como aquelas verificadas em França e no Reino Unido durante a era neoliberal  e na Grécia hoje e na Ucrânia amanhã, são saqueios de activos públicos por interesse privados com conexões políticas. 

[...]

Basicamente, a ideologia libertária é utilizada para providenciar contratos públicos lucrativos para umas poucas pessoas favorecidas as quais então retribuem aos políticos. Isto é chamado de "livre empresa". 


E o que é que isso tem a ver com o Leite Lopes?

A ampliação do Leite Lopes: alguma coisa combinada?


Vamos recapitular:
Em 2003, uma licitação de um só licitante[i], foi ganha pelo único concorrente para assumir o processamento de carga aérea internacional (importação, exportação e trânsito) bem como armazenagem e capatazia de mercadorias nacionalizadas no aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), sendo que em 2007 informa que[ii]A pista terá dimensões de 2.600 metros de comprimento por 45 metros de largura que, em sua primeira etapa, permitirá a operação de aeronaves

Boeing 757 e 767.”

Nenhuma novidade se não fossem dois pequenos problemas: o primeiro é que a Lei do Plano Diretor do Município, de 1995, exigia a relocação do Leite Lopes para fora da área urbana e, pasmem, a pista disponível era de 1800 metros à data da licitação!

E tem mais: a pista para operar um B767 no Leite Lopes, com carga paga completa e  tanque cheio, teria que ter um comprimento mínimo de 3290 metros, fora a área de escape!

Ou seja, não poderia existir nenhum tipo de atividade  de processamento de carga área internacional, armazenagem e capatazia porque o Leite Lopes não dispunha de pista operacional para uso de aviões cargueiros. Logo fica estranha uma licitação nesse sentido mas fica mais  estranha ainda quando existe apenas um concorrente. A menos, é claro, que alguma coisa estivesse combinada.

Algum tempo depois, o governo do Estado promove duas interessantes ações: manda elaborar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para ampliação da pista para 3500 metros e anuncia o seu plano de privatização dos aeroportos sob sua administração.

Esse EIA RIMA foi derrubado porque se comprovou a sua má qualidade. Depois houve um acordo judicial no qual ficou proibido qualquer tipo de ampliação do Leite Lopes. Esse acordo foi sancionado como sentença judicial.

Se legalmente estão impedidos, partem para a espertalheza

Novamente o governo do Estado, junto com a administração municipal que é mui amiga dos interesses econômicos e entidades de classe muito especificas, voltam ao ataque tentando comer pelas beiradas: em lugar de tentarem novo EIA-RIMA (que seria novamente desconstruído) optam por uma saída à francesa.

Fazem um simulacro de estudo chamado de Relatório de Regularização Ambiental (RRA) usando de um argumento ridículo de que não vão ampliar a pista (proibido por sentença judicial) mas apenas “deslocá-la” mas, por incrível que pareça, a pista passaria a ter os tais 2.600 metros de que eles falavam em 2007!

Não enganaram ninguém. Nem ao Ministério Público que discute essa ampliação no judiciário quanto ao próprio órgão licenciador que não engole essa patranha.

Mas fizeram uma coisa interessante, no meio tempo: quando em 2007 foi revista a Lei de Uso e Ocupação do Solo, transformaram todo o entorno do Leite Lopes em Industrial, ou seja, passa a ser proibido morar para quem já lá mora faz décadas.

Aeroportos Leite Lopes e de Parelheiros: interesses afins?

Algo de semelhante acontece com a pretensão de construírem um aeroporto em Parelheiros, bem numa região que é de recarga de mananciais para S. Paulo (que sofre uma grande falta de água para atender às necessidades da população).

Em Parelheiros, os interesses econômicos, devoto$ do deu$ Mercado, perderam em todas as instâncias administrativas e tiveram o seu projeto recusado. Perderam a fé? Não! Agora tentam incluir esse projeto no Plano Diretor Estratégico de S. Paulo e, dessa forma (eles pensam!), podem voltar à carga e tentarem a sua aprovação.

Por incrível que po$$a acontecer, os intere$$e$ ligados ao aeroporto de Parelheiros  são também interessados no Leite Lopes ampliado.

Têm pressa. Não podem esperar 3 a 5 anos para construir o aeroporto que Ribeirão Preto e região precisam e lutam contra essa necessidade desde 1997, insistindo nesse projeto de jerico de ampliar o que não pode ser ampliado sob o ponto de vista técnico e socioambiental.

Querem usar o nosso dinheiro para remendar o Leite Lopes e depois entregá-lo para a tal iniciativa privada que, conforme a opinião de Paul Craig Roberts nada mais é do que um caminho para que interesses com boas ligações saqueiem tanto os fundos públicos como o bem-estar geral recorrendo a uma ideologia que serve apenas para legalizar contratos públicos lucrativos para umas poucas pessoas favorecidas, as quais então retribuem aos políticos.

A ideia de ampliar o Leite Lopes é tão absurda que os custos estimados -  aumentam a cada nova investida – já superam os custos de um aeroporto novinho em folha!

Por isso é que continuamos a nossa campanha de esclarecimento publico porque sabemos que

POVO ESCLARECIDO JAMAIS SERÁ ILUDIDO

Diga Sim a revogação da Lei do Uso do Solo
Diga Não à ampliação do Aeroporto e desvalorização das casas

Nas eleições de 2014  e 2016:
Diga Não aos candidatos que “vendem” o Papai Noel Leite Lopes






[i] Descrição: C:\Users\Lenio\Documents\AEROPORTO 2\documentos oficiais\TEAD\licitação ganha TEAD DOE 113 19-03-2003.jpg
[ii] Folha de S. Paulo 07/08/2007


[i] Economistico é um termo adotado para representar o conceito místico da função da economia na sociedade.
[ii]O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... eEste artigo encontra-se em  http://resistir.info/crise/roberts_17abr14.html

domingo, 13 de abril de 2014

O PARQUE PERMANENTE DE EXPOSIÇÕES, os EVENTOS PUTZ e a POLITIQUICE

EVENTO PUTZ – aqui é empregado com o mesmo sentido no artigo de Arnaldo Jabor e que pode ser resumido na capacidade de meia dúzia de sem-noção serem explorados por empresários espertos que promovem eventos, com grave  perturbação do sossego das comunidades do entorno e  com o beneplácito do poder público.

Aquilo que acontecia nos meandros do judiciário saiu a público. O Ministério Público acionou a CODERP[i] com uma Ação Civil Pública  na sua condição de administradora do Parque Permanente de Exposições (onde não existe nenhuma exposição!).

No dia 09/04/2014 o MP junto com a vigilância sanitária estadual e a municipal, fizeram uma vistoria no Parque[ii]. É “um descalabro” a situação do Parque, totalmente abandonado pelo poder público e em reportagem na TV[iii] ficou constatado algo de muito pior: o Parque Permanente de Exposições  (onde não existe nenhuma exposição!) está mesmo é detonado.


                                                              Fotos: Paulo Souza/ EPTV in G1 Ribeirão Franca 08/04/2014
Só mesmo sem-noção podem pagar os preços dos tais eventos culturais do PUTZ e conviver com todo este estado de manutenção de sanitários e do lixo por todo o lado. Talvez estejam bem chapados ou  alienados para conviverem com isso e terem coragem de voltarem para o próximo.


Provavelmente não só pelo abandono mas também pelo seu mau uso, conforme o promotor avalia, ressaltando o desvio de finalidade do parque, com a realização de festas particulares com o agravante de que “este é um espaço público que não dá retorno algum para a comunidade”.

Essas festas particulares são aquelas em que toda a comunidade do entorno fica sem dormir por causa do ruído excessivo que dura a noite toda. Como a frequência é de classe média e os atingidos são os pobres, é possível que possamos considerar esse abuso como sendo um conflito de classe.

Ganha o showbiz, os negócios paralelos e outros tipos de negócios (como talvez o narconegócio) que conseguem garantir quer um monte de adolescentes sem-noção possam ficar pulando a noite toda como cabritos.

Ninguém consegue fazer isso sem uns estimuladores muito específicos.

Diversas denúncias foram feitas ao Ministério Público através de entidades e organizações da sociedade civil, dentre elas o Movimento Pro Moradia e Cidadania e o Movimento Pro Novo Aeroporto e todas foram confirmadas por laudos técnicos elaborados pela CETESB.

E qual o valor cobrado pelo Parque para que esses empresários possam arrecadar um gordo lucro, perturbando o sossego dos trabalhadores que moram no entorno (para eles e para a administração municipal, pobre é um quase-gente, e que por isso não tem muitos direitos) perante a fuçanguice pelo lucro?

Simplesmente uma merreca! E ainda deixam todo o espaço detonado, conforme a reportagem na TV mostrou.

Todo esse desenrolar da Ação Civil Pública e a constatação do fato de abandono e deterioração do Parque mostraram o total menosprezo da administração municipal com os seus próprios e a qualidade de vida da população quando se trata de garantir os bons negócios.

E o partido político que, dizem, é o dono da CODERP tenta resolver todo esse imbróglio devolvendo a gerência do Parque para a administração municipal.

Um pequeno parêntesis:

Importante ressaltar que o Conselho Municipal da Moradia também está no domínio desse mesmo partido que  até agora não deixou fazer nada para resolver ou implantar políticas publicas para a moradia popular. Seria bom que esse partido político também abdicasse do “comando” desse conselho e o devolvesse ao seu legitimo dono: a Sociedade Civil.

Voltando ao tema central:

Imaginam qual foi o comentário da administração municipal para a devolução do gerenciamento do Parque de Exposições (aquele que não realiza nenhuma exposição!)?


A preocupação com os shows é assunto dos empreendedores do showbiz e não deveria ser prioritária para o governo municipal mas sim o bem estar da população que fica submetida a uma crueldade decibélica.

Com essa confissão fica muito clara qual é a posição da atual administração pública: gerar negócios!

Mas essa “negocite aguda” ainda está infectando as iniciativas da administração publica porque já está agendada o tal Ribeirão Rodeo Music desde o dia 26 deste mês até ao dia 3 de Maio, no qual, além de azucrinar a vida dos moradores do entorno, ainda vão apertar “os treco” dos bois e cavalos provocando dor para que eles pulem para alegria dos felizes alienados apreciadores do sofrimento animal.

No final do mês de março, os moradores do entorno já tiveram o presente do PUTZ do Carnabeirão.

Aqui é importante relembrar que inicialmente esse tal “evento cultural” era realizado em vias nobres da cidade, situadas na Zona Sul. Os moradores – a parcela da classe média que não participava dessa festança cultural, é claro – reclamaram e expulsaram esse “evento cultural” para o Parque de Exposições.

Para onde? Para perto dos bairros de trabalhadores. Qual o prejuízo? Parafraseando certo programa humorístico, pobre é quase gente. Então pode ser perturbado que não tem problema.

Mas logo mais o judiciário resolve esse problema e nós também, nas próximas eleições.







[i]  CODERP Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto
[ii] Jornal A Cidade de 10/04/2014
[iii]http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/04/mp-notifica-coderp-por-problemas-no-parque-de-exposicoes-de-ribeirao.html

Atingidos pelo Aeroporto Leite Lopes: Pesquisa na rua


Sábado de pesquisa na rua.

Diante da alteração na lei de uso, ocupação e parcelamento do solo e de intenções da Prefeita Dárcy Vera em ampliar o Aeroporto Leite Lopes de Ribeirão Preto, fomos para rua conversar com os moradores que moram próximos ou dentro da área que servirá para fazer a ampliação do aeroporto e que foi alterada pela última revisão aplicada na lei municipal de uso, ocupação e parcelamento do solo.

O objetivo da pesquisa era saber se os moradores da área tem conhecimento de como a ampliação do aeroporto pretende ser feita e atingirá diretamente suas vidas, e saber se eles tem conhecimento de que o lugar em que moram passou a ser de uso misto (residencial e comercial) para uso estritamente industrial.

A pesquisa que elaboramos fez as seguintes perguntas aos moradores;

- nome;
- endereço;
- você reside dentro da área que mostra o mapa? Se sim, há quanto tempo?;  
- pelo seu conhecimento seu bairro é para qual uso? (residencial, comercial, misto);
- em relação à ampliação do aeroporto você é a favor, contra, indiferente?;
- você conhece a lei complementar 2502/2012 que torna estritamente industrial a área?;
- você acha que esta lei pode ajudar, prejudicar ou é indiferente?;
- você acha que o aeroporto internacional deve ser feito nesta área, em outra área ou é indiferente?

Novas ações de rua para a pesquisa serão feitas porque temos conhecimento de que a situação é delicada e precisa ser muito bem estudada, esclarecida e debatida com a sociedade.

Neste momento não há condições legais, sociais, ambientais, urbanas e técnicas que permitam a ampliação do aeroporto Leite Lopes, fazendo-se necessário, então, a construção de um novo aeroporto em outra área de Ribeirão Preto ou de cidades próximas.

Nem os estudos de impacto ambiental (EIA) e do risco de impacto ao meio ambiente (RIMA) foram feitos ainda, e, por determinação legal, nenhuma ampliação na estrutura atual do aeroporto LL pode ser feita sem esses estudos. Portanto, como esses estudos ainda não existem qualquer ampliação que se avise, é, além de falaciosa, proibida, impossível, inviável e contraproducente.

Mas muita gente, infelizmente, ainda desconhece essas condições que impossibilitam a ampliação. Por isso é tão necessário e salutar essa iniciativa.


Raquel Montero