terça-feira, 28 de junho de 2016

A portaria do Comando da Aeronáutica e os prédios ao redor do Leite Lopes

http://www.blogdogaleno.com.br/ribeirao/colunista/291

Um levantamento feito por técnicos do Movimento pró Novo Aeroporto apontou alguns dos obstáculos contidos na Zona de Segurança Interna do Aeroporto Leite Lopes cujas alturas estão acima do limite permitido
Edifício Casablanca, ignorado pela licença ambiental que permite ampliação do Leite Lopes

Nós, moradores do entorno do aeroporto Leite Lopes, julgamos importante o workshop sobre atualização da Portaria 957/GC3 do Comando da Aeronáutica que acontece nesta terça-feira (28/6) em Ribeirão Preto, com palestra do major Eugênio Edison Silva, especialista do Cindacta I - Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. Essencialmente, a palestra tratará de novos procedimentos administrativos em nível nacional para o setor de construção civil, mas não deveria omitir-se quanto à situação de eventuais gabaritos irregulares para o caso do Aeroporto de Ribeirão Preto.

Acreditamos que o assunto está dentro da linha de investigação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), sobre a licença da ampliação do aeroporto autorizado pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Para quem não sabe, recentemente o Gaema questionou a licença ambiental que autoriza a internacionalização do aeroporto Leite Lopes.

Tal licença, por exemplo, desprezou por completo a existência desta Portaria 957/GC3 sobre a qual o major se refere. O Governo Federal, além da fiscalização, por meio do Comando da Aeronáutica,  teria a obrigação também de refutar a Licença da CETESB e não apenas amparar-se na mesma para executar as obras.

O que diz esta Portaria? Vamos a ela: (*) Dispõe sobre as restrições aos objetos projetados no espaço aéreo que possam afetar adversamente a segurança ou a regularidade das operações aéreas, e dá outras providências.

Um levantamento feito por técnicos do Movimento pró Novo Aeroporto, usando a ferramenta do Google Earth, apontou alguns dos obstáculos contidos na Zona de Segurança Interna do Aeroporto Leite Lopes (Portaria 957) cujas alturas estão acima do limite permitido de 45 metros.

A saber: Morro da Antiga Fazenda Morro da Vitória (atualmente denominado de Educandário Coronel Quito Junqueira) e edificações prediais na Avenida 13 de maio, dentre as quais o prédio que oferece maior risco é o Edifício Casablanca com cota de 651 metros, ou seja 74 metros de altura acima da cota de 549 m do aeroporto Leite Lopes.

Pelo Earth Google Pro, é possível fazer um corte no mapa e identificar todos os desníveis no trecho, mas para o caso específico do Leite Lopes, seria preciso ter em planta e corte o Plano de Zoneamento de Proteção para verificação precisa dos obstáculos em qualquer posição, ao que é recomendável que o Ministério Público ou a CEE uso do solo no entorno do aeroporto requisite o mapa da Zona de Segurança Interna já em planta e corte com todos os obstáculos que ultrapassem a cota de 549 metros do Aeroporto Leite Lopes em 45 metros.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Artigo de Morandini do Programa Larga Brasa defendendo ampliação do aeroporto recebe críticas

José Antônio Lages. É um lenga-lenga sem fim. Construam um novo aeroporto em local adequado. No Leite Lopes não é lugar de aeroporto internacional. Aliás, não é lugar nem para o que já está lá. E ficam inventando razões nada verdadeiras para justificar tamanha incompetência. Não tem nada de jogo de poderosos, Sr. Morandini. Vá direto no problema: são questões sociais, ambientais e jurídicas que impedem a internacionalização do Leite Lopes.

Pedro Alexandre Os Tucanos estão há mais de 20 anos no governo estadual. Se tivessem racionalidade social e boa vontade política, já teriam construído um aeroporto internacional fora da zona urbana de RP; o que não falta é área de usina quebrada que NUNCA irá pagar suas dívidas fiscais.

Marcos. Esclareço que minha representação feita ao MP contra a licença da CETESB virou inquérito mas não porque eu seja poderoso. A ação não é subterrânea, pelo contrário, é transparente. Sou a favor da geração de empregos e benefícios com as exportações a serem feitas pela região. 
O aeroporto internacional teria que ser construído em novo local da cidade e região, pois no Leite Lopes o espaço físico é insuficiente e tem vários empecilhos de ordem social , ambiental e jurídico.
Desde 1997 escuto a mesma teimosia de Somente no Leite Lopes a Qualquer Custo de setores conservadores que se dizem progressistas. Estes sim é que travam a vinda do aeroporto

terça-feira, 21 de junho de 2016

cetesb-faz-reuniao-de-emergencia

Adriana Dorazi
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmou, nesta segunda-feira, 20, que a Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental realizou reunião emergencial sobre o in­quérito instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público, para apurar suspeitas de irregularidades no laudo ambiental que autoriza a ampliação do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, con­forme o Tribuna noticiou no sábado, dia 18.
A equipe vai verificar infor­mações pendentes sobre o pro­cesso e deve divulgar comunicado oficial na tarde desta terça-feira, 21. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) também informou que recebeu na tarde da última sexta-feira, 17, ofício do Gaema referente ao pe­dido de esclarecimento em relação à licença, concedida pelo órgão ambiental em julho de 2014. “O Daesp informa ainda que, no que couber às competências do de­partamento, está à disposição do Gaema e irá prestar informações e esclarecimento sobre o assunto”.
Já a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), vinculada à Presidência da República, ressal­tou que o projeto de ampliação do terminal segue em curso, mas que dependerá das decisões tanto do MP quanto da Cetesb e Daesp para poder autorizar a liberação de recursos federais para a obra. O projeto conjunto – entre União, Es­tado e município – está orçado em mais de R$ 510 milhões.
O inquérito do MP foi aberto depois de denúncia enviada por Marcos Valério Sérgio, líder co­munitário no Jardim Aeroporto, com suspeitas de irregularidades no documento. Segundo denún­cia do grupo de moradores, a li­cença foi embasada em fatos não verdadeiros. “De acordo com a re­presentação, os vícios que caracte­rizam nulidade da licença seriam decorrentes de erros técnicos”.
Entre eles são citadas falhas como consideração incorreta de que houve deslocamento da pista, quando na verdade foi au­torizada a ampliação; licença de obras viárias no entorno sem projetos básicos e nem estudo de impacto de vizinhança, além de ausência de acesso de segu­rança de ciclistas e pedestres no túnel autorizado, e outros pro­blemas como risco de mudança em áreas verdes, sem previsão de recuperação. O promotor Luis Henrique Paccagnella deu prazo de 30 dias para a Cetesb e Daesp prestarem esclarecimentos.

sábado, 18 de junho de 2016

Gaema abre inquérito contra licença ambiental do Aeroporto

Adriana Dorazi
O impasse sobre a amplia­ção do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, tem novo fa­tor complicador. O promotor do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gae­ma), Luis Henrique Paccagnella, instaurou inquérito civil neste mês de junho para apurar a le­galidade da licença ambiental, emitida em 2013, pela Compa­nhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), para auto­rizar a obra de internacionali­zação do terminal.
Na carta enviada a Marcos Va­lério Sérgio, líder comunitário no Jardim Aeroporto, que provocou o Gaema com suspeitas de irre­gularidades no documento, o pro­motor informa que deu prazo de 30 dias para a Cetesb prestar escla­recimentos. O Departamento Ae­roviário do Estado de São Paulo (Daesp) também foi oficialmente notificado sobre o inquérito.
Segundo denúncia do grupo de moradores, a licença foi em­basada em fatos não verdadeiros. “De acordo com a representação, os vícios que caracterizam nulida­de da licença seriam decorrentes de erros técnicos”. Entre eles são citadas falhas como consideração incorreta de que houve desloca­mento da pista, quando na ver­dade foi autorizada a ampliação; licença de obras viárias no entorno sem projetos básicos nem estudo de impacto de vizinhança, além de ausência de acesso de segurança de ciclistas e pedestres no túnel au­torizado e outros problemas como risco de mudança em áreas verdes, sem previsão de recuperação.
Imbróglio – Paccagnella cita ações que tramitam na Justiça sobre as obras no Leite Lopes, mas explica que o inquérito é mais específico, não buscando o impedimento da obra, mas es­pecificamente analisar a validade ou nulidade da Licença Ambien­tal. Sem essa licença não podem ser remetidas verbas para a inter­nacionalização do terminal or­çada, ainda entre o final do ano passado e começo deste ano, em mais de R$ 500 milhões, com re­cursos divididos entre União, Es­tado e município.
Para o Movimento Pró Novo Aeroporto, a decisão foi uma con­quista. “Esse aeroporto nunca sai, sempre tem alguma coisa que em­perra, porque há uma estratégia mais interessada em privatização. Se as exigências técnicas fossem cumpridas, se erros não fossem sempre encobertos, já teria ficado evidente que a melhor solução, para esse problema de décadas, é um novo terminal em outro lugar. Também queremos progresso, mas do jeito certo para o meio ambiente e seguro para nós mora­dores, a cidade já engoliu esse ae­roporto”, resumiu Marcos Valério.
No início da noite de ontem, o Tribuna tentou contato com o Daesp e a Cetesb, mas não obte­ve retorno. Audiências públicas estão sendo realizadas na Câma­ra para analisar outros problemas da proposta de ampliação, como a desapropriação dos bairros no entorno, falta de plano para uso e ocupação do solo e uma determi­nação do Ministério Público Fede­ral de que não podem ser enviados recursos da União para a obra en­quanto houver ações tramitando na Justiça. A próxima audiência pública será realizada no Jardim Aeroporto, na tarde do dia 27.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

CEE Uso do solo no entorno do Aeroporto Leite Lopes

Necessária audiência para os bairros no entorno do Aeroporto

A Comissão Especial de Estudos é um trabalho sério, que não visa apenas o holofote da mídia ou do lobby pró-ampliação do aeroporto, de grande interesse comercial e político

A sala de comissões da Câmara Municipal estava lotada na noite desta segunda, 30/05, para tratar do Zoneamento do solo dos bairros no entorno do Leite Lopes. Das cerca de 40 pessoas, metade era morador do Jardim Aeroporto, da comunidade Nazaré Paulista e da comunidade do Jardim Jóquei Clube, principais interessados em que a região possa enfim, após décadas de abandono com a ameaça de ampliação do aeroporto, tornar-se um lugar melhor para se viver.

Cada componente da mesa expôs o tema por 15 minutos. Eram os vereadores Beto Cangussu e André da Silva, os urbanistas Augusto Valeri e Mauro Freitas, dois arquitetos representando o Secretário de Planejamento, Danilo e Marisa, e um advogado da Câmara, doutor Marcelo.

Os presentes também fizeram levantamentos, que foram respondidos ou encaminhados. Eli Mariano, da União de Movimentos de Moradia, sugeriu aos arquitetos da prefeitura áreas que poderiam ser alteradas de projeto de habitação de uso industrial para de interesse social. Um professor da USP questionou a falta de iluminação pública na região do aeroporto e o descuido com as áreas verdes do entorno. Líder comunitário da Nazaré Paulista, José Augusto solicitou a inclusão dos moradores em programa de desfavelamento.

Protocolei cinco perguntas, três delas serão levadas à Secretaria e outras duas foram esclarecidas, sobre a legislação de ruído da área e o porquê da Prefeitura ter tentado alterar o uso da área em 2012. Segundo os arquitetos, indústrias mostraram interesse de se instalar no local. Para o representante da Prefeitura, não haveria problema em mudar o zoneamento da região para industrial, pois as habitações já instaladas não seriam obrigadas a deixar o local. Como observou o arquiteto Mauro Freitas, a medida seria sim prejudicial, já que as fábricas mudam completamente a rotina e organização do bairro. 

O técnico da Prefeitura se mostrou honesto nos esclarecimentos, mas um tanto limitado quanto à abrangência da temática. Em todo caso, a Comissão Especial de Estudos é um trabalho sério, que não visa apenas o holofote da mídia ou do lobby pró-ampliação do aeroporto, de grande interesse comercial e político.

Confira agenda dos próximos encontros.

Servidor público, líder comunitário no entorno do Aeroporto Leite Lopes desde 1997 e membro do Movimento Pró Novo Aeroporto para a Região de Ribeirão Preto e do Movimento Pró Moradia e Cidadania.


sábado, 14 de maio de 2016

Movimento Pró Novo Aeroporto vai ao MPF contra laudo da CETESB!


Dando continuidade à sua luta contra a ampliação da pista do aeroporto Leite Lopes, um 'puxadinho' chamado de 'internacionalização', que inferniza a vida de quem vive no entorno do aeroporto desde 1999, o MPNA foi essa semana em audiência no Ministério Público Federal.

Segundo Marcos Sérgio, um dos sete representantes do movimento presentes à audiência, afirmou que o laudo da Cetesb, uma adequação ambiental que permite obras no local, é insuficiente e que há projeto de recuo da cabeceira da pista em 500 metros com uma alça de acesso, ou seja, tentam maquiar a ampliação da pista com a manobra de chamar isso de recuo de cabeceira.


Matéria completa no

A FALÁCIA DA INTERNACIONALIZAÇÃO DO AEROPORTO LEITE LOPES

Há anos, os grupos econômicos e políticos dominantes de Ribeirão Preto, escudados pela mídia local, vêm enganando a população com esta eterna novela da internacionalização do aeroporto Leite Lopes. Fazem questão de esconder a realidade. 

A realidade é que esta famigerada internacionalização está judicializada devido às seríssimas consequências ambientais e sociais que ela traria. Trata-se de um colossal absurdo um aeroporto dentro da área urbana. Chega a ser um crime! 

Congonhas aqui não! 

Saiba mais com a primeira parte deste CONEXÕES RIBEIRÃO.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Ribeirão Rodeo Music no Parque Permanente de Exposições – PUTZ de novo!

Os EVENTOS PUTZ, o PARQUE PERMANENTE DE EXPOSIÇÕES e o RIBEIRÃO RODEIO MUSIC


EVENTO PUTZ – aqui é empregado com o mesmo sentido no artigo de Arnaldo Jabor e que pode ser resumido na capacidade de meia dúzia de sem-noção serem explorados por empresários espertos que promovem eventos, com grave  perturbação do sossego das comunidades do entorno e  com o beneplácito do poder público.


Novamente o martírio dos pobres coitados dos moradores do entorno do Parque de exposições onde vai ocorrer mais um evento PUTZ que previa incluir o rodeio como esporte e em seguida um festival de música.        

O rodeio não vai acontecer mais a não ser que os organizadores levem essa aberração para fora da área urbana. Quem disse isso? A legislação em vigor, que o Ministério Público exigiu que fosse cumprida e o judiciário consolidou por liminar.

Temos uma ótima sugestão para onde levar o rodeio: para outro planeta.

Resta, no entanto, o que eles chamam de evento cultural, ou seja, o festival de música cuja zoeira decibélica  vai atordoar o sono de 2 finais de semana de dezenas de milhares de trabalhadores para que os fofinhos da classe média possam passar a noite toda pulando e esperneando iguais a cabritos, bem turbinados (sem turbinação ninguém agüenta ficar encabritado por todo esse tempo).

Mas se alguém quer participar de um evento desses, o que é que nós temos a ver com isso?

É o local que não é adequado. O som ultrapassa os limites biológicos de quem quer e precisa descansar depois de uma semana inteira de trabalho duro.

Que esses eventos sejam feitos em local longe da área urbana, que não perturbe as populações que são obrigadas a alugar os seus ouvidos para que o showbiz ganhe dinheiro e leve toda a grana embora, deixando apenas uns trocados, inclusive com a prefeitura, que cobra uma verdadeira merreca para alugar um espaço que foi planejado para ser um Centro de Exposições.

Mas esta  é a prefeitura que nós temos: mui amiga dos empresários e a cidade que se dane. Principalmente porque os prejudicados são os pobres trabalhadores pobres, que moram no entorno desse Parque de Exposições onde não acontece nenhuma exposição.

E, como a gente já sabe, para a prefeitura e os empresários do showbiz, pobre é um quase-gente, que não tem muitos direitos perante a fuçanguice pelo lucro.

Em 2014, em vistoria prévia feita pelo Ministério Público ao local,  constataram a seguinte situação de manutenção e também da civilidade dos frequentadores desses eventos:


Só mesmo sem-noção podem pagar os preços dos
 tais eventos culturais do PUTZ e conviver com todo 
este estado de manutenção de sanitários e do lixo
 por todo o lado.

Talvez estejam bem chapados ou  alienados para 
conviverem com isso e terem coragem de voltarem
 para o próximo.




Foto: Paulo Souza/ EPTV in G1 Ribeirão Franca 08/04/2014


Nessa inspeção onde o abandono e o mau uso ficaram patentes, um dos promotores avaliou, ressaltando o desvio de finalidade do parque, a realização de festas particulares com o agravante de que “este é um espaço público que não dá retorno algum para a comunidade”.

Essas festas particulares são aquelas em que toda a comunidade do entorno fica sem dormir por causa do ruído excessivo que dura a noite toda.

Como a frequência desses eventos  é de classe média e os atingidos são os pobres, é possível que possamos considerar esse abuso como sendo um conflito de classe.

Este problema tem solução? Depende apenas de nós, este ano tem eleições. Não transforme a urna num vaso sanitário. Vote consciente!




quinta-feira, 7 de abril de 2016

Prefeita não gosta de audiências

+opinião: Prefeita não gosta de audiências


Marcos Sérgio, do Movimento Pro Novo Aeroporto, comenta a notícia "Dárcy teme que Região Metropolitana seja novo Aeroporto".

"Aeroporto novo na região metropolitana é um dos objetivos do Movimento Pro Novo Aeroporto, portanto não haverá oposição por parte dele. A administração ideal busca consensos."

Em audiência pública, a prefeita Dárcy diz ter medo que a Região Metropolitana “acabe como o Leite Lopes”, referindo-se à não ampliação. Não teve ampliação do Aeroporto Leite Lopes porque o Movimento Pró Novo Aeroporto exige um aeroporto novo internacional que atenda as necessidades reais da região metropolitana e que esteja dentro de parâmetros sociais, econômicos e ambientais de baixo impacto.

Aeroporto novo na região metropolitana é um dos objetivos do Movimento Pro Novo Aeroporto, portanto não haverá oposição por parte dele.

Quanto à questão levantada de haver duas realidades, uma atrasada para o aeroporto e outra futurista para a região metropolitana, podemos acrescentar que dificilmente uma administração provinciana terá condições de entender a necessidade da região metropolitana com um aeroporto adequado que não cabe no Leite Lopes.

A culpa do atraso é dos SLQQC, entre os quais a Prefeita Darcy Vera faz parte.

(SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há a mais de 15 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto porque, para eles, Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes interessa, mesmo que a cidade e a região possam ficar sem Aeroporto Internacional.)

Na sua fala, a prefeita mostra também impaciência para as audiências obrigatórias, como se atrapalhassem os processos. Assim como as opiniões contrárias teriam atrapalhado na ampliação do aeroporto... As audiências públicas fazem parte da democracia representativa e a administração ideal seria a que as respeita, ouve opiniões opostas e busca consensos. Lembramos, por exemplo, que em 2012, a lei do uso do solo transformou todos os bairros residenciais do entorno do Leite Lopes em área industrial sem uma única audiência pública com os moradores da região. 

O próprio caso do aeroporto já estaria resolvido se a insistência não fosse mais importante que o diálogo.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que, há a mais de 15 anos, insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto porque, para eles, Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes interessa, mesmo que  a cidade e a região possam ficar sem Aeroporto Internacional.

Choramingam e reclamam que foram enganados


Fazia um tempinho que não tínhamos noticias dos donos e outros interessados  na ampliação do Leite Lopes, vulgo SLLQC.

Denuncia feita pelo Movimento Pro Novo Aeroporto junto ao Ministério Público Federal resultou numa recomendação à Secretaria de Aviação Civil para não investir nada no projeto de ampliação do Leite Lopes  enquanto houver pendências judiciais.

Uma entrevista recente publicada na revista Revide[1] com o presidente da TEAD[2] que manifestou suas preocupações, que impedem a ampliação da pista e por consequência, a operacionalização de seu Terminal de Cargas no aeroporto Leite Lopes:

A primeira consiste em que sempre inventam uma obra maior, como por exemplo, a construção de Terminais de Passageiros adequados para o porte de Ribeirão e o conforto de seus usuários.

Dessa forma, confessa que “A nossa parte cumprimos perfeitamente. Agora esperamos que o outro lado cumpra as promessas que fizeram.“ mas logo em seguida emenda “Não para nós da Tead, mas para os moradores de Ribeirão Preto” .

Prometeram alguma coisa em especial  à Tead? E não cumpriram? Quem prometeu? E completa que a ampliação do Leite Lopes é bom para os moradores?

Que moradores serão beneficiados? Certamente que não serão os moradores do entorno porque eles se uniram, criando o Movimento Pro Novo Aeroporto, exatamente com o objetivo de que o aeroporto de cargas seja numa nova infraestrutura fora da área urbana. E isso desde 1995. E ainda por cima, por Lei.

Quais seriam os moradores beneficiados pela ampliação do Leite Lopes e prejudicados pela construção de um aeroporto novo, como outros municípios menores já fizeram?

Ou será que estamos falando  de interesses corporativos prejudicados pela construção de um aeroporto novo?

A mentira sempre tem perna curta

Quem poderia prometer alguma coisa à Tead no que se refere à ampliação do Leite Lopes, se a simples existência no local atual era ilegal? Mentiram para a Tead e isso é muito feio.

Precisamos de um Lava-Rápido só para estudarmos essas falsas promessas.

Agora estamos esperando um ‘iluminado do céu’ para resolver isso. Esta situação está hilária. Nos sentimos impotentes, no fim das contas quem paga o pato é o empresário, como diz a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Quem paga o pato desse desacerto, já faz 20 anos, todo é o povo de Ribeirão Preto e região, futura Região Metropolitana, que não consegue ter um novo aeroporto adequado ao seu desenvolvimento atual.

Aeroporto novo e em nova área, que permita ser ampliado sem causar danos socioambientais, sempre que o crescimento regional assim o exigir, pelos mesmos custos que desejam gastar com a tal ampliação impossível e indesejável.

E especificamente os moradores do entorno do Leite Lopes que estão sendo prejudicados, inclusive com a sua saúde, poupanças de toda uma vida de trabalho e segurança.

E tudo isso por quê? Porque alguém prometeu a uma determinada empresa que ela iria ganhar um aeroporto cargueiro só para ela, sem nenhuma preocupação com as necessidades e conforto dos usuários e dos moradores, bastando para isso construir um Terminal de Cargas que logo em seguida ganharia uma pista ampliada e paga com dinheiro público, apenas para garantir um lucrinho a essa empresa.

Que presentaço!

Que vergonha,  minha gente

Se fossem um pouco mais inteligentes, depois da derrota sofrida em 2008, teriam conseguido entender que um aeroporto novo seria o melhor negócio, mesmo para essa empresa e todos nós estaríamos felizes: nós, moradores, com um aeroporto decente e a empresa concessionária garantindo os seus lucrinhos.

E até os políticos locais, provincianos, oportunistas e subalternos, evocariam para si, que eles fizeram o novo aeroporto que Ribeirão Preto e região merecem.

Logo no inicio da entrevista, afirma que “Não há solução, pelo menos não se conhece alguma.”  mas existe sim e sabe muito bem qual é: a construção de um aeroporto novo, a menos é claro, que seja necessário uma nova licitação para o Terminal de Cargas e aí apareça mais que um concorrente....

E o tempo perdido, desde 2005, em que estamos discutindo isso com as últimas administrações, já seria suficiente para construir pelo menos dois aeroportos.

Quando assistimos à verborragia de que vivemos uma crise econômica por causa disto e daquilo, na verdade começamos a suspeitar que é mesmo é por incompetência de alguns empresários  e de certas entidades que os congregam.

A incompreensão é maior quando não querem admitir que sem verbas federais, por não terem um projeto sério que as justifiquem, ficam chorando pelos quatro quadrantes, esperando que o “iluminado” deus Mercado, faça o milagre da liberação das verbas sem que haja um projeto.

Talvez possam estar esperando por outro milagre do “iluminado” deus Mercado que faça  o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo executar algumas obrinhas que facilitem um eventual e futuro leilão que favoreça grupos econômicos interessados por adquirirem um aeroporto sucateado, remendado e inviável.

É simplesmente deplorável que Ribeirão Preto,  candidata a capital metropolitana, tenha que  passar por um vexame desses.

Vamos lá minha gente, incompreendida e inconformada com a realidade  de que foram enganados por políticos provincianos e que não têm competência para nada, e gritem junto conosco:


Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área



[2] Empresa responsável pela administração e construção do terminal de cargas do Leite Lopes, em Ribeirão Preto, vencedora da licitação, coincidentemente com um único concorrente.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Dialoga Ribeirão e movimento Pró Novo Aeroporto realizam evento no Jardim Aeroporto


Fotos: Filipe Peres

Neste domingo, na Paróquia Maria Mãe do Povo, no Jardim Aeroporto, se realizou um importante evento envolvendo a população local no debate sobre a situação do entorno do Leite Lopes e a temática do aeroporto internacional.

O evento foi realizado pelo Dialoga Ribeirão, instrumento de debate incluído na elaboração do Programa de Governo Popular do PT de Ribeirão Preto e coordenado pelo escritor Galeno Amorim, e pelo Movimento Pró-Novo Aeroporto, integrado pelo líder comunitário Marcos Sérgio, o urbanista Mauro Freitas e pelo Padre Chico, capelão dos movimentos sociais da cidade.

Mauro Freitas 

Marcos Sérgio 

Galeno Amorim 

Padre Chico

O evento, com mais de 200 pessoas, incluindo moradores das comunidades Nazaré Paulista, João Pessoa e Comunidade da Mata, contou ainda com a participação dos promotores Antônio Alberto Machado e Marcelo Goulart.

Alberto Machado destacou a importância de se ouvir a população sobre a temática do Leite Lopes e disse que é preciso organizar a pressão popular para barrar de vez o projeto de ampliação do Leite Lopes baseado na expulsão de pessoas das suas casas. "Que bom que enterramos de vez o 'decola Ribeirão' e estamos inaugurando hoje aqui o 'dialoga Ribeirão'", pontuou.

Marcelo Goulart relembrou a luta de mais de 20 anos contra a internacionalização do Leite Lopes e se disse feliz por estar de volta a Ribeirão e voltar a ser um parceiro da população do entorno do aeroporto.

Como anfitrião do evento, o padre Angelino resumiu: "Vou chamar o que está acontecendo hoje aqui de gotinha de esperança, um alento no nosso esforço de buscar melhorar a vida das pessoas".

Ana Cláudia, advogada social da NAJURP (Núcleo de Assessoria Jurídica Popular de Ribeirão Preto) e militante do coletivo Brigadas Populares, que desenvolve importante trabalho junto às comunidades e ocupações no entorno contra as remoções forçadas que impactam a vida das pessoas, destacou em sua fala que o direito à moradia é um direito humano que precisa ser exercido na prática e não apenas ficar na letra da lei.


A promessa recorrente e esdrúxula de internacionalização do Leite Lopes inferniza tanto as populações de comunidades e ocupações, ameaçadas de remoções, quanto os já proprietários moradores dos bairros do entorno, devido ao fato do Poder Público desejar alterar para industrial o uso e ocupação do solo de toda a região.


Como proposta para o imbróglio, o Dialoga Ribeirão trouxe a projeto de construção de um aeroporto regional em Rincão, em uma posição estratégica entre Ribeirão Preto, Araraquara e São Carlos. "Um aeroporto de grande porte, de padrão internacional, multimodal e localizado fora dos perímetros urbanos, assim como ocorre no mundo todo", afirmou o Prefeito de Rincão, Amarildo Bolito, presente no evento.

O aeroporto regional pode ser a resposta para a ampliação da capacidade logística e econômica de toda a região, resolvendo a questão jurídica do Leite Lopes e trazendo segurança para investimentos na região, congelados há 20 anos por causa da briga jurídica sobre sua internacionalização, como bem pontuou em sua fala o urbanista Mauro Freitas.

O blog O Calçadão mais uma vez esteve presente e reafirmamos nossa posição contrária à internacionalização do Leite Lopes, pois não se pode colocar aviões cargueiros pousando e decolando dentro da cidade, e por defendermos a urbanização e regularização das comunidades do entorno, acabando de vez com a violenta e falida política de remoções forçadas da população sem teto que luta por moradia.

Nesses tempos de ódio e fascismo advindos de parte da classe média brasileira, é preciso destacar o clima de paz e profundidade nos debates que envolveu todo o evento, provando que nas periferias, nos bairros populares não há ódio, há luta e esperança na construção de um Brasil mais justo.

Estaremos sempre presente junto com a população mais pobre da cidade.

Equipe O Calçadão