domingo, 20 de novembro de 2011

Conversa para boi dormir ou então acham que o Movimento Pró Novo Aeroporto, o Ministério Publico e o Judiciário são constituídos por analfabetos funcionais ?

Saiu no Jornal A Cidade de 15/11/2011 (Coluna do Névio Archibal)

Aeroporto

Alckmin também comentou sobre a situação do aeroporto Leite Lopes. Ainda sem prazo para resolver o imbróglio sobre o aumento da pista, o tucano diz que tudo está acertado para conseguir fazer a obra sem ferir o acordo judicial que veta qualquer mudança. Segundo ele, a expectativa é licitar a ampliação "o mais rápido possível.

Interessantes declarações para quem costuma insistir que o deslocamento da pista do Leite Lopes não é ampliação:

Não tem prazo para resolver o imbróglio sobre o aumento da pista mas vai licitar a ampliação o mais rápido possível. Cabe a pergunta: Não seria mais sensato, resolver o imbróglio e só depois fazer a licitação? Talvez fosse interessante resolver primeiro o projeto porque o que foi apresentado vai necessitar de avião com marcha à ré!

E qual é o tal de imbróglio? Fazer a obra sem ferir o acordo judicial que veta qualquer mudança.

E qual é a mudança? Um certo deslocamento da pista do lado de uma cabeceira, que será deslocada mas não demolida, e compensada com igual deslocamento para o lado da outra cabeceira, empurrando uma avenida de interesse vital para o trânsito local. Afirma que esse deslocamento não é uma ampliação e, portanto não fere o acordo judicial. No entanto, na mesma noticia é citado que esse aumento da pista é uma ampliação.

Estranhas declarações. Ou é conversa para boi dormir ou então acham que o Movimento Pro Novo Aeroporto, o Ministério Publico e o Judiciário são constituídos por analfabetos funcionais que poderão ser enrolados com lero-lero semântico e assim resolver o imbróglio.

Vamos dar uma dica: se em lugar de ficarem desperdiçando recursos financeiros e humanos tentando resolver esse imbróglio com saidinhas desse naipe, simplesmente começassem os estudos para o Novo Aeroporto de Ribeirão Preto, em nova área, para depois fazerem a licitação da obra?

Sabendo-se do boicote midiático à alternativa Novo Aeroporto, o Movimento Pro Novo Aeroporto promove estes comentários para que seja possível contrapor à manipulação a verdadeira informação , porque sabe que

Povo esclarecido jamais será iludido

Quem deveria estar na frente dessa reivindicação (Novo Aeroporto) deveria ser o executivo municipal junto com as forças vivas locais, por exigência legal (Lei 501/95 que exigia a relocação do aeroporto). Infelizmente isso não aconteceu.

O executivo municipal, em duas administrações seguidas, apóia e insiste no puxadão da pista do Leite Lopes e aplaudido pelas autodenominadas forças vivas locais que demonstram não passarem de múmias que esqueceram o caminho de volta aos sarcófagos. Mas vamos ensinar esse caminho.
Para isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tentativa de driblar o acordo judicial


Informativo do Movimento

NOVO AEROPORTO DE RIBEIRÃO PRETO E        REGIÃO
      Novo Aeroporto já!

18/11/2011

Você sabia:

Saiu publicado na imprensa: Para driblar o acordo judicial que impede a ampliação do aeroporto , o governo estadual anunciou que ela será encurtada em 500 metros no bairro Quintino e ampliada em outros 500 metros em direção à Avenida Thomaz Alberto Whately.
Comentários –
1             Se este eventual encurtamento em um dos lados for  apenas o desuso dos 500 metros de pista, caracterizará promessa enganosa, pois no decorrer do tempo de forma irresponsável e com comprometimento da segurança,  iriam reutilizá-la novamente.
2             O fato de ter de deixar inoperativos 500 metros de um lado da  pista, que serão  substituídos por outros construídos para o outro lado, significa que existe sim uma ampliação, já que uma das cabeceiras estava fronteira à avenida  e para fazer essa manobra semântica, essa mesma avenida deverá ser desviada. Como sabemos que o comprimento da pista ficou delimitado aos 2100 metros atuais, isso inclui os limites físicos (posição) atuais  porque a sua ampliação (ou deslocamento) irá causar problemas urbanísticos graves, além de manter a insegurança ao entorno pelo uso de aeronaves maiores e mais potentes – no caso a avenida e outras comunidades, principalmente porque não vai resolver o problema do comprimento mínimo da pista que o aeroporto requere.
3             Não é normal querer-se valer de estratagemas lingüísticos ou semânticos para tentar driblar uma sentença judicial, em lugar da competência técnica. O Movimento Pro Novo Aeroporto, o Ministério Público  e o Judiciário não são constituídos por analfabetos funcionais que vão aceitar uma estultice dessas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não somos analfabetos funcionais

Já nos referimos e relatámos o Fórum Ribeirão 2021, promovido pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Este Fórum foi organizado para discutir as principais demandas de Ribeirão Preto para os próximos 10 anos.  Para isso, foram convidadas a participar diversas personalidades do município e, após as discussões em cada grupo ou Comissão, organizaram Audiências Públicas para avaliação, discussão e aprovação das propostas. 

A Comissão presidida pelo vereador Maurilio Romano Machado que tratou da necessidade de se construir um novo aeroporto para atender às necessidades de Ribeirão Preto e sua região metropolitana porque o Leite Lopes não teria essa condição, não teve nenhuma cobertura de seus trabalhos na mídia escrita nem televisiva local.

Essa ausência de cobertura midiática, que não ocorreu com as outras Comissões, pode ter ocorrido por distração editorial. Mas alguns adeptos da teoria da conspiração logo devem ter vaticinado essa ausência midiática como sendo a manifestação mais evidente da manipulação da mídia local em não noticiar nada que indique que o Leite Lopes é apenas um estropício aeronáutico, sem futuro.  

O interessante é que é a terceira vez que a Câmara Municipal aprova a necessidade de um novo aeroporto para Ribeirão. A primeira em 1995 quando aprovou a Lei Complementar 501;  a segunda este ano através da Comissão Especial de Estudos sobre o Aeroporto de Ribeirão, sob a presidência do vereador Jorge Parada; e finalmente neste Fórum 2021.

O que mais será necessário para que o município, Câmara Municipal e Prefeitura, comece a pressionar o Governo do Estado para que esse novo aeroporto possa começar a ser estudado e se pare de inventar lero-lero sobre a tal ampliação que  não é ampliação (eles dizem), não passa de uma relocação para nos convencer que o Leite Lopes tem solução?

Considerando estar o Aeroporto Leite Lopes dentro da cidade e não correspondendo às necessidades locais  e regionais, continuamos achar  que a necessidade de um NOVO AEROPORTO, definitivo, em local adequado e amplo, deveria ser prioritária para não comprometermos o desenvolvimento regional, já em rápido processo de esvaziamento e decadência, se comparado com outras regiões do Estado de S. Paulo.
Se não lutarmos agora pelo aeroporto internacional de Ribeirão Preto, novo e definitivo, em local adequado, outra cidade como Bauru, Uberlândia ou outra, poderá obtê-lo, e pela  pequena distância dela a esta cidade, ficaremos por décadas privados de ter o nosso.
Essa importante questão tratada de forma imediatista e tão primária, contrariando toda a argumentação de ordem técnica e o bom senso, estará comprometendo o futuro das gerações vindouras, com o aval de quem mais deveria zelar pelos interesses de nossos cidadãos, isto é, o Poder Público Municipal local, que nem sequer admite a possibilidade do estudo de alternativas aos propósitos do DAESP, que quer simplesmente se ver livre do Leite Lopes, tido como o melhor dentre todos por eles administrados.
Lembramos ainda que seremos cobaias neste processo, podendo ocorrer situações irremediáveis, como temos visto acontecer em processos de privatização de rodovias, telecomunicações, energia elétrica e outros, com problemas de toda a ordem.
[...]
Basta de mediocridade e improvisações partindo de vários escalões de Poder Púlico, nefastas ao BRASIL e sua sofrida população – PRECISAMOS DE MAIS COMPETÊNCIA E SERIEDADE NO TRATO DE SEUS INÚMEROS PROBLEMAS!
(Jorge de Azevedo Pires, Pensando Ribeirão Preto ontem, hoje e amanhã, edição do autor, Ribeirão Preto, 2011)

Este artigo foi publicado em diversos jornais locais em 2006. Já se passaram 5 anos e essas considerações  ainda continuam atuais. Mudaram os alcaides locais mas a posição contra o novo aeroporto continua sendo política de governo.

Depois de todos os estudos sérios terem forçado o DAESP a aceitar a não ampliação do Leite Lopes, através de sentença judicial em 2008,, essas forças contrárias à construção de um novo aeroporto, voltam agora renovadas em suas manobras,  e afirmam que se deslocarem a pista em 500 metros (abandonando esse comprimento na cabeceira do Quintino) não constitui ampliação nem contraria a sentença judicial.

É evidente que se existir o deslocamento da pista, existe o deslocamento da curva de ruído e obrigará ao desvio da avenida Thomaz Alberto Wately. Portanto, será necessário preparar outro Estudo de Impacto Ambiental e que inclua o Estudo de Impacto de Vizinhança., os quais deverão comprovar da necessidade e eficiência dessa alternativa e que esse tal deslocamento permitirá a operação de aeronaves cargueiras com segurança.

É evidente que a cidade será prejudicada em sua mobilidade e sistema viário, colocando em sério risco de segurança os usurários da avenida relocada, principalmente quando a aeronave estaciona para “puxar motores” no inicio do rolamento para decolagem e ficará muito difícil de provar que uma pista de 2100 metros operacionais são suficientes, quando se sabe que para a altitude de Ribeirão Preto, é que a pista tenha o comprimento mínimo de 3300 metros (preferencialmente 3900 m) mais as áreas de escape, num total de 5.000 metros (preferencialmente 7.000 a 9.000 m) .

Seria também necessário provar que os 500 metros deslocados não seriam utilizados, já que ficariam “dando sopa”, sendo portanto uma tentação para permitir, posteriormente, a sua utilização por aeronaves maiores e geradores de mais lucro para os futuros donos do aeroporto, já que sabemos que  o objetivo do Governo do Estado é o de doá-lo à iniciativa privada através de licitação.

Querer justificar a ampliação da pista do Leite Lopes, alegando que a simples relocação da pista não é ampliação e por isso não altera o acordo, leva-nos a considerar como anormal querer-se valer de estratagemas lingüísticos ou semânticos para tentar driblar uma sentença judicial, em lugar da competência técnica. O Movimento Pro Novo Aeroporto, o Ministério Público  e o Judiciário não são constituídos por analfabetos funcionais que vão aceitar uma estultice dessas.
Parafraseando o Prof. Jorge Pires: Basta de mediocridade e improvisações partindo de vários escalões de Poder Público, nefastas ao BRASIL e sua sofrida população – PRECISAMOS DE MAIS COMPETÊNCIA E SERIEDADE NO TRATO DE SEUS INÚMEROS PROBLEMAS!

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Forum Ribeirão Preto 2021

A Câmara Municipal organizou um Fórum para estudo das demandas a serem resolvidas no município para os próximos 10 anos. Por isso o Fórum 2021. Foi organizado segundo Comissões e depois dos estudos desenvolvidos, promove uma Audiência Pública para discussão dos temas e aprovação das propostas.

No passado dia 07/11/2011, foi a Audiência Pública da Comissão da Indústria, Comércio e Prestação de Serviços, sob a presidência do vereador Maurílio Romano Machado.  O Movimento Pró Novo Aeroporto soube que nessas propostas existia uma especifica sobre o Aeroporto e, por isso, tinha que estar presente. E esteve com a sua faixa padrão exigindo um Novo Aeroporto Já.

Também o Movimento Pro Novo Aeroporto se fez presente e  ao utilizar a tribuna, ressaltou que não foram os moradores do bairro que invadiram o entorno do aeroporto mas sim o Leite Lopes quando de um simples aeródromo (campo de aviação) se transformou em aeroporto e passou a ser utilizado por aeronaves mais potentes, logo barulhentas, acabando com a convivência pacifica que havia com os aviões pequenos  que demandavam as instalações que existiam. Também lembrou da manipulação da  mídia sobre o Leite Lopes que se recusa a três coisas fundamentais: promover a discussão do problema aeroporto; reconhecer e divulgar que o Leite Lopes internacional não é unanimidade da comunidade e que se refere apenas ao Leite Lopes como sendo a única alternativa para Ribeirão. Qualquer assunto que contrarie essas  diretrizes, a mídia não divulga, por opção.

Vamos transcrever a proposta dessa Comissão:

9       trabalhar no sentido de proporcionar a Ribeirão Preto a existência de um Aeroporto condizente com o futuro e reais necessidades da cidade e região, com as seguintes considerações e sugestões:
9.1   Considerando que o Aeroporto Leite Lopes já está alocado praticamente dentro da cidade, cuja situação urbana e conseqüente reflexos sociais será agravada nos próximos 10 a 20 anos com tal permanência e/ou expansão;
Considerando  que para atender a operação de grandes equipamentos (aviões) que fazem o cargo aéreo seria necessária a ampliação da pista em pelo menos 1.200 metros além das áreas necessárias às cabeceiras de pistas atingindo o comprimento mínimo de 3.300 metros de pista útil, o que pela situação físico-geográfica se torna impraticável;
9.2   Sugerir que o Aeroporto Leite Lopes seja adequado às necessidades atuais, tais como melhorias no Terminal de Passageiros, instalação de todos os equipamentos de segurança de vôos necessários à uma operação adequada, implantação de áreas de estacionamento provisório de veículos, implantação de divisas e muros no seu entorno visando a segurança e evitando às  invasões, completa limpeza em toda a região evitando áreas sujas com resto de lixo que atraem pássaros;
        Completa sinalização em toda a área como forma de orientar a chegada e saída de veículos, evitar a ocupação desordenada em sua vizinhança de forma a não comprometer a operação aérea do Aeroporto.
9.3   Sugerir a demarcação com as devidas normas e posturas urbanas e conseqüente desapropriação de uma área dentro do município de Ribeirão Preto com pelo menos 225 alqueires e que tenha um comprimento de pelo menos 5.000 metros, para ser objeto de instalação de um futuro e moderno aeroporto, que pelas suas características, possa ser efetivamente utilizado como internacional de Passageiros e de Carga – com a promoção de uma Licitação Pública a empresa vencedora pagaria ao Poder Público a título de lance mínimo o valor anteriormente utilizado na desapropriação e ficaria incumbida de num prazo máximo de 05 anos a projetar e construir um novo aeroporto passando a administrá-lo por um prazo aprox. 30 anos.
9.4   Com tal forma de procedimento Ribeirão Preto teria nos próximos anos um Aeroporto com condições mínimas para atender adequadamente o movimento aéreo regional e nacional, e após a construção do novo aeroporto, que então se feito dessa forma não traria nenhum custo direto ao Poder Público, agregaria de fato e de direito à cidade e região uma estrutura aeroportuária condizente com a operação das futuras necessidades de passageiros e de cargo internacional.   
9.5   Em conjunto com a iniciativa privada, propor a implantação ao lado do novo aeroporto de uma grande área para instalação de indústrias de montagem e não poluente, utilizando o novo aeroporto como porta de entrada e de saída para os produtos a nível internacional, e no devido tempo poder pleitear ao Governo Federal a transformação dessa área em Zona Franca à semelhança de Manaus, passando aí sim, Ribeirão Preto e Região, ter um impulso expressivo na sua economia.

Uma outra proposta também foi feita pela Comissão e que é muito importante também para o tema Aeroporto, e que passamos a transcrever:

8       Trabalho no sentido de exigir das autoridades municipais e estaduais a imediata implantação da Região Metropolitana  de Ribeirão Preto conforme estudo e proposta em andamento, como forma de integração das economias nas cidades envolvidas e fortalecimento da classe empresarial

Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade na Audiência Pública.

Comentários do Movimento Pro Novo Aeroporto:

Sobre a mídia:

Qualquer trabalho da Câmara Municipal merece a cobertura da imprensa e normalmente assim acontece. Sobre este Fórum Ribeirão Preto 2021 não poderia ser diferente. E não foi, a menos de um pequeno detalhe: todas as Comissões promoveram as suas Audiências Públicas e ocorreu a necessária cobertura jornalística com exceção desta, que não teve praticamente nenhuma e muito menos a referência à necessidade de um novo aeroporto porque seria necessário divulgar que o Leite Lopes é incapaz de promover a necessária infra-estrutura para servir de vetor de desenvolvimento para Ribeirão e região, principalmente quando se pensa como uma região metropolitana.

Fica, portanto, a suspeita de que a mídia trabalha com a informação dirigida, omitindo-a quando a informação pode destruir campanhas em curso. O nome dessa atitude é manipulação da informação e é muito bem definida por Chomsky.

Quanto às conclusões da Audiência foi realmente uma pena que a mídia não tivesse feito a divulgação necessária e com o destaque merecido, porque foram apresentadas propostas muito úteis.

Sobre o Forum

1             Pela segunda vez este ano,  na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, se aprova a construção de um Novo Aeroporto, ficando claro que o Leite Lopes não tem condições de atender às necessidades de Ribeirão Preto e Região;
2             Pelo texto confirma-se que:
a) A pista que os SLLQC querem impingir a Ribeirão Preto é curta;
b) A localização do Leite Lopes é inadequada para o aeroporto que Ribeirão Preto e Região merece e precisa;
c) Não demora mais que 5 anos para construir um novo aeroporto;
d) É possível construir um novo aeroporto sem ônus para o Poder Público;
e) É possível implantar uma Zona Franca no entorno – projetado e planejado – do novo aeroporto;
f)  Importante a implantação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto como vetor de desenvolvimento da regional e, por consequência, da necessidade de um novo aeroporto para atender à futura demanda.
3             Usando-se de bom senso e da inteligência que lhe serve de base, é possível termos um aeroporto moderno e apto a vir a ter as condições de se tornar um aeroporto internacional de verdade, tanto de passageiros como de carga, saindo da visão estreita de que Ribeirão Preto é uma cidadezinha grande do interior mas sim a cidade sede de uma macro região metropolitana e como tal tem que ser planejada e entendida.
4             Quando o tema aeroporto é discutido de verdade a conclusão é óbvia e é a apresentada pelo Fórum da necessidade de um novo aeroporto.  Essa constatação nos conduz às seguintes conclusões:
a)   Que a manipulação da mídia  só é necessária para esconder essa verdade;
b)    Que não precisamos ficar à mercê da pressão política de setores empresariais equivocados, mas infelizmente ainda influentes na política local;
c)   Que não podemos nos submeter ao desejo de “estrelismo político” de gestões municipais sucessivas que nada têm feito para agregar valor a Ribeirão Preto  mas que apenas querem aparecer e insistem para a ampliação do Leite Lopes, na expectativa que essa obra aconteça em sua administração como grande jogada de marketing político, já que fora isso não têm nada para mostrar.


Povo esclarecido jamais será iludido

E por isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

sábado, 12 de novembro de 2011

Artigo: O Movimento Responde – comentários do leitores

01 - Adriano Gosuen


Prezados senhores, quero agradecer aos esclarecimentos encaminhados.
Realmente insistir em um remendo no aeroporto Leite Lopes mostra a falta de visão dos dirigentes brasileiros ou interesses escusos de uns poucos favorecidos.

Moro em Durham, New Hampshire/EUA, numa região em que o aeroporto de carga, o Pease International ( http://www.peasedev.org/) opera dia e noite, pois diferente do Leite Lopes, é distante da área urbana.

Diferente do Leite Lopes, ele foi planejado, desde o início para ser de carga, o que permitiu criar um parque de 275 empresas no entorno, que o utilizam intensamente.

O aeroporto é um sucesso porque foi pensado para atender o melhor da região, trazendo investimentos e empregos para mais de 8 cidades do entorno.

Sinceramente, tenho vergonha de ver a falta de visão empresarial dos que insistem nesse remendo que querem fazer no Leite Lopes.
A população não é obrigada a entender do assunto, mas os empresários e dirigentes tem a obrigação de pensarem o tema com o profissionalismo necessário.

Assusta-me a visão provinciana e tacanha dos que se satisfazem com um remendo que não vai atender nossa região e será superada em menos de 10 anos.
Só posso pensar que, como sempre, os dirigentes pensam mais em si mesmos e nos seus probleminhas paroquiais do que no desenvolvimento econômico sustentado da região.

Adriano Gosuen, Durham/USA
Podem publicar à vontade.


02 - Genival J. Silva



midiapub@terra.com.br para mim

Ola!
Esta é exatamente a posição que está contemplada no Projeto e Propostas de Governo do candidato Fernando Chiarelli para Prefeito. A conservação do atual aeroporto e a construção de um  novo aeroporto, preferencialmente em Ribeirão Preto.

Abs.

Genival J. Silva


____________________________________________ 

03 - Prezado Adriano Gosuen, a cidade não é planejada como um todo,  e nem as secretarias estão articuladas politicamente, o Plano Diretor não é discutido de forma adequada, os dados e informações não são tratados de forma adequada, um horror como pode ser discutido com os profissionais técnicos? e com a sociedade? Se o Plano Diretor não estiver sedimentado  na administração imagine a gestão integrada do território!

Arq. Dra. Monica Kofler/Ribeirão Preto.
__________________________________________________________
04 From: wjpharma@terra.com.br
To: novoaeroporto-emnovaarea-emribeirao@hotmail.com
Subject: Antonio Campinas
Date: Tue, 8 Nov 2011 13:30:57 -0200


Permita me uma contribuição . A av paralela ao aeroporto Leite Lopes chama se Tomas Alberto Whatelly e não Antonio Albert .
De: novoaeroporto-emnovaarea emribeirao
Para: wjpharma@terra.com.br 
Grato pela correção.
Corrigido para – Thomaz Alberto Whately

From: wjpharma@terra.com.br
To: novoaeroporto-emnovaarea-emribeirao@hotmail.com
Eu quem agradeço o retorno .

Fui aluno da primeira turma do colégio Tomaz A whately na rua Goiaz com Luis Barreto nos anos 60  e andei no trem da extinta ferrovia são Paulo e minas cujo leito foi na atual Av Dr Tomaz A Whately que no inicio da mesma tinha

Uma pequena estação cujo nome era SANBRA  ( sociedade algodoeira do nordeste brasileiro ) .

Me lembro com saudades do ronco potente nas arrancadas para decolar dos famosos D C com 28 poltronas .

Abraços companheiro .





quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Taxistas do Aeroporto Leite Lopes solicitam mediação da Prefeitura em decisão do Daesp


Saiu no site da Prefeitura:

Ribeirão Preto, 08 de Novembro de 2011
Taxistas do Aeroporto Leite Lopes solicitam mediação da Prefeitura em decisão do Daesp

Daesp - Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo-, determinou a realocação dos taxistas para 30 m do antigo local

Foto: Carlos Natal

Taxistas conversam com a prefeita sobre a realocação do ponto e consequente  redução do movimento  

Nesta segunda-feira, dia 7, a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, recebeu a solicitação de um grupo de taxistas, que prestam serviços no Ponto de Táxi do Aeroporto Leite Lopes. Eles querem que a prefeita os apóie contra a determinação do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – Daesp, que proibiu a transição e estacionamento de táxis na principal rua de acesso ao Aeroporto. A decisão ocasionou o realocamento dos taxistas para 30 metros do antigo local.
De acordo com os taxistas, a iniciativa prejudicou o desenvolvimento das atividades. “O movimento tem caído e os usuários têm sido prejudicados. Em dias de chuva por exemplo, é complicado para que as pessoas possam atravessar a rua. Já presenciamos mulheres com crianças e malas com dificuldade para fazer a travessia. Por isso pedimos a intervenção da prefeita, que sempre tem mostrado preocupação quanto as questões da cidade”, disse o taxista Robson Alexandre Enout, que trabalha há 17 anos no local.

Comentários:
Antes de relocar o ponto, deveriam ter construido o abrigo do ponto.
Aliás isso deveria ter sido previsto e definido quando fizeram o tal projeto de ampliação do Terminal de Passageiros que a Prefeitura aprovou, incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança.
Isso representa a falta de respeito do DAESP e seus projetistas para com os passageiros, os taxistas. Essa falta de respeito também se transfere para a cidade como um todo e para a sua população, quando apresentam esses projetos milagrosos do puxadão da pista.
E tudo isso foi feito  com o aval da prefeitura.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Movimento Responde

De:
Enviada:
sexta-feira, 28 de outubro de 2011 20:44:27
Para:

O Movimento Responde:

(leitor está em azul /resposta do movimento em preto)

Prezados,

Venho recebendo há algum tempo os e-mails de vocês e confesso que não
entendo o radicalismo apresentado contra a existência e a manutenção do Leite
Lopes, no local em que se encontra.
Nós não somos radicais mas simplesmente coerentes com conceitos definidos em 1995, quando na elaboração do texto da Lei do Plano Diretor (LC 501/95) a sociedade civil, o executivo municipal e o legislativo definiram com base em estudos geopolíticos, urbanísticos, sócio-ambientais e aeroportuários (prof Corsini da USP-SCarlos), decidiram pela relocação do Leite Lopes, por se tratar  de uma estrutura incompatível com a sua localização, tanto no presente (1995) como no futuro.
Nessa época não existiam interesses econômicos específicos sobre o uso do Leite Lopes.
Quando esses interesses apareceram, a partir de 1997/99, entidades que defendiam a relocação do Leite Lopes mudaram de opinião (ou viraram a casaca, como se dizia antigamente) e passaram a defender com unhas e dentes a ampliação do Leite Lopes como a única alternativa possível.
Importante lembrar que todos os argumentos pro-Leite Lopes também se aplicariam a um aeroporto novo mas esses interesses impediram sistemática e radicalmente a discussão do tema, dando a ampliação como fato consumado a ser imposto ao município e sua população.
Relevante lembrar que os interesses econômicos ligados à ampliação do Leite Lopes tanto em 1997/1999, como 2005/2008 e 2010/2011 têm sede fora de Ribeirão Preto, visando apenas o lucro sem nenhuma relação com o desenvolvimento local e regional e muito menos com a segurança das populações diretamente afetadas.
Em 2007/2008 ficou técnica e cientificamente comprovado que o uso do Leite Lopes como aeroporto cargueiro era inadequado sob todos os pontos de vista, desde o econômico, o operacional, o de segurança, o sócio-ambiental e geopolítico regional. Por isso o portentoso estudo que foi feito para defender o projeto da ampliação do Leite Lopes foi desmascarado e declarado como de péssima qualidade pelo próprio Governo do Estado, através do CONSEMA, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e foi mandado refazer.
Portanto, não existe nenhum radicalismo nem intransigência quando se exige a construção de um novo aeroporto.  Existe sim coerência e consistência de atitudes que não mudam ao sabor dos interesses espúrios e políticos de terceira linha.
Radicalismo existe entre os que, contrariando os fatos e de forma intransigente, insistem em não deixar construir um aeroporto novo.  Nenhuma alegação pode superar a realidade técnica e científica.
Só para lembrar, o Movimento não é contra o Leite Lopes onde está mas sim contra a sua ampliação.
Uma das alternativas consiste em termos dois aeroportos, sendo um internacional e outro no Leite Lopes mas com uso aviônico e de aviação geral. Bauru tem dois aeroportos. Rio Preto vai ter dois também. Porque é que Ribeirão só pode ter um e inadequado?
Num país onde os sindicalistas detem o poder, imaginar que um novo aeroporto
surja por essas plagas é no minimo sonhar e se iludir com o impoderavel, para
não dizer, o impossivel.
O Leite Lopes é um aeroporto sob administração do Governo do Estado de S. Paulo e não tem nenhum sindicalista no poder. O que tem tido, e principalmente no governo municipal, são governos com ligações muito intimas (intimas demais para o gosto de muito cidadão ribeirão-pretano) com os setores canavieiros e imobiliários e que tanto têm prejudicado o município.
Importante ressaltar que tanto o Governo do Estado de S. Paulo como o Governo Municipal, ambos ideologicamente alinhados com o neo-liberalismo, insistem em ampliar o Leite Lopes com o nosso rico dinheirinho para depois o ceder, através de licitação, à exploração da iniciativa privada em lugar de deixar o Leite Lopes como está, dando-lhe outro uso econômico dentro de sua vocação aviônica e  providenciar a construção de um novo aeroporto, adequado às necessidades da região, no presente e no futuro.
Principalmente quando se sabe que a construção de um novo aeroporto, que demora entre 3 e 5 anos, pode ultrapassar o mandato do político de terceira linha empossado no poder. É isso que vem acontecendo nos últimos 16 anos com os sucessivos mandatos municipais e estaduais.
Como o interesse em ampliar o Leite Lopes é em grande parte do Governo do Estado para doá-lo à iniciativa privada, será muito difícil de imaginar que um prefeito, neo-liberal dos canaviais e também subserviente, seja contrário a essa política e exija um novo aeroporto.
Apenas a mobilização popular e um Movimento Pro Novo Aeroporto forte e consistente poderá se opor a esse tipo de política.
2012 está chegando e esperamos que Ribeirão Preto e a região consigam eleger estadistas para os seus governos municipais, para podermos começar a ver uma luz no fundo do túnel.

 Se com R$ 30/40 milhões se consegue transformar o Leite Lopes num aeroporto
que atenda perfeitamente a necessidade de Ribeirão e região e mesmo assim essa
novela vem se arrastando há 7 ou 8 anos, o que dizer da necessidade de mais de
150 milhões para a construção de um novo aeroporto [...]
Até agora já gastaram quase isso e não chegamos a nenhum aeroporto sequer perto da decência, quanto mais que atenda às necessidades de Ribeirão e região. Atenderá aos interesses da privatização do sitio e dos interesses de uma empresa que vai explorar um terminal insignificante  de cargas internacionais, dirigido muito mais para a importações do que para as exportações, por falta de pista.
Se fossem gastar essa quantia para conseguir esse aeroporto que atenda às necessidades locais e regionais, isso teria ficado demonstrado no estudo que apresentaram em 2008. Como não o conseguiram, isso significa que, qualquer investimento no Leite Lopes nunca o irá transformar em outra coisa que nada. Será sempre um desperdício de dinheiro público e o único prejudicado será o município como um todo (e a região) que nunca mais poderá ter um sitio aeroportuário adequado a sustentar o seu desenvolvimento por falta de um vetor importante: um aeroporto adequado.
Por outro lado, se o custo for de 150 milhões, sabendo-se que um aeroporto demora entre 3 e 5 anos para ser construído, o investimento seria de 30 milhões por ano, por 5 anos, valor este absolutamente irrelevante para a capacidade econômica da região.  
Um consórcio intermunicipal formada com os municípios interessados resolveria o problema e já estaríamos perto da inauguração desse aeroporto internacional, se ele tivesse sido começado em 2008, se não existissem esses setores radicais que apenas querem o Leite Lopes ampliado a qualquer custo.
[...] e que provavelmente nem sequer poderia se localizar no municipio de Ribeirão Preto, pois duvido que se encontre área no perímetro municipal que atenda essa necessidade. Muito
provavelmente perderíamos para Serrana ou mesmo Sertãozinho o aeroporto, por
possuírem esses municípios áreas muito mais favoráveis para esse fim.
Quando nos referimos a um aeroporto internacional para Ribeirão Preto, admitimos que o municipio seja a sede de uma macro-região (ou região metropolitana) sendo portanto irrelevante para as receitas municipais a sua localização. Desde que esteja dentro da área de influência.
Em 1995 foi definida a saída do aeroporto da área urbana. Existia uma área excelente mas lá construíram um presídio. Em 2008 outras áreas compatíveis foram identificadas mas hoje estão ocupadas com loteamentos, o que nos leva a supor que outros interesses fundiários e imobiliários mandam mais na cidade do que os interesses de desenvolvimento econômico do município.
Por outro lado, parece-nos absolutamente irrelevante se o aeroporto (o segundo) ficará dentro do município de Ribeirão ou se parte em um e parte em outro, dependendo do melhor lugar para a implantação do sitio aeroportuário mais adequado para a região. Essa exigência pode ser considerada como Bairrismo?  E por acaso “bairrismo” é fator de desenvolvimento econômico?

Muitas vezes se atribui ao aeroporto uma fantástica arrecadação municipal. Bem, como se sabe, o Leite Lopes tem trânsito de passageiros e de cargas, até em volume com relativa relevância. A sua utilização com cargas internacionais não iria alterar o cenário tributário, mas apenas ampliar o seu volume arrecadatório.

E sabem qual é a arrecadação do Leite Lopes hoje para o município? Um vereador – Maurilio Machado Romano - fez essa pergunta à Secretaria Municipal da Fazenda. Sabem qual foi a resposta? “Zero de arrecadação municipal” foi a resposta. Nem mesmo paga IPTU.
E S. Paulo, quando relocou o seu aeroporto internacional para Guarulhos, por acaso perdeu alguma coisa de arrecadação? E Guarulhos, por acaso aumentou a sua arrecadação? 

O mais sensato ao meu ver, é buscar soluções viáveis, práticas e exequiveis.
Sem dúvida que sim. Por isso é que precisamos de um novo aeroporto que atenda às necessidades atuais da região e contenha área suficiente para que possa atender às futuras ampliações no numero de pista e no seu comprimento para apoiar o desenvolvimento regional, dando-lhe o suporte necessário.
Segundo a  última versão espatafúrdia do tal “deslocamento da pista que não é ampliação” sabe qual será o resultado, com o desvio da avenida Thomaz Albert Whately para contornar a nova cabeceira?
No aeroporto Santos Dumont, onde inventaram uma via nessas condições (nos tempos dos aviões a hélice), aviões a jato, quando estacionam para se prepararem para a operação de decolagem e “puxam os motores” já mataram vários motoristas e passageiros infortunados que passaram nessa via no momento inadequado.
A seguir um pequeno vídeo sobre o aeroporto na ilha de San Martin, onde esse fenômeno é atração turística. Mas será trágico para a avenida onde transitam pedestres, ciclistas, motociclistas e carros.  Esse é o tal aeroporto adequado que os defensores radicais da ampliação do Leite Lopes querem obrigar Ribeirão Preto a aceitar.

Contra fatos não há argumentos. Por isso o Movimento exige
O Leite Lopes fica como está!
Um novo aeroporto, em nova área,  já!


 
Cordiais saudações

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

carta aberta do SASP - Sindicato dos Arquitetos no Estado de SP

Prezados:

Encaminho anexo carta aberta do SASP - Sindicato dos Arquitetos no Estado de SP para apoio.
Solicito divulgação  e retorno das entidades que  concordarem com os termos

Mauro Freitas - freimauro@yahoo.com.br



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

USP - solidariedade e rejeição das indignas perseguições

Solicitamos apoio a Ana Maria Mello, brava companheira de lutas democráticas, cujo histórico consta do texto do Adriano Gosuen que segue abaixo.
Aos que aderirem, favor assinar a petição a ser acessada pelo endereço eletrônico:
http://www.change.org/petitions/usp-perseguies-na-usp


'A funcionária Ana Mello'

Fiquei amigo da Ana Mello quando participamos das lutas por creches. E por conhecer sua luta e militância pela educação minha revolta com relação a tudo isso fica maior.
Há mais de 30 anos Ana Mello tem seu nome vinculado ao movimento por creches da cidade de SP, do Estado e do país. Ela ajudou a implantar e articular redes de defesa da educação infantil pelo país todo. Foi ao Acre, ajudar a articular o Fórum de Educação Infantil de lá, foi ao Maranhão trabalhar com educação infantil de quilombolas, articulou desde o comecinho o Movimento Interfórum de Educação Infantil do Brasil (MIEIB - http://www.mieib.org.br), hoje a maior rede de defesa do direito à creche, com ramificações em todos os estados e chegando a cidades longínguas do país todo.
A Ana Mello também atuou muito no movimento "Ciranda em Defesa da Educação Infantil" de Ribeirão Preto (http://ciranda-educacao.blogspot.com/) que reuniu a OAB, o Conselho de Psicologia, o Conselho de Serviços Sociais, a Pastoral da Criança e a Promotoria da Infância e Juventude (entre outros) numa pressão articulada e organizada em promoção de creche de qualidade. O resultado foram: 1) a construção, pelo poder público, de 9 equipamentos de creche/pré-escola em menos de 2 anos, sendo que não construíram nessa velocidade há mais de 20 anos e, 2) A execução de mais de 3 mil Mandados de Segurança para garantir vaga em creche ou pré-escola para as crianças de Ribeirão Preto.
Houve mesmo a troca de Secretário Municipal de Educação no processo e, em seu discurso de posse, ele não falou em outra coisa que não fosse em fazer creches e atender a pressão popular. Sim, popular, o movimento ia aos bairros, reunia-se com as famílias pobres e lhes explicava seu direito legal! Tudo isso com a liderança da Ana Mello.
A Ana também vem lutando pela regulamentação das creches no Estado de São Paulo, tendo participado ativamente das discussões para a elaboração da regulamentação na cidade e no Estado de São Paulo.
'A USP ainda não é plenamente regulamentada'
Agora, pasme, a USP ainda hoje é uma das poucas instituições brasileiras que não tem regulamentação plena. Seus professores não sÃo enquadrados da forma como a lei determina. Há mais de 15 anos existe uma discussão sobre como fazê-lo. Veja que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é de 1996 e até hoje a USP está irregular em suas creches.
Por fim, no meu modo de ver, arrumaram uma forma de tentar se livrar da funcionária que luta pela legalização do direito à creche e do direito da criança.
Não é bem curioso que tudo isso se dê em tempos de perseguição à Faculdade de Direito e em tempos em que as placas da Usp falam em "revolução de 1964"?
Não bastasse as placas chamando a ditadura militar de 1964 de "revolução", não bastasse à perseguição implacável à Faculdade de Direito, a Reitoria tem instalado um clima de pânico quando o assunto são as manifestações internas da comunidade. Os mais frágeis amedrontaram-se e o clima anda bem ruim...
'Procedimentos justos e legais'
Se as demissões forem aprovadas - sem um procedimento verdadeiramente justo, público e correto - a USP reinstalará em seu microcosmo, a ditadura que cassa o direito democrático. Em pleno século XXI, com o país tendo superado seu passado autoritário mais retrógrado.
Fica meu apelo à USP e sua reitoria para que anule as medidas em curso e nunca mais utilize o decreto do entulho autoritário que vem usando contra seus funcionários e alunos.
Não é essa a USP na qual eu me formei. não é essa a USP que quero deixar para os paulistas e brasileiros que ainda virão.
Há um abaixo-assinado na internet, caso ache pertinente. Se concordar, peço sua ajuda assinando a manifestação abaixo e repassando aos que possam se interessar. Abraços.

Caso possa divulgar no site ou investigar mais aprofundadamente, agradeço imensamente.
Grande abraço, Adriano Gosuen.