quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O MOVIMENTO RESPONDE

Um modelo de concepção para o novo Aeroporto

O blog do Movimento Pro Novo Aeroporto está sempre em atividade. E por isso recebe muitos retornos de seus leitores. Alguns reclamando de nossos posicionamentos, outros elogiando-os  e também outros fornecendo informações úteis, como o que se segue: 

Se puderem  dêem  uma estudada no que fizeram na Suécia, no final da  década 70  inicio década 80 (eu estava por lá)
O aeroporto de Bromma estava e ainda está dentro cidade, e não tiveram dúvida, os estudos técnicos levaram a que ficasse regional e construíram  Arlanda  (45 km) com toda a facilidade de todo tipo de transporte coletivo de qualidade que imaginar 
até a cidade.

É verdade. Esse tipo de comportamento é o usual em países de elevado nível de vida em razão de um alto nível de educação formal que não permite que pessoas despreparadas possam assumir funções publicas para administrar o país.  Por isso lá não existem  SLLQC* para impedirem o desenvolvimento adequado no sentido do bem comum.

Não vamos descrever esses aeroportos nem mesmo de sua rede de transporte público em direção à cidade (Estocolmo) e  ao entorno.

Vamos dar asas à nossa criatividade e esboçar uma alternativa para um Novo Aeroporto (equivalente ao de Arlanda) destinado para vôos regionais e internacionais, enquanto o atual Leite Lopes, permanecendo como está, destina-se, entre outras atividades, à aviação geral e de helicópteros (equivalente ao de Bromma).

Aeroporto novo fora da área urbana, com um plano diretor que o transforme naquilo que hoje caracteriza um aeroporto moderno: uma cidade aeroportuária.

Uma área com capacidade de suportar as futuras ampliações, com toda a sua infra-estrutura de aeródromo e de terminais de carga e de passageiros; toda uma infra-estrutura de apoio tais como lojas, restaurantes e um entorno protegido do zoneamento de ruído, ao contrário do que aconteceu no Leite Lopes, podendo ser uma parte ocupada por instalações de um grande parque de exposições, com local para eventos de médio a grande porte, como festivais de música que atrapalhariam a população se fossem feitos dentro da área urbana, como é feito hoje. Talvez até comportando uma Agrishow.   O restante da área ocupada por um zoneamento agrícola permanente, por exemplo produzindo produtos agrícolas de exportação (frutas, flores, etc). Poderia ser também um zoneamento industrial com a produção dirigida para a alta tecnologia com valor agregado para exportação.

Para atender a toda essa demanda um sistema viário de via expressa correndo paralelamente a um sistema metroviário para a cidade com conexão com as cidades vizinhas. No caso de Estocolmo trens de alta velocidade para cidades até 40/50 km, o que no nosso caso poderia ser  admitido desde Ribeirão Preto até Franca,  Taquaritinga,  Araraquara, Orlândia, etc. e, numa visão futurista, conexão com o futuro trem bala para S. Paulo.

Para que isto possa se tornar possível é necessário primeiro ter um projeto bem definido e uma estrutura administrativa e política metropolitana dirigida por estadistas, para poder viabilizar tanto no aspecto técnico e administrativo mas também uma política de investimentos, estabelecendo prazos.

Seria, é claro, um plano a ser implantado no médio prazo, que é muito maior que o prazo de duração de uma administração política.

Esse é o gargalo para a implantação de qualquer empreendimento sério em Ribeirão Preto: competência, visão no longo prazo e capacidade de implantar algo que será inaugurado por outro administrador.

Olhando para as últimas administrações, o que podemos esperar?

Uma dessas outras administrações, ninguém sabe muito bem porquê, resolve acabar com o terminal de ônibus em frente à rodoviária e distribuiu todas as linhas pelas ruas próximas, gerando o maior caos tanto para os pedestres, os passageiros e o próprio trânsito.

A anterior vem e faz aquilo que se atreveu a chamar de terminal de ônibus, composto por aquele monte de pontos alinhados, tudo a céu aberto e sem proteção nenhuma para os passageiros que ficam expostos à chuva. 

A atual, apenas a insistência em afirmar que um novo aeroporto demora 10 anos para ser construído e que para se definir um sitio aeroportuário não é necessário ser especialista, bastando passear de helicóptero e olhar para baixo, apontar com o dedo  e assustar os moradores de classe B da zona sul com a hipótese de terem que conviver com um aeroporto.

Com esse padrão de administrações que nós mesmos temos elegido, podemos esperar algo mais do que a estreiteza de se contentarem com um puxadinho/puxadão no Leite Lopes?

Podemos esperar atitudes de estadista com uma visão de longo prazo?

Dirão que não adianta ter visão se não tiver dinheiro. Pois é: vamos ter a copa e o dinheiro apareceu, sem precisar recorrer ao FMI. Então falta de dinheiro não é.  Certamente que é falta de estadista.

Por isso é que continuamos a insistir:

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

Mas para isso é indispensável que

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

* SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Seminário Gramsci convida

Palestra seguida de debate

Tema: A via italiana ao socialismo
·       Em debate, as teses do heterodoxo comunismo italiano, especialmente aquelas elaboradas por Palmiro Togliatti, como a “democracia progressiva”, “democracia de tipo novo” , “partido novo”, “policentrismo”, “unidade na diversidade”, que desembocariam mais tarde no eurocomunismo

Palestrante: Marco Mondaini
·       graduado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990), Mestrado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1995), Doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998), com pesquisas feitas no Instituto Gramsci de Roma/Itália (1997) e Pós-Doutorado junto ao Departamento de Teoria e História do Direito da Universidade de Florença/Itália (2009)
·       Professor Adjunto do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fazendo parte do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (PPGSS) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM)
·       tem experiência nas áreas de História e Serviço Social, com ênfase em História Contemporânea e Fundamentos do Serviço Social, em particular no estudo da História dos Direitos Humanos e do Pensamento de Esquerda Italiano
·       autor dos livros: Do stalinismo à democracia: Palmiro togliatti e a construção da via italiana ao socialismo (FAP-Contraponto); Direitos Humanos (Contexto); Direitos Humanos no Brasil (FAP-Contraponto) e Sociedade e Acesso à Justiça (Universitária da UFPE-Kairós)
·       selecionou os textos de Enrico Berlinguer que compõem o livro Democracia, valor universal (FAP-Contraponto)

Dia: quarta-feira, 14.12.2011, às 19h30
Local: Memorial da Classe Operária – UGT, rua José Bonifácio, 59, centro, Ribeirão Preto

Não perca!!!
Entrada franca - Confirme sua presença

domingo, 11 de dezembro de 2011

ANALISE SOBRE O CRESCIMENTO DOS AEROPORTOS DO DAESP

Uma análise feita por um jornal local, mostrou o crescimento (em percentagem) do movimento de passageiros dos aeroportos administrados pelo DAESP, concluindo algumas coisas interessantes com base nesses dados:

O  Leite Lopes, em Ribeirão Preto, contrariou os prognósticos do setor aéreo e não despontou como o terminal que mais cresceu no transporte de passageiros este ano.

O Leite Lopes ocupa a sexta posição entre os 30 aeroportos sob o comando do Daesp, com um crescimento de 43,1% no transporte de passageiros entre outubro do ano passado e outubro deste ano, segundo os últimos dados divulgados pela Secretaria de Transporte do Estado de São Paulo.

Vamos analisar alguns desses dados:

Nº ordem
CIDADE
OUT 2010
(passageiros)
OUT 2011
(passageiros)
aumento  percentual
Variação real
(passageiros)
1
Piracicaba
145
404
178,6
259
2
Marília
3442
7541
120,3
4099
3
Araçatuba
7151
11096
55,1
3445
4
Rio Preto
38304
57631
50,4
19327
5
Barretos
138
205
48,5
67
6
Ribeirão Preto
61592
88139
43,1
26547
10
Presidente Prudente
18683
24544
31,3
5861


Pela analise simplista de aumentos percentuais o leite Lopes ficou em 6º lugar, mas com um movimento aumentado de 26547 passageiros, ou seja, um aumento real de 65,7 vezes maior que o máximo de passageiros do 1º classificado.

Ou, se quisermos analisar sob o ponto de vista de capacidade de terminal de Passageiros (TPS), supondo o valor de Outubro de 2011 como valor médio mensal, teremos um transito de passageiros anual de 1.057.668 para Ribeirão contra 4048 para o 1º colocado, cujo volume de passageiros representaria, para o Leite Lopes, um aumento de 14 cadeiras no seu terminal.

Precisamos de tomar cuidado com análises estatísticas para que os resultados não saiam desvirtuados: é claro que o Leite Lopes é o aeroporto que mais cresceu dentre os administrados pelo DAESP e o segundo foi o de Rio Preto, que já está providenciando o seu segundo aeroporto

E a conclusão é óbvia: independentemente se é internacional de cargas ou não, apenas como regional, continuando este ritmo de crescimento, o Leite Lopes já está ultrapassado e precisa de grandes investimentos no aumento de sua infra-estrutura aeroportuária. O único problema é que na área disponível não é possível de implantar essa infra-estrutura.

Os dados estatísticos, quando analisados da forma correta, mais uma vez  sinalizam com a necessidade de um novo aeroporto em área compatível para acompanhar o futuro desenvolvimento regional.

É por isso que insistimos

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Movimento Responde:

RESPOSTA A UM LEITOR DE JUNDIAÍ

Um leitor de Jundiaí nos enviou a seguinte pergunta na parte comentários de matéria veiculada no blog sobre o barulho do aeroporto de Jundiaí:

Em Jundiaí continuamos incomodados com o barulho dos aviões que pousam e aterrizam 24 HORAS POR DIA!!! É um absurdo!!! Como resolver esta situação???


Como se vê e principalmente se sente por vibração e audição, a maior parte dos aeroportos existentes e em particular os administrados pelo DAESP, estão muito mal localizados, não levando em conta a obrigação de se garantir às comunidades do seu entorno a qualidade de vida ambiental que a Constituição garante.

Não conhecemos a história da dinâmica urbana entre o aeroporto – provavelmente um campinho de aviação – e a ocupação territorial do seu entorno.

Por uma questão de analogia com Congonhas, Cumbica e o Leite Lopes, o aeroporto de Jundiaí deve ter crescido já dentro de uma urbanização já consolidada. Por analogia com os aeroportos citados, também deveria ter sido construído em local mais adequado e deixado o campinho de aviação do jeitinho que estava.

Ou então, se fosse possível imaginar o poder publico com a capacidade de ter uma visão de futuro, que desde o inicio desse campinho, tivesse adquirido uma área compatível com um futuro aeroporto e definido legislação urbana que definisse qual o tipo de ocupação poderia ter sido permitida.

Não fez isso, por várias razões. Uma delas, o estado prefere deixar as coisas correr à balda e depois, através de desapropriações nunca pagas ou muito mal pagas, aumentar a área patrimonial do sitio.

Como são áreas ao lado de aeródromos, sempre nas periferias da cidade (nas décadas de 50, hoje dentro da área urbana), foram ocupadas por comunidades pobres, sem dinheiro para pagar a advogados para defenderem os seus direitos, é claro, se soubessem que tinham direitos a serem defendidos.

O poder público contrata  estudos para justificarem essas expansões onde  “demonstram cientificamente” que não causam mal nenhum às comunidades e, muito pelo contrário, até “promovem”, o desenvolvimento local.

A fim de obterem o apoio do restante da população da cidade, alegam que o erro cometido foi por culpa desta população local que se estabeleceu irregularmente no zoneamento de ruídos.

Usando a tática da manipulação da opinião pública e desvirtuando  a realidade, muitas vezes com o apoio da mídia,  alegam que a  construção de novos aeroportos alternativamente às expansões não é a solução, pois o problema da ocupação irregular do entorno se repetiria pois a população pobre novamente se estabeleceria irregularmente próxima ao novo aeroporto.

“Esquecem-se” de informar que essas construções foram feitas dentro da legislação municipal, com projetos aprovados, com habite-se.

Exatamente a mesma coisa que ocorreu com o Leite Lopes. Eles tentaram mas foram mal sucedidos, porque aqui existe uma sociedade civil forte baseada na mobilização popular que juntamente com o Ministério Público e o Judiciário acabaram com a Farra do Boi Aeroportuário. No caso, o boi da farra seria a comunidade do entorno, com direito a ser maltratada de forma permanente e exposta a risco aeroportuário enquanto os interesses econômicos diretamente ligados a essas ampliações recebem os seus lucros, certas elites locais ficam com algumas migalhas desse bolo para poderem defender esses interesses e o poder publico gasta o seu dinheiro (que é o nosso) para que esses empreendimentos sejam lucrativos e atrativos para o empresariado ligado a esse setor.

O que fazer então em Jundiaí?

O básico. Em primeiro lugar reunir as associações de bairro e outras  entidades da sociedade civil no entorno de uma política de preservação da qualidade de vida das comunidades do entorno do aeroporto.

Estudar quais os diplomas legais que permitiram essas ampliações, já que provavelmente essas ampliações – mesmo que apenas na potencia das aeronaves -  não seguiram as exigências legais de um Estudo Prévio de Impacto Ambiental, o tal de EIA-RIMA, de modo a fundamentar novos estudos, sérios e técnica e cientificamente baseados, que identifiquem todas as mazelas urbanas, sócio-ambientais, de segurança aeronáutica e outras e que comprovem que a estrutura do aeroporto funciona adequadamente dentro das exigências legais, preservando-se a incolumidade pública.

A palavra chave é, sem dúvida, a capacidade de mobilização popular e, se conseguir o apoio da imprensa e da classe política a solução é mais fácil.

Uma primeira etapa, seria mobilizar o Judiciário através do Ministério Público e exigir um estudo de ruído, que deverá estar dentro da norma de ruído em área urbana e providenciar o fechamento do aeroporto em horário noturno.

Jundiaí tem mais sorte que Ribeirão Preto: não tem SLLQC *!

Outro ponto importante é a organização local que vise a um aeroporto que preserve  a qualidade de vida da população; a organização regional, junto com outros Movimento tais como o Pro Novo Aeroporto de Ribeirão e o de Congonhas e o de Cumbica; e finalmente a organização de um Movimento Nacional Pro Aeroportos Seguros.

Ribeirão Preto está solidário com Jundiaí e esperamos que consigam vencer mais essa falta de responsabilidade de nossas autoridades aeronáuticas que permitiram que a situação chegasse ao ponto que chegou.

Como o apoio político é importante, outro ponto a ser levado em conta também para Jundiaí está em aproveitar as eleições do ano que vem, começando desde já a questionar os futuros candidatos a esse respeito. Por isso,

Povo esclarecido jamais será iludido

E por isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista


·        SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve.

Esclarecimentos aos leitores e ao COMUR

Alguns leitores, baseados no trecho abaixo, parte do nosso comentário sobre a Audiência Publica sobre o projeto de lei de reforma da Lei de Uso e Ocupação do Solo formularam alguns questionamentos de que o texto deu a entender que o COMUR apoiou a questão do Aeroporto, que na realidade não foi discutida por esse Conselho:

"No dia 30 de Novembro aconteceu na Câmara Municipal a 6ª e última Audiência Pública promovida pela administração municipal para apresentar  as razões para a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo e escutar a opinião publica a esse respeito, para eventuais correções e adaptações do texto a ser apresentado ao legislativo para aprovação.
 Dois fatos foram marcantes antes da Audiência:
 O Conselho Municipal de Urbanismo (COMUR) após estudar a proposta  de alteração da legislação, aprovou a recomendação ....
 O segundo fato foi a análise desse projeto de lei, repudiado pelo COMUR e pelas forças vivas da cidade, no que se refere às normas urbanísticas relativas ao aeroporto.  A análise caracterizou que a administração municipal, prosseguindo na sua ação de braço político dos SLLQC, insiste em que Ribeirão Preto só pode ter um aeroporto e que apenas deve se adaptar ao Plano de Zoneamento de Ruído, citando ...."

Parece-nos que o texto não deu a entender que o Comur tenha discutido ou aprovado a questão do aeroporto, mas apenas que o texto do projeto de lei foi repudiado pelo COMUR e pelas forças vivas da cidade.

Mas, se o texto pode ter sugerido essa interpretação, cabe-nos aceitar a reclamação, pedir desculpas pela eventual dubiedade do texto e esclarecer que na verdade o COMUR não discutiu nada sobre o Aeroporto e, portanto, não poderia ter aprovado absolutamente nada a esse respeito.

O Grupo Gestor

domingo, 4 de dezembro de 2011

Audiência Pública para revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo

No dia 30 de Novembro aconteceu na Câmara Municipal a 6ª e última Audiência Pública promovida pela administração municipal para apresentar  as razões para a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo e escutar a opinião publica a esse respeito, para eventuais correções e adaptações do texto a ser apresentado ao legislativo para aprovação.

Dois fatos foram marcantes antes da Audiência:

O Conselho Municipal de Urbanismo (COMUR) após estudar a proposta  de alteração da legislação, em aprovou a recomendação:

 “de que se interrompa a análise e processo de aprovação da referida Lei Complementar, voltando-a para ampla discussão com a Sociedade. Adicionalmente e em tempo, propomos e fortemente recomendamos que se inicie um processo amplo, participativo, inteligente e oportuno de discussão e revisão do Plano Diretor (Lei 501) como um todo, ligando-o completamente a todas as Leis Complementares, quais sejam: Uso do Solo, Código de Obras, do Meio Ambiente, do Sistema Viário e do Mobiliário Urbano.”

O segundo fato foi a análise desse projeto de lei, repudiado pelo COMUR e pelas forças vivas da cidade, no que se refere às normas urbanísticas relativas ao aeroporto.  A análise caracterizou que a administração municipal, prosseguindo na sua ação de braço político dos SLLQC, insiste em que Ribeirão Preto só pode ter um aeroporto e que apenas deve se adaptar ao Plano de Zoneamento de Ruído, citando outras exigências de uma forma tão genérica que provavelmente não tem nenhuma pretensão em seguir, além de não definir um zoneamento específico exigido por uma solução do CONAMA.

Desta análise, o Movimento Pro Novo Aeroporto elaborou proposta específica, com a análise técnica necessária para alteração da proposta de lei e, conforme definido pelo regulamento da Audiência, entregou um oficio nesse sentido na Secretaria de Planejamento e Gestão Pública.

Durante a Audiência Pública, que encheu a sala, foi perguntado aos técnicos que estavam expondo os critérios da proposta de lei, se tinham recebido o oficio do Movimento ao que foi informado que nenhum deles tomou conhecimento. Em razão disso, o Movimento, por intermédio da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto, apresentou o documento ao plenário e deixou clara a estranheza de que esse documento não houvera sido analisado pela comissão técnica. O impacto dessa declaração em pleno Plenário causou impacto na mesa, como pode ser visto na foto.



Independentemente desse fato, uma das características do Movimento é o de se apresentar em todos os eventos onde o problema aeroporto seja assunto discutido. Por isso, lá estava representado pela faixa “O LEITE LOPES COMO ESTÁ – UM NOVO AEROPORTO JÁ” como se mostra na foto. Embora a foto claramente mostre a câmera da Clube filmando a faixa, na apresentação do noticiário, essa imagem não aparece.


 
Deve ter passado despercebido pela edição ou então é uma clara demonstração de boicote da imprensa de qualquer evento que reprove a ampliação do Leite Lopes. Também a apresentação do representante do Movimento ao Plenário não foi mostrada na reportagem. Apenas a parte final de uma entrevista, sendo retirado todo o assunto relativo ao Leite Lopes e ao Novo Aeroporto, limitando-se a uma frase final de que a participação do Movimento era uma exigência da cidadania.

Como comentário final, pareceu que todas as justificativas dadas para o aumento da área de expansão urbana para o lado noroeste foi uma compensação pelas perdas territoriais na Zona Leste, por exigências ambientais. Aparentemente a prefeitura está mais preocupada com os interesses da especulação imobiliária do que com o bem estar da população, já que incentiva aos investimentos onde não existe infra-estrutura urbana tais como escolas, postos de saúde, interceptores de esgoto e outros equipamentos urbanos que requerem recursos públicos para serem implantados, enquanto sobram dentro da área urbana grandes vazios urbanos.

Se não foi este o vetor que orientou essa expansão urbana, essa foi a impressão que ficou.

Por este motivo, o Movimento Pro Novo Aeroporto se solidariza com o COMUR e apóia integralmente a sua recomendação de que se interrompa imediatamente a análise e o processo de aprovação desse proposta de lei e que se inicie um processo serio, amplo, participativo, inteligente e oportuno para a sua discussão com a  Sociedade Civil.

O nome disso é Democracia Participativa e é uma exigência da Constituição e do Estatuto das Cidades.

Para garantir a Democracia Participativa é necessário que todos nós saibamos votar bem. Para isso, o Movimento Pro Novo Aeroporto recomenda:

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Acidentes são menores em aeroportos com áreas escape

O aeroporto Leite Lopes realizou nesta quinta-feira (1º) uma simulação de acidente;
Oportuno sempre citar que o Projeto do Puxadinho (Redirecionamento da Pista ) do Governo do Estado não prevê áreas de escape, devido às limitações físicas na área onde se situa o aeroporto :  de um lado  o Morro da Vitória (Campus da Universidade Moura Lacerda) e do outro a Rodovia Anhanguera.
Possibilidade de acidentes sempre existe, daí a necessidade destes treinamentos. Mas em aeroportos com áreas de escape,  estes acidentes são sempre menores.

 Por isso , insistimos :

Novo aeroporto sim, mas em nova área e com áreas de escape.

Abaixo cobertura pela imprensa :

Simulação de acidente aeronáutico movimenta Leite Lopes

coordenado pelo Daesp teve duração de 1 hora e reuniu 200 pessoas


Treinamento
EPTV - 01/12/2011 - 09:16
Alterar o tamanho da letra A+A-
Atualizada às 11h54.
Uma simulação de acidente aeronáutico com duração de uma hora movimentou o Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, na manhã desta quinta-feira (1). O treinamento, que incluiu simulação de combate a incêndio, resgate de vítimas, primeiros socorros e transporte a hospitais da cidade foi coordenado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) e contou com a participação de 200 pessoas.
O simulado atende a regulação aeronáutica estabelecida pela Anac e Comando da Aeronáutica e tem como objetivo treinar os procedimentos de emergência com realização dos primeiros socorros aos passageiros e tripulantes em casos de acidentes, além de avaliar o tempo levado no percurso e atendimento médico.
Simulação
A simulação foi baseada em uma parada brusca de aeronave seguida de incêndio. Durante o treinamento foi usado um avião que comporta 50 passageiros.
Participaram da ação o Grupo de Voluntários de Emergência (CVE) – composto por funcionários do aeroporto -, companhias aéreas, aeroclube, hangares, Polícia Militar (Helicóptero Águia e trânsito), Corpo de Bombeiros do Estado e do Leite Lopes, Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e funcionários das empresas aéreas que operam no local.
Os envolvidos passaram por treinamento e farão parte efetiva do Plano de Emergência do aeroporto.
Verídico
Durante uma simulação, em 26 de novembro de 2004, bombeiros do aeroporto ficaram feridos, após a viatura que estavam capotar no deslocamento para socorrer as vítimas fictícias.
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A Cidade - Quinta, 01 de Dezembro de 2011
Aeroporto Leite Lopes faz simulação de acidente com aeronave
Procedimento envolveu mais de 200 pessoas entre equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, o helicóptero Águia da Polícia Militar e voluntários
Mariana Lucera
O aeroporto Leite Lopes realizou nesta quinta-feira (1º) uma simulação de acidente, que envolveu mais de 200 pessoas entre equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, o helicóptero Águia da Polícia Militar e voluntários treinados pelo Daesp.
O major do Corpo de bombeiros, Cássio Augusto, diz que a simulação foi positiva pela maneira como foi disciplinado o simulado, que visou que em um caso de emergência com uma aeronave de grande porte todos os envolvidos no resgate falem a mesma língua. "Fizemos divisão das vítimas de acordo com a gravidade e o saldo foi extremamente positivo, quem ganha é a cidade", diz o major.
O diretor de aeropostos do Daesp, Álvaro Cardoso Júnior, diz que todo e qualquer treinamento é positivo para verificar como estão os procedimentos e a estrutura do aeroporto para fazer um atendimento de emergência. "O objetivo é detectar falhas para que elas sejam corrigidas com tranquilidade", diz Júnior. De acordo com ele, ano sim ano não são feitas simulações externas, anualmente são feitos exercícios internos em que a mobilização de recursos da cidade é menor. De acordo com ele, o resultado também foi positivo porque não houve correria nem tumulto.




Sequência de fotos no link abaixo